<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Nuno Lemos &#8211; Clinica de Acupuntura em Lisboa</title>
	<atom:link href="https://clinicadeacupuntura.pt/author/admin/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://clinicadeacupuntura.pt</link>
	<description>Clinica de acupuntura em Lisboa (picoas, saldanha e marquês de pombal), Expo (parque das nações) e amadora. Terapeutas Nuno Lemos e Raquel Marçal</description>
	<lastBuildDate>Sat, 16 Nov 2019 14:52:37 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=5.3</generator>
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119816060</site>	<item>
		<title>Lucilia Galha: Jornalismo de fim de semana</title>
		<link>https://clinicadeacupuntura.pt/lucilia-galha-acupuntura-osteopatia/</link>
				<comments>https://clinicadeacupuntura.pt/lucilia-galha-acupuntura-osteopatia/#respond</comments>
				<pubDate>Sat, 16 Nov 2019 12:44:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Nuno Lemos]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[acupuntura]]></category>
		<category><![CDATA[Céticos]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação em saúde]]></category>
		<category><![CDATA[osteopatia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://clinicadeacupuntura.pt/?p=4076</guid>
				<description><![CDATA[<p>Lucilia Galha: Jornalismo de fim de semana “Não há provas que as terapêuticas não convencionais tenham benefícios significativos ou que sirvam para tratar doenças. Pelo contrário: está confirmado que tem riscos e podem mesmo fazer mal à saúde" Lucilia Galha, Quando tudo corre mal com as Medicinas Alternativas, Sábado No último número da revista [...]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt/lucilia-galha-acupuntura-osteopatia/">Lucilia Galha: Jornalismo de fim de semana</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt">Clinica de Acupuntura em Lisboa</a>.</p>
]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-1 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h1 style="text-align: center;"><span style="color: #333399;">Lucilia Galha: Jornalismo de fim de semana</span></h1>
<blockquote>
<p style="text-align: right;">“Não há provas que as terapêuticas não convencionais tenham benefícios significativos ou que sirvam para tratar doenças.<br />
Pelo contrário: está confirmado que tem riscos e podem mesmo fazer mal à saúde&#8221;<br />
<strong>Lucilia Galha, Quando tudo corre mal com as Medicinas Alternativas, Sábado</strong></p>
</blockquote>
<p>No último número da revista Sábado foi dedicado um extenso artigo sobre a (in)segurança e inutilidade clinica das técnicas das TNC da autoria da jornalista Lucilia Galha. <strong>Poderia pensar-se que o artigo seria original mas não passou de um remake triste de outros artigos, já escritos pela concorrência, sem qualquer informação objetiva ou cientifica. Parece que a Sábado fica feliz por copiar a pobreza jornalistica da concorrência.</strong><br />
Este meu artigo vai responder a algumas alegações dessa revista. Como sempre a minha resposta vai focar-se em 2 áreas que conheço melhor: Osteopatia e Acupuntura. Desta vez vou deixar de lado a fitoterapia uma vez que tornaria o artigo ainda mais extenso e já foi discutido extensamente noutros artigos.<br />
Como é bem sabido, da minha posição oficial, não dou qualquer tipo de validade cientifica ou clinica à homeopatia nem vejo qualquer futuro na abordagem da naturopatia. A ciência neste caso é unânime e não gera dúvidas.<br />
Este artigo vai dividir-se em 2 partes: na primeira mostro que todas as alegações efetuadas são falsas e completamente infundadas: falta de eficácia e perigos das Acupuntura e Osteopatia; Portugal a contra-ciclo; Terapias de bem estar. Na segunda parte, em forma de pequena conclusão, abordo o problema dos riscos em saúde e nas TNC.</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #333399;">Não tem provas da sua eficácia</span></h2>
<blockquote>
<p style="text-align: right;">“&#8230;que prometem curas sem que existam quaisquer estudos que demonstrem benefícios significativos dee acordo com a Biblioteca Cochrane…”<br />
<strong>Lucilia Galha, Quando tudo corre mal com as Medicinas Alterantivas, Sábado</strong><br />
“All of these reviews were of high quality. Their results suggest that acupuncture is effective for some but not all types of pain.”<br />
<strong>Edzard Ernst; Myeong Lee. Acupuncture for pain: An overview of Cochrane reviews</strong><br />
“Acupuncture reduces the frequency of migraine headaches when used as an adjunct to, or in place of, medical management. (Strength of Recommendation: A, based on meta-analyses).”<br />
<strong>American Family Physician</strong><br />
&#8220;Acupuncture may be effective in other acute pain settings (S) (Level I [PRISMA]), including acute burns and back pain (N) (Level I [PRISMA]), tension-type headaches and migraine (N) (Level I”…&#8221;<br />
<strong>Australian and New Zeland College of Anesthetics and Faculty of Pain Medicine</strong><br />
&#8220;The National Institute for Health and Care Excellence (NICE) recommends manual therapy alongside exercise as a treatment option for lower back pain, with or without sciatica.&#8221;<br />
<strong>Opinião do National Health System, UK sobre uso da osteopatia</strong></p>
</blockquote>
<p>A opinião passada no artigo é que a acupuntura e a osteopatia são perigosas e atrasam tratamentos convencionais. Não tem eficácia clinica comprovada, só tratam sintomas e não as causas. <strong>Fica difícil perceber como tratamentos tão perigosos e sem eficácia comprovada conseguem efetivamente aliviar sintomas!</strong></p>
<p>Se o objetivo do artigo é estudar a validade clinica destas terapêuticas (focando mais uma vez na acupuntura e osteopatia) então deveria ter sido procurado o consenso em guidelines clinicas e não numa instituição em particular. <strong>Nem só de Cochrane vive o homem. Existem estudos de elevada qualidade que não são Cohcrane</strong>.</p>
<p>As questões relevantes seriam: A acupuntura e a osteopatia são aceites em guidelines clinicas internacionais? Qual a opinião generalizada olhando para a evidência cientifica disponível?</p>
<p><strong>Uma análise da literatura cientifica e das guidelines internacionais disponibilizadas não poderia ser mais positiva para a Acupuntura e para a Osteopatia</strong>. A acupuntura nas suas versões mais tradicionais ou contemporâneas é aceite em guidelines europeias no tratamento de lombalgia crónica. Essas mesmas guidelines aconselham técnicas osteopáticas na dor lombar aguda e crónica.<br />
A american Physical Therapy Association aconselham a acupuntura e osteopatia nas suas guidelines para tratamento da cervicalgia.Nos EUA várias associações médicas apoiam claramente o uso de acupuntura no alivio da dor: american Family Physician, Joint Comission, Agency for Healthcare Research and Quality e a American Society for Pain. Na Austrália e Nova Zelândia o Colégio de Anestesistas aconselham a acupuntura com elevado nível de evidência. Na Escócia a acupuntura é aconselhada em guidelines nacionais. Em 2018 O american Journal of Physical Medicine and rehabilitation publicou uma guideline de fisiatria baseada na evidência para o tratamento da lombalgia aguda e crónica. A acupuntura e a Osteopatia são consideradas tratamento de primeira linha.<br />
<strong>Os estudos demonstram que é cada vez mais comum a inclusão de Acupuntura e Osteopatia nas guidelines internacionais. A grande maioria das meta-análises são claramente a favor destas terapêuticas. E com a adopção generalizada destas técnicas por médicos (acupuntura médica) e fisioterapeutas (técnicas manuais, osteoetiopatia, fisioterapia invasiva), estes tratamentos estão a tornar-se mainstream.</strong></p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #333399;">Algumas fontes bibliográficas</span></h3>
<p>https://www.researchgate.net/publication/237309615_European_guidelines_for_the_management_of_acute_nonspecific_low_back_pain_in_primary_care</p>
<p>http://www.kovacs.org/descargas/EuropeanGuidelinesfortheManagementofChronicNonSpecificLowBackPain(204paginas).pdf</p>
<p>http://www.hunterpainclinic.com.au/index.cfm?module=NEWS&#038;pagemode=indiv&#038;page_id=614395</p>
<p>http://americanpainsociety.org/uploads/education/guidelines/evaluation-management-lowback-pain.pdf</p>
<p>https://www.jospt.org/doi/full/10.2519/jospt.2017.0302</p>
<div class="fusion-video fusion-selfhosted-video fusion-align" style="margin-top:;margin-bottom:;">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="J8JmQiZlCz">
<p><a href="https://clinicadeacupuntura.pt/acupuntura-e-placebo-fraude/">Acupuntura é placebo e uma fraude?</a></p>
</blockquote>
<p><iframe title="&#8220;Acupuntura é placebo e uma fraude?&#8221; &#8212; Clinica de Acupuntura em Lisboa" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" style="position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);" src="https://clinicadeacupuntura.pt/acupuntura-e-placebo-fraude/embed/#?secret=J8JmQiZlCz" data-secret="J8JmQiZlCz" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></div>
<p>http://fpm.anzca.edu.au/documents/apmse4_2015_final</p>
<p>https://www.nhs.uk/conditions/osteopathy/</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-2 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-2 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-image: url('https://clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/07/1200px-The_fin_de_siècle_newspaper_proprietor_cropped.jpg');background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="https://clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/07/1200px-The_fin_de_siècle_newspaper_proprietor_cropped.jpg">
						<div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-3 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-3 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h2 style="text-align: center;">Estas terapêuticas são muito perigosas</h2>
<blockquote>
<p style="text-align: right;">“Mas as consequências do uso destas terapias podem ser ainda piores do que agravar uma doença. “Podem resultar na morte” diz o médico João Júlio Cerqueira…”<br />
<strong>Lucilia Galha, Quando tudo corre mal com as Medicinas Alterantivas, Sábado</strong><br />
&#8220;one of the advantages of acupuncture is that the incidence of adverse effects is substantially lower than that of many drugs or other accepted procedures for the same conditions.&#8221;<br />
<strong>National Institutes of Health, USA</strong><br />
&#8220;Osteopathy is generally regarded as a safe treatment&#8221;<br />
<strong>National Health System, UK</strong></p>
</blockquote>
<h3 style="text-align: center;">Atrasar tratamentos convencionais</h3>
<p>Na literatura de café, revistas Sábado e afins, quando se escrevem artigos alarmistas existem sempre médicos a referir o perigo de atraso de tratamentos médicos convencionais. No entanto quando se pesquisa a literatura cientifica esse problema quase não é referido. Os principais riscos da acupuntura, da osteopatia ou da fitoterapia não estão nunca no atraso dos tratamentos médicos. Não significa que não existem casos em que um tratamento médico necessário seja atrasado por má prática do profissional.<br />
Significa que o risco não está devidamente avaliado e contextualizado. Não existem estudos que nos permitam concluir que isto é um problema mainstream e não somente casos isolados. Usar estas histórias isoladas, sem contextualização ou sem comparação com outros dados é simples desonestidade intelectual.</p>
<h3 style="text-align: center;">As pessoas que recorrem às TNC morrem mais</h3>
<p>A revista escreve abertamente sobre um artigo de 2018 que demonstrou que pacientes com cancro que recorrem às TNC tem 2 vezes mais probabilidade de morrer. Mais uma vez, já a concorrência, Visão e Observador, tinham publicado o mesmo tipo de informação com a mesma ausência de análise critica.</p>
<p><strong>Como já demonstrei noutros artigos criticos, este estudo está cheio de erros e enviesamentos que não permitem concluir nada nem permitem qualquer tipo de adaptação ao contexto nacional das TNC</strong>. É uma pena que os jornalistas portugueses continuem a fazer artigos tipo copy paste sem investigarem as fontes usadas.</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-4 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-4 fusion-one-half fusion-column-first 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );margin-right: 4%;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><div class="fusion-video fusion-selfhosted-video fusion-align" style="margin-top:;margin-bottom:;">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="2DmpZrIBEx">
<p><a href="https://clinicadeacupuntura.pt/luis-ribeiro-analfabetismo-superficialidade-jornalistica/">Luis Ribeiro: entre o analfabetismo crítico e a superficialidade jornalística</a></p>
</blockquote>
<p><iframe title="&#8220;Luis Ribeiro: entre o analfabetismo crítico e a superficialidade jornalística&#8221; &#8212; Clinica de Acupuntura em Lisboa" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" style="position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);" src="https://clinicadeacupuntura.pt/luis-ribeiro-analfabetismo-superficialidade-jornalistica/embed/#?secret=2DmpZrIBEx" data-secret="2DmpZrIBEx" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></div>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-5 fusion-one-half fusion-column-last 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><div class="fusion-video fusion-selfhosted-video fusion-align" style="margin-top:;margin-bottom:;">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="f3vW2TLOv2">
<p><a href="https://acupunturaemlisboa.pt/pulga-do-scimed/">A pulga do Scimed</a></p>
</blockquote>
<p><iframe title="&#8220;A pulga do Scimed&#8221; &#8212; Acupuntura em Lisboa" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" style="position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);" src="https://acupunturaemlisboa.pt/pulga-do-scimed/embed/#?secret=f3vW2TLOv2" data-secret="f3vW2TLOv2" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></div>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-6 fusion-one-half fusion-column-first 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );margin-right: 4%;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><div class="fusion-video fusion-selfhosted-video fusion-align" style="margin-top:;margin-bottom:;">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="fBuVtmluyZ">
<p><a href="https://clinicadeacupuntura.pt/vera-novais-tnc-observador/">Vera Novais: jornalismo por encomenda e sensacionalismo</a></p>
</blockquote>
<p><iframe title="&#8220;Vera Novais: jornalismo por encomenda e sensacionalismo&#8221; &#8212; Clinica de Acupuntura em Lisboa" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" style="position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);" src="https://clinicadeacupuntura.pt/vera-novais-tnc-observador/embed/#?secret=fBuVtmluyZ" data-secret="fBuVtmluyZ" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></div>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-7 fusion-one-half fusion-column-last 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><div class="fusion-video fusion-selfhosted-video fusion-align" style="margin-top:;margin-bottom:;">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="V8exPugj4c">
<p><a href="https://acupunturaemlisboa.pt/david-marcal-charlatanice-divulgacao-cientifica/">David Marçal: a charlatanice disfarçada de divulgação cientifica</a></p>
</blockquote>
<p><iframe title="&#8220;David Marçal: a charlatanice disfarçada de divulgação cientifica&#8221; &#8212; Acupuntura em Lisboa" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" style="position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);" src="https://acupunturaemlisboa.pt/david-marcal-charlatanice-divulgacao-cientifica/embed/#?secret=V8exPugj4c" data-secret="V8exPugj4c" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></div>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-5 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-8 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p>De qualquer forma existe imensa informação disponível sobre o uso da acupuntura no tratamento do cancro. De forma geral as meta-análises são todas positivas para a acupuntura. A única meta-análise da Cohcrane que concluiu pela evidência insuficiente para validar ou não a acupuntura era composta maioritariamente por estudos positivos à acupuntura. Meta-análises posteriores publicadas em revistas de prestigio como Medicine, European Journal of Cancer, entre outros foram todos positivos à acupuntura. <strong>Neste momento atual 2 guidelines internacionais importantes, a National Compreensive Cancer Network e o National Cancer Institute (EUA), aconselham a acupuntura como tratamento válido. A Cancer resarch do UK segue a mesma linha aconselhando a acupuntura aos pacientes oncológicos.</strong></p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #333399;">Outros perigos</span></h3>
<p>Além de atrasarem tratamentos médicos salvadores de vida e de aumentarem as taxas de mortalidade, estas terapêuticas também são conhecidas por terem riscos físicos muito severos… e, de acordo com o artigo parece que são muito frequentes. AVC, pneumotórax, lesões do sistema nervoso periférico, hérnias extrusas… nada escapa à incompetência dos acupuntores e dos osteopatas.</p>
<p>Mas as únicas estatisticas apresentadas no estudo são tiradas de um chapéu de magia… 10 a 15% dos casos vem das medicinas alternativas garante-nos um fisioterapeuta. E parece que é cada vez mais comum a existência de efeitos secundários graves! Parece que os hospitais portugueses se estão a encher de pacientes por causa da osteopatia e da acupuntura! Os estudos cientificos apoiam este tipo de discurso alarmante?</p>
<p>A resposta óbvia é não. Pelo contrário. Estudos na Austrália mostraram que as queixas contra osteopatas diminuiram bastante e eram mais comuns com osteopatas mais velhos e com menos formação técnica e cientifica. Na medida que a formação foi melhorando as queixas contra osteopatas tornaram-se menos frequentes. O mesmo fenómeno foi observado na acupuntura em que o desenvolvimento de melhores técnicas asséticas e formação dos acupuntores tem vindo a provocar uma diminuição de casos relatados com efeitos secundários graves, pelo menos desde 1988. <strong>Os efeitos secundários destas áreas são muito raros e tem vindo a tornar-se menos frequentes</strong>.</p>
<p>E existem inúmeros estudos sobre os riscos da acupuntura mostrando sem sombra para dúvidas que é dos tratamentos mais seguros que existe. Uma das razões pelas quais a acupuntura é tão popular deve-se exatamente à razão entre benefícios clinicos vs segurança dos procedimentos. Estudos inclusivamente mostraram que a acupuntura é segura para pacientes a tomar anti-coagulantes.</p>
<p>A probabilidade de efeitos adversos graves, na acupuntura e na osteopatia, é muito baixa, como atestado por inúmeras evidências cientificas. Apesar de algumas divergências, estudos sugerem que a probabilidade de efeitos graves na Osteopatia é de 1 para cada 120 mil pacientes e na acupuntura de 1 para 100 mil pacientes. Em comparação, a probabilidade de morrer num acindente de carro, no espaço de 1 ano, é de 1 em 20 mil e a probabilidade de morrer por uso prolongado (vários anos) de anti-inflamatórios é de 1 em 1000. Quando comparando o risco de efeitos adversos graves entre anti-inflamatórios e osteopatia ao longo de 1 ano é de 1:4000 para 1:40000.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Alguma, da extensa literatura cientifica, a atestar a segurança destas técnicas que a jornalista Lucilia Galha não conseguiu encontrar</strong></p>
<p>https://www.semanticscholar.org/paper/Is-acupuncture-safe-A-systematic-review-of-case-Lao-Hamilton/9d9ba351d077c3b62ecc5a74782a95a5d3b6b972<br />
JINDAL, Vanita. et all. Safety and Efficacy of Acupuncture in Children A review of the Evidence. J pediatri hamtol oncol. 2008. 30(6): 431-442.<br />
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4315381/<br />
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1876382014000626<br />
https://www.nature.com/articles/s41598-017-03272-0<br />
https://www.bmj.com/content/323/7311/486.short<br />
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1121068/<br />
http://williams.medicine.wisc.edu/pain.pdf<br />
https://www.cancer.gov/about-cancer/treatment/cam/hp/acupuncture-pdq#_76<br />
https://www.cancerresearchuk.org/about-cancer/cancer-in-general/treatment/complementary-alternative-therapies/individual-therapies/acupuncture<br />
https://journals.lww.com/ajpmr/Fulltext/2018/10000/Evidence_Based_Physiatry__Clinical_Practice.11.aspx?fbclid=IwAR3hADjRRbilC7sX8twOsmWniuXarXzfqbNXR3ixxUnXLKntKltaTK6N-XQ<br />
Incidence of Iatrogenesis Associated With Osteopathic Manipulative Treatment of Pediatric Patients<br />
https://www.journalofosteopathicmedicine.com/article/S1746-0689(10)00054-4/abstract<br />
PROMOTE Study: safety of osteopathic manipulative treatment during the third trimester by labor and delivery outcomes<br />
https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1746068916300049<br />
https://www.ncor.org.uk/practitioners/practitioner-information-communicating-benefit-and-risk-in-osteopathy/risk-and-patient-incidents/#question4</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-6 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-9 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-image: url('https://clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2013/12/terapeutasacupunturosteo.jpg');background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="https://clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2013/12/terapeutasacupunturosteo.jpg">
						<div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-7 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-10 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h2 style="text-align: center;"><span style="color: #333399;">Portugal a contra-ciclo</span></h2>
<blockquote>
<p style="text-align: right;">“Portugal está em contra-ciclo com o resto da Europa… já nos outros países tem havido recuos&#8230;”<br />
<strong>Lucilia Galha, Quando tudo corre mal com as Medicinas Alterantivas, Sábado</strong><br />
&#8220;Given the unique health challenges of the 21st century, interest in T&amp;CM is undergoing a revival…”<br />
<strong>Organização Mundial de Saúde, 2019</strong></p>
</blockquote>
<p>Outra ideia expressa nos escritos de muitos críticos e também exposta nos artigos de opinião da concorrência da Sábado é que Portugal anda a Contra-ciclo. O resto do mundo está a abandonar estas áreas enquanto nós a adotamos. Os exemplos usados são sempre, ou quase, relacionados com a homeopatia. É verdade que a homeopatia está a ser mais marginalizada a nível internacional, apesar de ser rapidamente abraçada pelas farmácias. Os mesmos farmacêuticos que vem criticar a homeopatia são os mesmos que a vendem nas suas farmácias. Mas será mesmo que o mundo está a abdonar estas terapêuticas? O que diz a Organixação Mundial de Saúde (OMS) sobre isto?</p>
<p>Num relatório sobre educação em Osteopatia é afirmado:</p>
<blockquote>
<p>&#8220;the results of a global survey on policies for TM/CAM conducted by WHO showed that the implementation of the strategy is making headway. For example, the number of Member States reporting that they have a national policy on traditional medicine rose from five in 1990, to 39 in 2003, and to 48 in 2007. Member States with regulations on herbal medicines rose from 14 in 1986, to 80 in 2003, and to 110 in 2007. Member States with national research institutes of traditional medicine or herbal medicines rose from 12 in 1970, to 56 in 2003&#8230;</p>
</blockquote>
<p>De acordo com o relatório publicado pela OMS, em 2019, esta ideia de Portugal em contra-ciclo é simplesmente absurda.</p>
<blockquote>
<p>“&#8230;This report reviews global progress in T&amp;CM over the past two decades and is based on contributions from 179 WHO Member States. It clearly shows that more and more countries are recognizing the role of T&amp;CM in their national health systems. For instance, by 2018, 98 Member States had developed national policies on T&amp;CM, 109 had launched national laws or regulations on T&amp;CM, and 124 had implemented regulations on herbal medicines… Globally, the landscape for T&amp;CM has been improving consistently…. Based on current information, 88% Member States have acknowledged their use of T&amp;CM which corresponds to 170 Member States. These are the countries that have, for example, formally developed policies, laws, regulations, programmes and offices for T&amp;CM, and the actual number of countries using T&amp;CM is likely to be even higher.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>Documentos oficiais da OMS que negam as afirmações feitas pela jornalista Lucilia Galha</strong></p>
<p>https://www.who.int/medicines/areas/traditional/BenchmarksforTraininginOsteopathy.pdf<br />
https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/312342/9789241515436-eng.pdf?ua=1</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #333399;">Terapias de bem estar</span></h2>
<blockquote>
<p style="text-align: right;">“A maioria dos profissionais de saúde defende que as TNC se devam chamar de terapias de bem estar”<br />
<strong>Lucilia Galha, Quando tudo corre mal com as Medicinas Alternativas, Sábado</strong></p>
</blockquote>
<p><strong>A revista sábado faz esta afirmação sem qualquer tipo de sustentação cientifica. Não existe nenhum estudo sobre o que os profissionais de saúde acham que se deveria chamar a estas áreas. Esta afirmação é uma invenção pura e simples de alguêm que não sabe distinguir jornalismo de escrita criativa.</strong></p>
<p>A designação de “terapias de bem estar” começou a ser usada por céticos na altura do manifesto contra a inclusão destas áreas no Sistema Nacional de Saúde. É a única fonte disponivel para se poder fazer esta afirmação.</p>
<p>Esse manifesto apresenta perto de 700 subscritores. Dos 152 subscritores iniciais, 78 são profissionais de saúde (médicos principalmente, mas também farmacêuticos, fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiros e auxiliares de ação médica). O resto são advogados, empresários, domésticas, agricultores, engenheiros de diversas especialidades, reformados, etc…</p>
<p>Contextualizando os números, perto de 51,32% dos subscritores iniciais são profissionais de saúde. Considerarei este número como um valor correto para a amostra total de 700 subscritores uma vez que 152 é uma amostra representativa de 700.</p>
<p>51,32% de 700 serão aproximadamente 357 profissionais de saúde. De acordo com dados mais atuais existem 12000 fisioterapeutas, 10250 dentistas, 53,657 médicos, 73,650 enfermeiros, 13,478 farmacêuticos e pelo menos 5000 técnicos de saúde o que faz um total de 168,035 profissionais de saúde.</p>
<p>O que significa que o manifesto apresenta a opinião de 0,21% dos profissionais de saúde nacionais (sendo que foi contabilizado o apoio de auxiliares de ação médica para o manifesto mas estes não foram incluidos na lista de profissionais de saúde por falta de dados. A diferença seria ainda maior nesse caso!).</p>
<p>Por outro lado profissões de saúde representativas como medicina, fisioterapia, podologia ou enfermagem tem vindo a adotar estas técnicas no seu arsenal terapêutico. Atendendo ao sucesso dos cursos de acupuntura ou osteopatia para fisioterapeutas, dificilmente estes profissionais vão apoiar a ideia de estarem a fazer terapias de bem estar. Os enfermeiros começam a falar muito de abordagens não farmacológicas para a dor que inclui a acupuntura e dificilmente irão definir a sua prática como “terapia de bem estar”. E dificilmente os médicos iriram apoiar o uso de acupuntura médica como terapia de bem estar. Como classificariamos 70% das unidades de dor que usam acupuntura?</p>
<p>Outro dado interessante seria comparar as assinaturas deste manifesto com as assinaturas da Petição a favor da integração destas áreas no SNS.</p>
<p>O manifesto teve 700 subscritores e a Petição Pública teve 14975 subscritores. Leu bem… uma diferença de 2139%. Não existem estatisticas a indicar a % de subscritores que são profissionais de saúde da petição pública. Mas considerando somente 10% da amostra como profissionais de saúde estaria a falar-se de uma representação superior a 200% a favor destas terapias quando comparando com o Manifesto. Dificilmente a maioria destes profissionais vai considerar estas técnicas como terapias de bem estar.</p>
<p><strong>A ideia que os profissionais de saúde consideram estas áreas como “terapia de bem estar” foi inventada. Não tem qualquer tipo de sustentação. É uma pena que o jornalismo viva deste tipo de incompetência.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fontes aconselhadas</strong></p>
<p>https://www.pordata.pt/Portugal/Pessoal+de+saúde+médicos++dentistas++odontologistas++enfermeiros+e+farmacêuticos-144-1263</p>
<div class="fusion-video fusion-selfhosted-video fusion-align" style="margin-top:;margin-bottom:;">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="l7OLdZ4hgx">
<p><a href="http://comcept.org/2019/03/26/manifesto-saude/">Por cuidados de saúde de base científica &#8211; Manifesto</a></p>
</blockquote>
<p><iframe title="&#8220;Por cuidados de saúde de base científica &#8211; Manifesto&#8221; &#8212; COMCEPT" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" style="position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);" src="http://comcept.org/2019/03/26/manifesto-saude/embed/#?secret=l7OLdZ4hgx" data-secret="l7OLdZ4hgx" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></div>
<p>https://peticaopublica.com/?pi=PT91842</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #333399;">Perigos em saúde</span></h2>
<p><strong>A acupuntura e Osteopatia tem riscos inerentes. Mas estes riscos são muito inferiores a tratamentos concorrentes como é bem reconhecido na literatura cientifica</strong>. Mas existem riscos e problemas graves na saúde.<br />
A crise de opióides nos EUA matam dezenas de milhares de pessoas todos os anos e de acordo com a Casa Branca vão custar ao estado 2.5 triliões de dóllares. A responsábilidade das classes farmacêutica e médica, é inegável.</p>
<p>Aliada à crise de opióides temos os preços exorbitantes de medicamentos, muitas vezes exponencializados por esquemas de corrupção de alavancagem de preços e efeitos secundários dos medicamentos. Esta trilogia de problemas tem um preço combinados de milhares de mortes e milhões de euros anualmente.</p>
<p>Um estudo no Reino Unido notou que 30% das hospitalizações evitáveis são devidas à prescrição de anti-inflamatórios num custo anual de 800 milhões de libras. É amplamente reconhecido que ao uso de anti-inflamatórios estão associados riscos acrescidos de efeitos adversos sérios cardíacos, gastro-intestinais e renais. Nos EUA um estudo mostrou que os custos médicos associados a efeitos adversos gastro-intestinais em idosos excedia os 4 biliões de dólares. <strong>Não admira que diversas guidelines a nível mundial estejam cada vez mais a recorrer à acupuntura e osteopatia como tratamentos de primeira linha para a dor</strong>.</p>
<p>Mas existem outros perigos em saúde como a desinformação. Muitos homeopatas e naturopatas apoiam ideias anti-vacinação que desinformam o público sobre os benefícios das mesmas e colocando populações em risco. Muitos terapeutas apoiam uma visão do mundo incompativel com o conhecimento cientifico que seria desejável num profisisonal de saúde. Esses terapeutas exploram as suas crenças à conta da desinformação.</p>
<p>Do outro lado do espectro temos um pequeno grupo de céticos e jornalistas. A jornalista Lucilia Galha é a mais recente adição a este grupo de desinformação. Os seus artigos pretendem mostrar uma realidade que simplesmente não existe. Este último artigo de Lucilia G(r)alha é um claro exemplo de desinformação em saúde: <strong>começa por afirmar que estas áreas não providenciam evidências de eficácia e que são perigosas mas as guidelines internacionais e a maioria das meta-análises dizem o contrário: existe evidência da sua eficácia e são seguras. Fazem afirmações baseadas na autoridade que simplesmente são falsas e não tem qualquer sustentação e são facilmente negadas (Portugal a contra-ciclo; terapias de bem estar), fazem um cherry picking de estudos e informação cuja finalidade é comprovar as suas próprias crenças e tentar justificar moral e intelectualmente a desinformação que promovem</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fontes a ler</strong></p>
<p><a href="https://www.whitehouse.gov/articles/full-cost-opioid-crisis-2-5-trillion-four-years/">https://www.whitehouse.gov/articles/full-cost-opioid-crisis-2-5-trillion-four-years/</a><br />
<a href="https://www.cdc.gov/drugoverdose/data/index.html">https://www.cdc.gov/drugoverdose/data/index.html</a><br />
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11735692<br />
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4809680/<br />
https://www.ajmc.com/journals/supplement/2013/a467_nov13_nsaid/a467_nov13_fine_s267</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt/lucilia-galha-acupuntura-osteopatia/">Lucilia Galha: Jornalismo de fim de semana</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt">Clinica de Acupuntura em Lisboa</a>.</p>
]]></content:encoded>
							<wfw:commentRss>https://clinicadeacupuntura.pt/lucilia-galha-acupuntura-osteopatia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
						<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">4076</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Técnicas osteopáticas: a validade cientifica</title>
		<link>https://clinicadeacupuntura.pt/tecnicas-osteopaticas-validade/</link>
				<comments>https://clinicadeacupuntura.pt/tecnicas-osteopaticas-validade/#respond</comments>
				<pubDate>Thu, 16 May 2019 16:03:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Nuno Lemos]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[osteopatia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://clinicadeacupuntura.pt/?p=4065</guid>
				<description><![CDATA[<p>Técnicas osteopáticas: a evidência e a análise da evidência Os estudos sociais sobre o impacto da osteopatia na vida dos pacientes apresentam resultados muito positivos. Em ambiente hospitalar ou clinica privada, em diferentes países, em análises de casos de clinicas osteopáticas ou estudos em que o doente é a principal fonte de informação, feitos [...]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt/tecnicas-osteopaticas-validade/">Técnicas osteopáticas: a validade cientifica</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt">Clinica de Acupuntura em Lisboa</a>.</p>
]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-8 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-11 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h1 style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Técnicas osteopáticas: a evidência e a análise da evidência</span></h1>
<p><a href="https://clinicadeacupuntura.pt/osteopatia-e-o-osteopata/">Os estudos sociais sobre o impacto da osteopatia na vida dos pacientes apresentam resultados muito positivos. Em ambiente hospitalar ou clinica privada, em diferentes países, em análises de casos de clinicas osteopáticas ou estudos em que o doente é a principal fonte de informação, feitos por associações ou clinicas osteopáticas ou independentes todos mostram um nível de satisfação muito elevado, estando esse nível de satisfação associado aos resultados sentidos e sensação de bem estar</a>.</p>
<p><span style="color: #000080;">No entanto estes estudos tem falhas. Os pacientes que não gostaram do tratamento tendem a não participar nos questionários anónimos dando uma ideia errada do nível de real satisfação. Os dados obtidos por clinicas podem ter sido seleccionados pela pessoa que os enviou. O trabalho osteopático individual pode estar associado a outras técnicas não osteopáticas que obtêm resultados sendo que esses dados não nos dizem nada sobre o real valor das técncias osteopáticas preconizadas, etc&#8230;</span></p>
<p>É importante portanto focar a atenção nos estudos cientificos controlados onde se explora o valor clinico das técnicas osteopáticas. Do que foi dito acima e noutros artigos (referência para primeiro artigo) existem algunas problemas com os estudos cientificos em osteopatia: usam uma abordagem reducionista em diferenciar e comparar a eficácia de técnicas quando o trabalho osteopático é integrativo e não levam em linha de conta a resposta do paciente e a necessidade de adaptar as técnicas ao mesmo. Quase nenhum estudo aborda a natureza integrativa do tratamentos osteopático ou a natureza eclética do osteopata e existem muitas falhas e contrasensos entre estudos de diferentes fontes.</p>
<p>As técnicas escolhidas para este artigo levaram em linha de conta os seguintes fatores: relevância prática clinica e disponibilidade de estudos científicos. Por exemplo as técnicas de tecidos moles são as mais usadas em osteopatia mas este termo refere-se a um conjunto de técnicas não diferenciadas e com as quais não existem estudos por outro lado existem poucos estudos sobre osteopatia visceral mas é uma técnica pouco usada como observado no artigo que abordava estudos de perfil osteopático (ver referência).</p>
<p>Ao todo foram escolhidas 4 técnicas: manipulação e mobilidade articular que serão apresentadas simultaneamente, músculo-energéticas e harmónicas. Também vai ser feita uma apresentação de alguns estudos que respeitam a natureza integrativa da osteopatia assim como a opinião de guidelines internacionais sobre o uso da osteopatia em problemas especificos.</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-9 fusion-parallax-none nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-image: url("https://clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2016/05/estômago.jpg");background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:200px;padding-right:30px;padding-bottom:200px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-12 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-10 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;margin-top: 20px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-13 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h2 style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">TÉCNICAS OSTEOPÁTICAS</span></h2>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">Técnicas de impulso e mobilidade articular</span></strong></p>
<p>As técnicas de impulso tem sido as mais investigadas. Tem sido estudada principalmente no tratamento de lombalgia (2). E existe um consenso cada vez maior relativamente à sua eficácia.<br />
Meta-análises consideram que existe evidência de qualidade moderada a defender o uso de técnicas de manipulação e mobilização no tratamento da lombalgia sendo as técnicas manipulativas superiores (4) Outros estudos indicam o uso de técnicas manipulativas e articulares no controlo sintomáticos das cervicobraquialgias.<br />
Ocasionalmente surgem estudos onde se integram algumas técnicas como as técnicas de libertação diafragmática (3) com resultados muito positivos no tratamento da lombalgia.<br />
As técnicas de manipulação e de mobilidade articular foram as mais referidas numa recente meta-análise, de 2017, da American Phisycal Therapy Association no tratamento da cervicalgia e enxaqueca com recomendação forte (60), (53).<br />
No tratamento de queixas clinicas comuns como cervicalgia e lombalgia, técnicas osteopáticas são aconselhadas em guidelines internacionais como terapêuticas válidas.</p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">Músculo-energéticas (MET)</span></strong></p>
<p>Desenvolvidas nos anos 40/50 por Fred Mitchell Snr (21) tem como objetivo devolver a amplitude de movimento e fortalecimento espontâneo de músculos inibidos (20), (21). São usadas no tratamento de diminuição de amplitude de movimento, hipertonicidade muscular e dor. O seu sucesso ficou marcado pela rápida e crescente adoção por outros profissionais de saúde que não osteopatas como massagistas, médicos e fisioterapeutas. (20)</p>
<p>Uma boa parte de estudos sobre estas técnicas são feitos em pacientes saudáveis. Os estudos em cervical e no joelho mostram que existe um aumento de amplitude passiva devido a provavelmente maior tolerância ao alongamento e sem alterações visco-elásticas (15). Um estudo em atletas de baseball mostrou que uma única aplicação destas técnicas na articulação gleno-umeral melhorava a amplitude de movimento do ombro com um nível de evidência 2b. (25) Outro estudo em alunos do secundário do sexo masculino na Índia mostrou que estas técnicas melhoravam imediatamente a amplitude de movimento dos músculos isquiotiiais (26) Outro estudo em atletas de natação do sexo feminino mostrou que as músculo-energéticas eram importantes para aumentar a amplitude do pequeno peitoral e diminuir a anteriorização escapular (33). Outros estudos mostraram que estas técnicas obtinham bons efeitos no aumento de amplitude do movimento vertebral (18).</p>
<p>Existem poucos estudos na aplicação destas técnicas em situações clinicas especificas. Um estudo comparava MET com alogamento estático no tratamento de cervicalgia (30). O estudo concluiu que ambas as técnicas eram boas no alívio da dor e no ganho de amplitude de movimento mas existia supremacia das técnicas de MET. Outro estudo (61) que comparava o uso de músculo energéticas com tratamento convencional e somente tratamento convencional no tratamento de disfunção da articulação sacro-ilíaca mostrou que não existia diferença de alívio de dor (ambos os grupos referiram diminuição da dor) mas existia maior amplitude no tilting pélvico do grupo que recebeu as músculo-energéticas</p>
<p>Um estudo comparava estas técnicas com injeções de corticosteróides (8 sessões de MET com 1 aplicação de corticosteróides) e acompanhamento de 1 ano no tratamento de epicodilite crónica (28). Neste estudo a resposta dos sintomas aos 2 tratamentos foram positivas tendo sido superiores na injeção de corticosteróides numa fase inicial e superiores para as MET no longo prazo.</p>
<p>Uma revisão Cochrane de 2015 conclui-o que estas técnicas não eram eficazes no tratamento de lombalgia e que os estudos eram de baixa qualidade. (23) Não foram encontrados outras revisões na aplicação clinica das MET.</p>
<p>Existe algumas caracteristicas dos estudos disponíveis sobre estas técnicas osteopáticas: grande parte são feitos em populações saudáveis, existem poucos que exploram mecanismos fisiológicos, menos ainda que exploram a sua eficácia clinica e ainda menos revisões sistemáticas. De todos os tipos de estudo, a revisão de Cochrane, que é a mais importante mostrou-se negativa no uso destas técnicas osteopáticas no tratamento da lombalgia.</p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">Técnicas harmónicas</span></strong></p>
<p>Uma das minhas técnicas favoritas em osteopatia. Consistem na indução de movimentos ritmicos contínuos criando movimentos pendulares dentro da frequência de ressonância natural do corpo. Presentes desde o iníco da osteopatia foram mais desenvolvidas e estudadas pela Escola Inglesa de Osteopatia sendo um osteopata, Lederman, a pessoa que mais as estudou, ensinou e aplicou. (45). Estas técnicas tem sido adotadas pelos fisioterapeutas e, com mais ou menos floreados, renomeadas, como é exemplo do método POLD (46).</p>
<p>Os diferentes estudos envolvendo POLD ou harmónicas referem a sua eficácia no alívio da dor em pacientes com hérnias lombares (9), na cervicalgia (10) (12), no tratamento de lombalgia crónica mecânica não especifíca (11) (13). Apesar de consideradas eficazes não existem diferenças estatisticamente significativas entre técnicas harmónicas e técnicas de exercício físico no tratamento da lombalgia (14).</p>
<p>Os diferentes estudos variam desde descritivos a controlos randomizados usando regra geral 2 grupos (controlo ao qual é aplicado o tratamento convencional e grupo de estudo ao qual é aplicado técnicas harmónicas).</p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">Estudos globais</span></strong></p>
<p>Não existem muitos estudos que se foquem na combinação de técnicas, que considerem a natureza eclética do osteopata ou a componente integrativa da Osteopatia. Na maioria das vezes os estudos existentes focam-se em técnicas isoladas (manipulativas, spencer, músculo-energéticas, etc…) ou comparação de técnicas (músculo-energéticas vs alongamento passivo, etc…). Em alguns casos focam-se na comparação de grupos terapêuticos. Num estudo (48) onde se comparava fisioterapia, exercício físico e osteopatia notou-se que todas eram boas no tratamento da dor apesar de existir maior satisfação dos doentes em abordagens mais pessoais (fisioterapia e osteopatia) sendo que a necessidade de criar grupos de exercício dificultava a aplicação de algumas técnicas.</p>
<p>Além deste tipo de estudos existem trabalhos já mencionados (artigo referência) focados tanto na análise de casos clinicos provenientes das clinicas osteopáticas ou de satisfação dos doentes tanto em ambiente hospitalar como em clinica privada. Feitos em vários países estes estudos tem demonstrado uma grande eficácia clinica e satisfação dos doentes. A satisfação do doente não implica eficácia clinica mas a grande maioria dos estudos sugere que essa satisfação está relacionada com eficácia clinica.</p>
<p>Por outro lado a osteopatia com maior ou menos aceitação tem surgido em cada vez mais guidelines relevantes no tratamento da dor. A Sociedade de dor Nova Zelandeza considera o uso de técnicas manipulativas válida no tratamento da lombalgia se aplicadas nas primeiras 4 a 6 semanas (49) A Sociedade Americana de Dor considera o uso de técnicas manipulativas no caso da dor não passar com auto-cuidados no tratamento de lombalgia (recomendação fraca, evidência de qualidade mdoerada) (50). Uma comparação entre algumas das principais guidelines disponíveis e as suas atualizações consideram o uso de terapias manuais (sem muitas vezes fazer diferenciação entre fisioterapia ou osteopatia) como intervenções válidas (51).<br />
Uma revisão sobre o tratamento de cervicalgia com ou sem cefaleia publicada no Journal of Orthopedic &amp; Sports Physical Therapy considera as técnicas de manipulação e mobilização cervical, juntamenta com exercício físico, treino postural, “dry nedlling”, etc… como tratamentos de primeira linha (52) (53).</p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">Problemas metodológicos</span></strong></p>
<p>Neste artigo procura-se por consensos e não se investiga todos os estudos disponíveis nem se faz uma análise qualitativa de todos os artigos usados. Ele expressa a opinião mais aceite social e cientificamente.</p>
<p>Por outro lado este artigo também não consegue avaliar todas as técnicas osteopáticas. Não abordámos a osteopatia pediátrica nem se desenvolveu análises mais profundas sobre outras técnicas. Isto deve-se ao facto de ser muito dificil entrar em todos os campos num artigo destes.</p>
<p>O artigo foca-se em diferentes níveis de evidência mas sem as comparar ou analisar na prática osteopática. Isto será feito noutro artigo. Por exemplo o nível de satisfação dos pacientes é importante mas não implica eficácia acima do placebo. As auditorias independentes tornam mais válidos os resultados de satisfação dos pacientes mas falham porque os valores que dão não levam em linha de conta as desistências, estudos de maior valor de evidência podem ser negativos para uma técnica e positivos para outra mas são sempre desfasados da natureza integrativa da osteopatia, etc&#8230;</p>
<p>Enquanto a evidência da osteopatia no tratamento de problemas musculo-esqueléticos é forte, a evidência da osteopatia visceral ainda é muito fraca. Este artigo não aborda as diferentes dimensões do tratamentos osteopático nem diferencia a qualidade da evidência entre essas áreas.</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-11 fusion-parallax-none nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-image: url("https://clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2015/08/0093.jpg");background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:200px;padding-right:30px;padding-bottom:200px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-14 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-12 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;margin-top: 20px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-15 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h2 style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">Conclusão</span></h2>
<p>Na Suiça, a Osteopatia representa um tratamento de primeira linha no combate a sintomas músculo-esqueléticos (43). Noutros países como Nova Zelândia, EUA ou Reino Unido a Osteopatia faz parte de guidelines clinicas no tratamento de alguns problemas músculo-esqueléticos. As técnicas osteopáticas são cada vez mais integradas em guidelines clinicas no tratamento de diferentes sintomas.<br />
<strong><span style="color: #0000ff;">De forma geral tanto os estudos de satisfação dos doentes, os estudos cientificos focados nas técnicas osteopáticas assim como estudos comparativos ou indicações em guidelines apontam unicamente numa direção: a osteopatia é uma intervenção terapêutica válida e o níveld e satisfação dos clientes com o(a) osteopata é muito elevado. Problemas em alguns estudos especificos não conseguem negar o quadro geral.</span></strong><br />
No entanto, os estudos cientificos apresentam vários desafios aos osteopatas. Como integrar a sua abordagem biopsicossocial centrada no paciente com a abordagem biomédica da medicina baseada na evidência focada no tratamento da doença? Como se distinguir de todo um conjunto de profissões também centradas no paciente? E aqui dando foco em relação à fisioterapia onde é impossível distinguir não só a abordagem centrada no paciente como as próprias técnicas? Como melhorar a evidência não perdendo o objetivo final de garantir a melhor satisfação do doente?<br />
Como definir as melhores guidelines clinicas com base numa trilogia conflitosa entre práticas baseadas na evidência de acordo com um modelo biomédico, a natureza integrativa da osteopativa ou a componente eclética do osteopata?<br />
E numa época em que o osteopata tem de ser capaz de discutir cientifica e clinicamente as suas técnicas osteopáticas onde fica o espaço para a inovação? Os moldes em que se discute a validade da osteopatia, sobre um prisma cientifico, devem ser estabelecidos por profissionais não osteopatas num modelo biomédico ou por osteopatas num modelo biopsicossocial?<br />
Como concliar a informação do dia a dia com a melhor evidência quando a evidência começa a dar lugar aos grandes dados obtidos da prática do dia a dia?<br />
Algumas destas questões vão ser debatidas no próximo artigo.</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt/tecnicas-osteopaticas-validade/">Técnicas osteopáticas: a validade cientifica</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt">Clinica de Acupuntura em Lisboa</a>.</p>
]]></content:encoded>
							<wfw:commentRss>https://clinicadeacupuntura.pt/tecnicas-osteopaticas-validade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
						<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">4065</post-id>	</item>
		<item>
		<title>O osteopata na atualidade</title>
		<link>https://clinicadeacupuntura.pt/osteopatia-e-o-osteopata/</link>
				<comments>https://clinicadeacupuntura.pt/osteopatia-e-o-osteopata/#respond</comments>
				<pubDate>Tue, 14 May 2019 15:34:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Nuno Lemos]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[osteopatia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://clinicadeacupuntura.pt/?p=4062</guid>
				<description><![CDATA[<p>A Osteopatia e o Osteopata na sociedade atual Osteopatia A Osteopatia é um método de tratamento tradicionalmente não invasivo que usa métodos manuais de diagnóstico e tratamento seguindo um modelo biopsicossocial. A base do diagnóstico osteopático e da aplicação de técnicas osteopáticas vem do conhecimento biomecânico e neurofisiológico. É a análise semiológica das queixas [...]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt/osteopatia-e-o-osteopata/">O osteopata na atualidade</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt">Clinica de Acupuntura em Lisboa</a>.</p>
]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-13 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-16 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h1 style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">A Osteopatia e o Osteopata na sociedade atual</span></h1>
<h2 style="text-align: left;"><span style="color: #0000ff;">Osteopatia</span></h2>
<p>A Osteopatia é um método de tratamento <em>tradicionalmente não invasivo</em> que usa métodos manuais de diagnóstico e tratamento seguindo um modelo biopsicossocial. A base do diagnóstico osteopático e da aplicação de técnicas osteopáticas vem do conhecimento biomecânico e neurofisiológico. É a análise semiológica das queixas do paciente, o estudo de diversos testes (ortopédicos, osteopáticos, neurofisiológicos, etc…) que permitem compreender a disfunção e definir a melhor abordagem terapêutica. Também é considerado um tratamento seguro (1).</p>
<p>Um tratamento é composto pela aplicação de um conjunto variado de técnicas manuais: Técnicas de tecidos moles, músculo-energéticas, técnicas harmónicas, técnicas articulares, Técnicas de impulso, Strain Counterstrain, sacro-cranianas, técnicas viscerais, entre outras.</p>
<p>Algumas técnicas são mais antigas e estão mais estabelecidas e outras são mais recentes. Novas áreas começam a surgir. A Osteopatia tem-se desenvolvido para adotar outras técnicas tal como acontece com a chamada &#8220;punção seca&#8221; que começa a ser disponibilizada em muitos consultórios de osteopatia.</p>
<p>Além destas técnicas é comum o Osteopata recorrer a uma série de conselhos acerca da alimentação ou exercício (muitas vezes através do trabalho conjunto com outros profissionais) de forma a conseguir reverter o quadro clínico e manter os ganhos obtidos com o tratamento de marquesa. Estudos sobre o perfil do Osteopata mostraram que os osteopatas adaptam a sua abordagem biopsicossocial de acordo com a idade do paciente. (2) Em pacientes mais novos usam técnicas mais diretas e manipulativas e em pacientes mais idosos usam mais conselhos de exercício, técnicas de manutenção diária dos sintomas, etc… Também se demonstrou que é mais provável pedirem exames de imagiologia médica em pacientes mais idosos.</p>
<h2><span style="color: #0000ff;">Osteopata</span></h2>
<p>Devido às diferenças entre países tem sido difícil definir o típico perfil do osteopata. No entanto começam a surgir diferentes estudos que nos ajudam a definir esse perfil.</p>
<p>A Austrália tem sido prolífica na realização desses estudos: Os osteopatas australianos (3) e espanhóis (4) vêem na maioria dos casos situações de dor aguda, sub-aguda ou crónica relacionada com problemas de coluna. Um estudo do Canadá mais detalhado demonstrou que 61,9% dos pacientes recorriam à osteopatia com dores na coluna, tórax, pélvis e membros; 11,8% para cuidados perinatais e pediátricos; 9,1% para sintomas relacionados com a cabeça; 5% para sintomas viscerais e 0,3% por problemas gerais (5).</p>
<p>As técnicas mais usadas por osteopatas australianos são: tecidos moles (22,3%), Músculo-energéticas (14.6%), técnicas articulares (14.3%), educação do paciente (11.9%). (3). Em Espanha, o estudo do perfil osteopático, indicou uma prática dominada técnicas de mobilização, tecidos moles, técnicas cranianas e técnicas de impulso (4). No Reino Unido as técnicas de tecido mole (70% das vezes) e articulares (67%) dominavam as terapias mais aplicadas seguidas de técnicas de impulso (32% das vezes), educação do paciente (26%), cranianas (24%), prescrição de exercício (23%) e músculo-energéticas (18%). Das técnicas menos usadas encontravam-se as técnicas viscerais (2%) e strain/counterstrain (7%).</p>
<p>As diferenças na aplicação destas técnicas estão mais dependentes de fatores como sexo e idade do osteopata ou idade do doente do que diferenças nacionais. Osteopatas do sexo masculino e mais novos tem preferência por técnicas diretas enquanto osteopatas do sexo feminino e mais velhos tem preferência por técnicas indiretas (6). A idade do paciente, como referido também é relevante na escolha que o osteopata faz das terapêutiocas a usar. (2)</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-14 fusion-parallax-none nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-image: url("https://clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2017/10/0106.jpg");background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:250px;padding-right:30px;padding-bottom:250px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-17 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-15 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-18 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h2 style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">A osteopatia enquanto profissão liberal na sociedade atual</span></h2>
<p>O reconhecimento da profissão e a satisfação dos pacientes com os tratamentos osteopáticos tem sido muito boa. Várias fontes diferentes (3) referem níveis de satisfação elevados com o tratamento osteopático. Num estudo sobre perfil do osteopata australiano o alívio ou resolução das queixas foi relatado por 96,2% dos pacientes sendo a existência de problemas relacionados com os tratamentos muito raros (3). Um estudo semelhantes feito em Espanha relatou alivio ou resolução das queixas dos pacientes em 93% (4). Estes dados foram obtidos pela análise independente dos casos clínicos provenientes da experiência de centenas de osteopatas. Outro estudo usando auditores independentes em mais de 1000 pacientes provenientes de 15 clinicas osteopáticas indicou que 82% dos pacientes referiu que o tratamento tratou completamente ou melhorou muito os sintomas (7).</p>
<p>Um estudo no Canadá mostrou que os pacientes de osteopatia estavam satisfeitos com as recomendações de exercício do seu osteopata (8) Outro estudo italiano mostrou que existia um nível de satisfação muito elevado de pacientes com queixas músculo-esqueléticas que recorreram a tratamentos de osteopatia em ambiente hospitalar (9). É importante o nível de satisfação do paciente em relação ao tratamento porque é um indicativo de bem estar.(10)</p>
<p>Outro estudo australiano (11) num grupo de pacientes com outros tratamentos prévios em terapias manuais mostrou uma grande satisfação com os tratamentos osteopáticos. Consideraram que existem muitas características partilhadas com outras terapias manuais (análise semiológica desenvolvida, uso de várias técnicas manuais, educação acerca da sua condição). Também referiram ter apreciado um atendimento centrado no paciente e adaptado às suas características e necessidades, considerando a relação terapêutica como essencial.</p>
<p>Uma revisão de 2019 mostrou que de forma geral os pacientes apresentavam experiências e níveis de satisfação muito elevados (12). Outro estudo Australiano (13) mostrou que a maioria dos doentes em clinicas de osteopatia eram recomendados por outros pacientes, os osteopatas tinham bastantes horas de tranbalho e era comum a recomendação do tratamento osteopático por médicos (dados variantes com recomendações esporádicas por volta dos 20 a 30% e recomendações comuns abaixo dos 10%) (14). Todos estes dados indicam uma satisfação e aceitação geral do trabalho clinico osteopático.</p>
<p>Um estudo interessante feito no Reino Unido mostrou que a percepção do público face à osteopatia estava a mudar. A expectativa dos tratamentos estava no mesmo nível exigido a médicos de clinica geral e os pacientes esperavam o mesmo nível de profissionalismo de uma clinica médica privada. (15) A Osteopatai começa a ser vista como uma profissão de saúde.</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">Conclusão sobre Osteopatia e osteopatas no mundo atual</span></h2>
<p>A base da Osteopatia é cientifica e parte das mesmas ciências base de todas as outras profissões de saúde. A osteopatia usa um modelo biopsicossocial com diagnóstico fundamentado em biomecânica e neurofisiologia, assim como uma série de técnicas manuais para tratamento da queixa e educação do paciente para manter os ganhos clínicos do trabalho osteopático e integrar a abordagem reabilitativa com uma abordagem mais preventiva.<br />
Apesar de existirem pequenas diferenças entre países, as técnicas que caracterizam o trabalho de marquesa do Osteopata estão presentes em todos os estudos. Fatores que influenciam a escolha de técnicas de tratamentos estão relacionadas com a idade, sexo e formação dos osteopatas ou a idade dos pacientes. A abordagem biopsicossocial defendida pelos osteopatas também se encontra presente nos diversos países estudados.<br />
Dados provenientes de diferentes países apresentam um nível de satisfação muito elevado com o trabalho dos osteopatas seja um ambiente hospitalar ou de clinica privada. Os doentes consideram a osteopatia como uma profissão de saúde liberal, na maioria das vezes paga e procurada pelos próprios.<br />
O nível de satisfação, só por si, não prova a eficácia da osteopatia. No entanto, os estudos mostram que o nível de satisfação está associado não só ao tipo de atendimento centrado no paciente como em relação aos resultados obtidos. O nível de satisfação dos pacientes é relevante pois está associado à sua sensação de bem estar. Quanto ao tipo ou nível de evidência que apoia o uso da osteopatia será um problema para o nosso próximo artigo.</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-16 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-19 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h2 style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">BIBLIOGRAFIA</span></h2>
<p>1 &#8211; Hayes. NM. Bezilla. TA. Incidence of Iatrogenesis Associated With Osteopathic Manipulative Treatment of Pediatric Patients. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17122030</p>
<p>2 &#8211; https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0965229918312275</p>
<p>3 &#8211; https://bmcmusculoskeletdisord.biomedcentral.com/articles/10.1186/1471-2474-14-227</p>
<p>4 &#8211; https://bmccomplementalternmed.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12906-018-2190-0</p>
<p>5 &#8211; https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0106259</p>
<p>6 &#8211; https://pdfs.semanticscholar.org/cc03/324cca348ff0c5697c5a5a19c40b13328d99.pdf</p>
<p>7 &#8211; http://www.gilmourosteo.co.uk/research_information.cfm?ID=21&amp;Section=Patient%20satisfaction%20Audit%201998&amp;Info=Abstract</p>
<p>8 &#8211; http://ijwpc.mcgill.ca/article/view/177</p>
<p>9 &#8211; https://web.a.ebscohost.com/abstract?direct=true&amp;profile=ehost&amp;scope=site&amp;authtype=crawler&amp;jrnl=10786791&amp;AN=133101095&amp;h=Cb3P71Kk4nW5WcPJjxnl%2bz5Z7KRUfw83lq4bVqgvWTKUMi86%2fZj40GOVjeCAvfd0pmeoqEyg5iWDcCvscNmAew%3d%3d&amp;crl=c&amp;resultNs=AdminWebAuth&amp;resultLocal=ErrCrlNotAuth&amp;crlhashurl=login.aspx%3fdirect%3dtrue%26profile%3dehost%26scope%3dsite%26authtype%3dcrawler%26jrnl%3d10786791%26AN%3d133101095</p>
<p>10 &#8211; https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11837337</p>
<p>11 &#8211; https://www.mskscienceandpractice.com/article/S1356-689X(15)00225-8/pdf</p>
<p>12 &#8211; https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1746068918301317</p>
<p>13 &#8211; https://www.journalofosteopathicmedicine.com/article/S1746-0689(08)00106-5/fulltext</p>
<p>14 &#8211; https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S174606890800059X</p>
<p>15 &#8211; https://www.ncor.org.uk/wp-content/uploads/2013/02/ICAOR-2012-OPEN-survey-presentation.pdf</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt/osteopatia-e-o-osteopata/">O osteopata na atualidade</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt">Clinica de Acupuntura em Lisboa</a>.</p>
]]></content:encoded>
							<wfw:commentRss>https://clinicadeacupuntura.pt/osteopatia-e-o-osteopata/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
						<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">4062</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Terapeutas, cientistas, democratas e inquisidores</title>
		<link>https://clinicadeacupuntura.pt/terapeutas-cientistas-democratas-e-inquisidores/</link>
				<comments>https://clinicadeacupuntura.pt/terapeutas-cientistas-democratas-e-inquisidores/#respond</comments>
				<pubDate>Tue, 16 Apr 2019 17:53:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Nuno Lemos]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[acupuntura]]></category>
		<category><![CDATA[Céticos]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação em saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina Chinesa]]></category>
		<category><![CDATA[neuropatia]]></category>
		<category><![CDATA[osteopatia]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://clinicadeacupuntura.pt/?p=4049</guid>
				<description><![CDATA[<p>Terapeutas, cientistas, democratas e inquisidores “No programa da RTP Prós e Contras, na última segunda-feira, houve um debate em que de um lado estavam médicos e do outro uns senhores que praticam umas aldrabices a que, estupidamente, se convencionou chamar medicinas alternativas” Pedro Marques Lopes (1) ""Quando o “Prós e Contras” põe cientistas a [...]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt/terapeutas-cientistas-democratas-e-inquisidores/">Terapeutas, cientistas, democratas e inquisidores</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt">Clinica de Acupuntura em Lisboa</a>.</p>
]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-17 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-20 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h1 style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">Terapeutas, cientistas, democratas e inquisidores</span></h1>
<p style="text-align: right; padding-left: 40px;"><span style="color: #666699;">“No programa da RTP Prós e Contras, na última segunda-feira, houve um debate em que de um lado estavam médicos e do outro uns senhores que praticam umas aldrabices a que, estupidamente, se convencionou chamar medicinas alternativas”</span><br />
<span style="color: #666699;">Pedro Marques Lopes (1)</span></p>
<p style="text-align: right; padding-left: 40px;"><span style="color: #666699;">&#8220;&#8221;Quando o “Prós e Contras” põe cientistas a debater com curiosos &#8230;”</span><br />
<span style="color: #666699;">Daniel Oliveira</span></p>
<p style="text-align: right; padding-left: 40px;"><span style="color: #666699;">&#8220;A derrota pode ser declarada mesmo antes da primeira intervenção, porque quando se dá palco a um grupo de charlatões o público fica com a impressão de que eles estão ao nível dos médicos e dos cientistas. Não estão, trata-se de uma equivalência tão falsa como pôr astrólogos a discutir com astrónomos.”</span><br />
<span style="color: #666699;">Vasco Barreto</span></p>
<p>Há 2 ideias que são comuns na literatura e que simplificam demasiado o problema não permitindo uma análise correta do mesmo. Em primeiro lugar o pressuposto errado que de um lado temos cientistas e pessoas informadas e honestas e do outro charlatões, ignorantes e curiosos. Em segundo lugar o pressuposto que de um lado está a melhor evidência científica e só a melhor evidência científica e do outro a completa ausência de evidência científica. O próprio programa que deu origem a estes artigos (Prós e Contras) parte deste pressuposto. Estes 2 pressupostos base estão completamente errados.</p>
<p>Não existe uma diferenciação entre terapeutas e profissionais de saúde ou cientistas e curiosos como se quer fazer crer. Muito terapeutas TNC são profissionais de saúde. Médicos a fazerem acupuntura ou homeopatia, fisioterapeutas com acupuntura e osteopatia, enfermeiros com acupuntura, nutricionistas com fitoterapia e medicina chinesa, etc…<br />
A ideia que os terapeutas TNC são todos contra a medicina e os médicos e cientistas todos contra as TNC também é errada. Existem terapeutas das TNC que defendem ideias sem apoio cientifico como a homeopatia. Mas também existem profissionais de saúde não TNC que as defendem. Existem terapeutas TNC contra a vacinação e existem a favor.<br />
A ideia que todas as TNC não tem qualquer fundamento cientifico está errada. Existem terapêuticas sem sustentação cientifica (homeopatia) mas existem terapêuticas com forte sustentação cientifica (osteopatia).</p>
<p>Em segundo lugar vem a importância da evidência que é um ponto fulcral para separar astrólogos de astrónomos, cientistas de charlatões, médicos de terapeutas… No entanto nem a Medicina Ocidental tem tanta evidência quanto se vende nem as Terapêuticas Não Convencionais tem tanta falta de evidência.(9)<br />
Supostamente a fitoterapia não tem evidência cientifica para ser usada e tudo o que não tem evidência cientifica não deve ser usado como cuidado de saúde. No entanto, 50% da medicação usada em pediatria é prescrição off label o que significa que não tem evidência cientifica. E existe fitoterapia com evidência cientifica e clinica obtida através de estudos de caso, estudos in vivo, estudos in vitro, redes neurais, etc… Se a fitoterapia não tivesse sucesso clinico dificilmente as farmacopeias tradicionais poderiam servir de base de trabalho para as farmacêuticas procurarem novas moléculas para patentearem.<br />
Muitas técnicas osteopáticas e a própria acupuntura tem mais evidências cientificas a favor do que muitos tratamentos de medicina ocidental. A apresentação destes 2 pontos de vista como completamente antagónicos e facilmente diferenciáveis é enganador. Como em todas as áreas de saúde temos de saber trabalhar com diferentes níveis de evidência.</p>
<p>A maioria dos comentadores vive de ideias demasiado infantis e imaturas para conseguirem uma análise objetiva e séria dos problemas de saúde dentro e fora das TNC. O mundo não é preto e branco. Esta divisão entre médicos e charlatões é imaginária, simplista e injusta. O preto e o branco são uma minoria num mundo maioritariamente cinzento. Mas é esta minoria que tende a monopolizar o discurso público.</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-18 fusion-parallax-none nonhundred-percent-fullwidth hundred-percent-height hundred-percent-height-center-content non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-image: url("https://clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2017/10/0051.jpg");background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;margin-bottom: 10px;margin-top: 10px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;'><div class="fusion-fullwidth-center-content"><div class="fusion-builder-row fusion-row "></div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-19 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-21 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h2 style="text-align: center;"><span style="color: #3366ff;">Other misconceptions</span></h2>
<h3><span style="color: #008080;">Método cientifico e marketing</span></h3>
<p style="text-align: right; padding-left: 40px;"><span style="color: #666699;">“Nenhuma destas terapias da moda segue este método. E é isso que as defende: com a propaganda certa, podem continuar a errar eternamente. Elas sim, baseiam-se na tradição”</span><br />
<span style="color: #666699;">Daniel Oliveira</span></p>
<p style="text-align: right; padding-left: 40px;"><span style="color: #666699;">&#8220;Instalou-se a ideia de que a abertura a este tipo de modas é sinal de um maior pluralismo, típico de sociedades democráticas. Mas é a ciência que está predisposta a confrontar-se com o escrutínio, a experimentação, a prova e o contraditório.&#8221;</span><br />
<span style="color: #666699;">Daniel Oliveira</span></p>
<p>A ideia do Daniel Oliveira não poderia estar mais desfasada da realidade. E o problema parte imediatamente dos pressupostos básicos referidos acima. Ela aplica-se perfeitamente à homeopatia mas perde-se por completo noutras áreas como a fitoterapia, a acupuntura ou osteopatia.<br />
Um dos factores impulsionadores da fitoterapia foi o grande crescimento e inovação nas técnicas laboratoriais nos anos 80 e 90. Com estas técnicas era possível estudar in vivo e in vitro a ação dos fitoquímicos presentes nas plantas medicinais ou fórmulas tradicionais. A literatura científica é extremamente rica na compreensão e análise das vias celulares usadas pelos diferentes fitoquimícos. Técnicas mais recentes usando inteligência artificial como as redes neurais não só permite estudar a relação que os diferentes fitoquimicos fazem entre eles como estudar a relação com aspetos fisiopatológico da doença ou genéticos do indivíduo.<br />
Por outro lado existe uma vasta gama de estudos científicos a demonstrar os efeitos neurofisiológicos da acupuntura tanto de curto como longo prazo, tanto locais, segmentares como supra-segmentares. Também existem imensos estudos a demonstrar que estes mecanismos neurofisiológicos (especialmente no tratamento da dor), tem relevância clínica.<br />
A osteopatia é outra terapêutica cuja base é puramente cientifica. O seu método de raciocínio fundamenta-se em biomecânica e neurofisiologia. E existem imensos estudos válidos e de boa qualidade a comprovar a eficácia de uma série de técnicas osteopáticas em diversas queixas músculo-esqueléticas.</p>
<p>É verdade que não existe sustentação cientifica, nem evidência de qualidade a suportar as alegações da homeopatia. É verdade que existe uma componente anti-científica em algumas áreas das TNC mas apresentar todas as TNC como movimentos anti-ciência ou movimento que não aceitam ou não beneficiam do método cientifico é simplesmente ignorante. Estas análises superficiais onde a generalização simplista impera facilita o trabalho de humoristas ou comentadores ignorantes e céticos mal intencionados mas dificilmente ajuda a um diálogo honesto sobre a validade cientifica das diferentes TNC.</p>
<p style="text-align: right; padding-left: 40px;"><span style="color: #666699;">&#8220;Também é errado designar esta por “científica”, dado que muitas das terapêuticas utilizadas nas “complementares” são cientificamente válidas (e muitas das que nós utilizamos na “medicina ocidental” ainda carecem de prova cabal…).”</span><br />
<span style="color: #666699;">Mário Cordeiro</span></p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">O abandono das TNC</span></h3>
<p style="text-align: right; padding-left: 40px;"><span style="color: #666699;">&#8220;Não é por acaso que em muitos países em que os Estados cederam à pressão pública esteja a haver recuos, com sucessivas retiradas de apoios financeiros … Perceberam que os passos que tinham dado fragilizaram políticas públicas de saúde.”</span><br />
<span style="color: #666699;">Daniel Oliveira (2)</span></p>
<p>Outra bandeira usada por alguns comentadores e céticos está no abandono que muitos países estão a fazer destas áreas. Os exemplos usados costumam referir a Espanha e o Reino Unido onde recentemente se acabou com o financiamento público à homeopatia. Também a França tem visto um forte movimento anti-homeopatia que tem inclusivamente afetado o negócio a empresas importantes como a Boiron. Já repararm que os exemplos são todos focados na homeopatia?<br />
Se é verdade que o Reino Unido está a eliminar o apoio público dado à homeopatia também é verdade que um osteopata ganha tanto ou mais que um fisioterapeuta. No mesmo Reino Unido um fisioterapeuta que saiba acupuntura tem emprego mais facilmente e ganha mais. E o fisioterapeuta que não sabe acupuntura vai aprender esta técnica num curso pago pela entidade patronal.<br />
Nos EUA a osteopatia é um curso equiparado à medicina. O diretor clínico da NASA é um osteopata. E a acupuntura é cada vez mais usada como tratamento de primeira linha em muitos quadros de dor e cada vez mais aconselhada por um conjunto de instituições governamentais e não governamentais.<br />
A homeopatia recebe cada vez mais oposição de muitos setores. Ao mesmo tempo a acupuntura e a osteopatia crescem cada vez mais. O mundo não está abandonar as TNC como um todo. Pelo contrário. O não reconhecimento deste facto leva a análises erradas e muitas vezes centradas no próprio umbigo. O Daniel Oliveira escreve:</p>
<p style="padding-left: 40px;"><span style="color: #666699;">&#8220;Defendi, por uma questão de segurança, no início deste século, a regulamentação destas terapêuticas. … Mas nunca me passou pela cabeça que elas viessem a ter qualquer tipo de equiparação à medicina. Nem que viessem, na crescente mercantilização da Academia, a ser integradas em pós-graduações de farmácia ou como disciplinas da Ordem dos Médicos. Reconheço que alguns dos passos legislativos que por cá apoiei podem ter contribuído para isto. Talvez tenha sido demasiado otimista quanto aos intentos comerciais deste sector.”(2)</span></p>
<p>Não. O Daniel Oliveira não contribui-o para nada disto. A Acupuntura e a Osteopatia cresceram dentro e fora de Portugal por causa do valor cientifico e clinico destas terapêuticas. Independentemente da ideologia política do Daniel Oliveira, os centros de tratamento de dor crónica precisam de médicos com conhecimentos de acupuntura. A acupuntura médica já existia antes de qualquer legislação. A fisioterapia invasiva não foi uma invenção do Bloco de Esquerda. Partiu da necessidade dos fisioterapeutas estrangeiros usarem ferramentas mais eficazes para o tratamento de dor. Das melhores equipas de futebol do mundo, às principais associações médicas internacionais ou guidelines nacionais a Osteopatia e a acupuntura são cada vez mais aceites e mais recomendadas!</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-20 fusion-parallax-none nonhundred-percent-fullwidth hundred-percent-height hundred-percent-height-center-content non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-image: url("https://clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2017/10/0106.jpg");background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;margin-bottom: 20px;margin-top: 10px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;'><div class="fusion-fullwidth-center-content"><div class="fusion-builder-row fusion-row "></div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-21 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-22 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h2 style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">Soluções</span></h2>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">Testosterona ignorante</span></h3>
<p style="text-align: right; padding-left: 40px;"><span style="color: #666699;">“É preciso criar uma cultura em que as pessoas terão vergonha de dizer que foram ao homeopata ou que são homeopatas. Chega de cordialidade.&#8221;</span><br />
<span style="color: #666699;">Vasco Barreto (3)</span></p>
<p>Creio que esta frase explica bem a razão pela qual o Vasco Barreto é um fâ tão grande do João Cerqueira. Infelizmente para um médico esta abordagem é no mínimo triste. Porque os médicos não deveriam atacar os doentes pelas escolhas que fazem. Informar é diferente de condenar ou obrigar. Com este tipo de abordagens a única coisa que fica afetada é a comunicação entre médico e paciente.<br />
Nas minhas consultas aconselho sempre os pacientes a referirem aos médicos todos os tratamentos que o paciente faz. Muitos não gostam de o fazer porque são atacados pelos médicos. O médico pode não concordar com as escolhas do paciente mas tratar o paciente significa também respeitar essas escolhas. Eu tenho de o fazer, qualquer profissional de saúde tem de o fazer.</p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">Saúde e bem estar: a fronteira necessária</span></h3>
<p style="text-align: right; padding-left: 40px;"><span style="color: #666699;">&#8220;Os bons médicos não se limitam a tratar a doença com as terapias e substâncias químicas cientificamente destinadas a isso, reconhecem que o bem-estar, a alimentação, o exercício e até o estado de espírito contam para o sucesso das suas terapias&#8221;</span><br />
<span style="color: #666699;">Daniel Oliveira</span></p>
<p style="text-align: right; padding-left: 40px;"><span style="color: #666699;">“Osteopathy is recognised as a complex intervention involving multiple components (including ´hands-on´ therapy, psychological support, exercise and general health advice designed to support self-management)”</span><br />
<span style="color: #666699;">The Institute of Osteopathy (8)</span></p>
<p>Uma proposta feita no programa pela Diana Barbosa, da Comunidade Cética Portuguesa, e com ecos no artigo de Daniel Oliveira ou no grupo de Facebook do Scimed consiste em classificar estas áreas como bem estar e não como saúde. No fundo são terapias de bem estar.<br />
Como separar então “terapias de bem estar” e “cuidados de saúde”? Pela fundamentação cientifica? Pela validade aprovada pela evidência? Pela % de tratamentos considerados válidos num dada especialidade? Pelos diferentes níveis de evidência existentes em todas as profissões de saúde? Isto vai ajudar a diferenciar médicos de charlatões?</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #339966;"><strong>Um ponto referido pela Diana como terapia de bem estar foi os conselhos alimentares dos médicos. Portanto, a nutrição agora vai passar a ser uma “terapia de bem estar” e deixar de ser uma profissão de saúde. Seria então importante referir qual a diferença metodológica usada para diferenciar entre profissões de saúde e “terapias de bem estar”.</strong></span></p>
<p>Parte parece estar associada à credibilidade cientifica. A homeopatia não tem validade cientifica nenhuma. Mas a osteopatia sim. Então, deveriam ser todas as TNC classificadas como “terapias de bem estar” ou somente algumas? Mas como a Diana Barbosa usou os mesmos pressupostos falsos na origem deste artigo nunca será capaz de quantificar objetivamente o que é ou não “terapia de bem estar”!<br />
Parte dessa diferença parece estar associada à presença de evidência a sustentar a eficácia de uma terapia. Os médicos fazem conselhos para melhorar a qualidade de vida mas ao mesmo tempo aplicam “terapias de bem estar”. Esta parece ser uma diferença razoável mas será quantificável?<br />
Se pegarmos na melhor evidência cientifica para tratamento de lombalgia, por exemplo, a homeopatia seria uma “terapia de bem estar”. Mas a osteopatia seria uma profissão de saúde. E com esta evidência a prescrição de anti-inflamatórios corre o risco de ser considerada “terapia de bem estar”.<br />
50% da prescrição em pediatria é off label, logo sem evidência cientifica. Dita a lógica que 50% dos cuidados pediátricos sejam “terapia de bem estar”? Qual a % dos cuidados de saúde duma especialidade que devem ser aprovados para poder ser considerada “profissão de saúde”? E poderemos definir a fronteira entre estes 2 campos sem levar em linha de conta a importância dos diferentes níveis de evidência inerentes a todas as áreas de saúde?<br />
Existe uma diferença muito grande na qualidade da evidência em diferentes especialidades médicas. Compare-se a oncologia com a medicina física e de reabilitação. São ambas profissões de saúde mas se formos considerar o tipo de evidência em que cada uma se baseia se calhar a medicina física e de reabilitação passava rapidamente para “terapia de bem estar”. Podemos ter 2 medicinas? Uma para tratar e outra para dar “bem estar”? O que diria a Ordem dos Médicos?</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #008000;">A Diana Barbosa pega num ponto importante. A homeopatia que não faz nada é oficialmente uma profissão de saúde mas o exercício físico que é muito mais importante para a saúde humana não é profissão de saúde. Mas parte de pressupostos errados e não tem forma de qualificar ou quantificar objetivamente o que seriam “cuidados de saúde” e “cuidados de bem estar”.</span></strong></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-22 fusion-parallax-none nonhundred-percent-fullwidth hundred-percent-height hundred-percent-height-center-content non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-image: url("https://clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2017/03/ReabilitaçãoNeuromuscular9Imagem-min.jpg");background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;margin-bottom: 20px;margin-top: 10px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;'><div class="fusion-fullwidth-center-content"><div class="fusion-builder-row fusion-row "></div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-23 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-23 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h2 style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">A autoridade em democracias com tecnologias disruptivas</span></h2>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">O ataque à democracia</span></h3>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #666699;">&#8220;A ideia justa de que todos temos direito a uma opinião transformou-se na ideia destrutiva de qualquer possibilidade de vivermos em comunidade de que todos temos direito a uma verdade.&#8221;</span><br />
<span style="color: #666699;">Daniel Oliveira</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #666699;">“&#8230; Pelo contrário, a confiança cega na tradição e no testemunho, em que se baseia o pensamento pré-científico, é típica de sociedades menos predispostas à democracia.&#8221;</span><br />
<span style="color: #666699;">Daniel Oliveira</span></p>
<p>Uma ideia muito explorada por diversos comentadores está relacionado com aquilo que é percebido como um ataque à autoridade e à democracia. Mesmo que muitas vezes mal explorado existe fundamentação para este tipo de críticas. E algumas TNC não ficam bem vistas.<br />
O Daniel Oliveira tocou em parte do problema: as redes sociais. O problema exato não são as redes sociais mas o surgimento de tecnologias disruptivas que alteram a forma como comunicamos ou absorvemos as notícias e que define novas dinâmicas entre os diferentes grupos de poder.<br />
O problema de base não é a falta de autoridade cientifica. Sempre existiram conflitos entre ciência e crenças: criacionistas bíblicos não são uma invenção dos nossos dias, conflitos entre medicina e religião (vacinação, uso de preservativo no início do século XX para combater a sífilis e no final para combater a SIDA), conflitos entre ciências sociais e exatas (o pós-modernismo é mais velho que o Zuckerberg!), etc…</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #339966;">O problema das tecnologias disruptivas como as providenciadas pelo Facebook ou pelo Google é que obrigam a definir novas estratégias neste tipo de confrontos ideológicos. Investigação recente mostrou que o Youtube foi importante para disseminar a ideia que a terra é plana (7). O youtube também ajudou muitos alunos a passarem cadeiras de matemática no técnico. A tecnologia vale pelo uso que lhe damos e ajuda a definir a sociedade pela velocidade com que esta se adapta à nova tecnologia.</span></strong></p>
<p>Não está em causa a autoridade cientifica mas a forma como essa autoridade se pode defender num mundo com um nível de inovação tecnológica desnivelada da evolução social.<br />
Um sistema social de autoridade médica já não se adequa a um mundo onde qualquer pessoa pode ter acesso ao mesmo nível de informação. Não é a autoridade médica que manda mas a capacidade do médico em comunicar todos os prós e contras a um doente com excesso de informação. (Ou então podem tentar a abordagem do médico Vasco Barreto!)<br />
Um sistema de ensino baseado na autoridade das matérias ensinadas pelo professor não é válido numa sociedade onde eu posso escolher a autoridade de acordo com as minhas crenças. Quem me define a autoridade depois de sair da escola? Os alunos não precisam de saber que a evolução está correta, eles precisam perceber porque é que a evolução está correta. Eles precisam saber usar a lógica para se defender de argumentos que pretendem somente enganar.<br />
A nossa sociedade está num momento de transformação. Como muitos defendem o analfabetismo já não consiste em não saber escrever mas sim em distinguir a qualidade da informação que recebe. As escolas ensinam-nos em saber escrever mas não nos ensinam a distinguir informação verdadeira da falsa nem a pensar ou pesquisar.</p>
<p>As tecnologias eliminaram os filtros existentes na comunicação social. Nos anos 90 o maior genocídio pós 2ª guerra mundial (Ruanda) quase não foi falado na comunicação social por conveniência política. Em 2019 um radical de extrema direita entra numa mesquita com uma arma automática, mata dezenas de pessoas e transmite tudo em tempo real. Antes que alguêm ou alguma instituição pudesse fazer algo o filme tinha viralizado.<br />
Estas tecnologias também diluiram a fronteira entre uma opinião pessoal e a profissional, entre uma explicação baseada em linguagem técnica ou um debate de argumentos mais brejeiro. Um exemplo recente da realidade portuguesa é o médico João Júlio Cerqueira e a forma como a &#8220;divulgação cientifica&#8221; se confunde com ofensas e conversas brejeiras no Facebook. Onde já se viu na história da Medicina Portuguesa um representante da Ordem dos Médicos, ir às redes sociais mandar as pessoas F*$%&amp;”)/-#$ porque acharam a prestação dele ofensiva num programa de televisão?</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-24 fusion-one-half fusion-column-first 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );margin-right: 4%;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #339966;">Antes ir à televisão era o ponto alto da carreira de alguêm. Agora é só uma adenda para fortalecer a sua presença nas redes sociais. Antes algum representante da Ordem dos Médicos apresentava uma determinada imagem pública e guardava as suas opiniões mais vulgares para um núcleo reduzido. Hoje a apresentação pública serve somente para fortalecer a imagem dominante das redes sociais.</span></strong></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-25 fusion-one-half fusion-column-last 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p style="text-align: center;"><span style="color: #003366;"><em>Muitos terapeutas (eu incluido) pensaram que o programa Prós e Contras estava feito para sermos publicamente humilhados. As TNC com mais validade cientifica não estavam representadas. Os terapeutas com melhores conhecimentos cientifícos quase não tiveram voz (viva os 4 minutos que deram ao Alexandre Nunes). No entanto o programa acabou por ser uma vitória. Não foi uma vitória cientifica mas sim social. E deveu-se acima de tudo à incompetência argumentativa, às ofensas, à postura arrogante e à incapacidade de construção de um diálogo construtivo de um bioquímico e um médico.</em></span></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-24 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-26 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #3366ff;">Um ataque à democracia não significa um ataque à autoridade e um ataque à autoridade não significa um ataque à democracia. Mas se houve um momento em que o ataque à autoridade e à democracia coincidiram, esse momento envolveu os ataques anti-vacinação apoiados por muitos homeopatas e naturopatas.</span></strong><br />
<strong><span style="color: #3366ff;">Na realidade fica difícil distinguir o discurso público de muitos naturopatas e dos bots russos (6) usados para espalhar desinformação e prejudicar as democracias ocidentais. Desde trols, bots avançados ou poluidores de conteúdo, os dirigentes russos tem feito tudo para enfraquecer o discurso público nas democracias ocidentais ou atacar o próprio processo democrático.</span></strong><br />
<strong><span style="color: #3366ff;">O apoio dado a movimento anti-vacinação seja através da publicação de informações anti-vacinação (trols) ou uso de argumentos a favor e contra para aumentar a dúvida (bots) tem sido atentamente seguido e apoiado por naturopatas cujo conhecimento ou experiência em saúde pública é nulo. Os serviços secretos russos tem um nome para estas pessoas: “idiotas úteis”.</span></strong></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-25 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-27 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h2 style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">Vamos lá falar de autoridade</span></h2>
<p style="text-align: right; padding-left: 40px;"><span style="color: #666699;">&#8220;Nulius in verba” (Não aceites a palavra de ninguêm)</span><br />
<span style="color: #666699;">Moto da Royal Society</span></p>
<p style="text-align: right; padding-left: 40px;"><span style="color: #666699;">&#8220;It is an expression of the determination of Fellows to withstand the domination of authority and to verify all statements by an appeal to facts determined by experiment.&#8221;</span><br />
<span style="color: #666699;">Royal Society</span></p>
<p style="text-align: right; padding-left: 40px;"><span style="color: #666699;">&#8220;These are dangerous times. Never have so many people had access to so much knowledge, and yet been so resistant to learning anything.&#8221;</span><br />
<span style="color: #666699;">Tom Nichols, The Death of Expertise</span></p>
<p>Até certo ponto este argumento da desrespeito pela autoridade é um falso argumento e mostra uma resposta infantil e imatura por parte de muitos céticos. Quando foi a altura em que a autoridade não foi contestada? Os primeiros cristãos contestaram a autoridade dos escritos pagãos. Instituíram as escrituras sagradas como autoridade que mais tarde foi contestada por cientistas como Galileu, Newton, Copérnico, etc… E desde quando é que a autoridade não foi contestada dentro e fora da ciência?<br />
A forma como a autoridade se defendia mudou. De perseguir e matar opositores ideológicos passou a ser discutida mais civilizadamente em papeis cientifícos, jornais, jornadas cientificas, etc… Em vez de se queimarem livros passou a ter-se direito de resposta. De espetáculos/julgamentos/perseguições públicos passámos para encontros para uma elite cientifica debater os problemas. Os cientistas deixaram de cortar os narizes uns aos outros para ver quem era o melhor matemático. A autoridade passou da ponta da espada para a ponta da caneta.<br />
O problema hoje em dia? A ponta da caneta não escreve no Youtube! O problema dos céticos e comentadores que repetem este argumento ad nauseum? Pretendem obrigar a caneta a escrever no Youtube com a acutilância da ponta da espada. E já repararam que as primeiras pessoas a acusarem os outros de usar a falácia da autoridade são também as primeiras a usarem o argumento da autoridade?</p>
<p>Mas existe uma crise de autoridade. As razões para a mesma são estudadas e comentadas em livros e sites. Algumas foram faladas nas linhas acima. Mas a sociedade também é obrigada a repensar a autoridade e a forma como esta se apresenta. O desenvolvimento da sociedade, hoje em dia obriga a perguntar: Quem é a autoridade? Num mundo onde existem diversas profissões de saúde autónomas e em constante evolução qual delas é a autoridade final? Antes o médico era a autoridade final. Agora o fisioterapeuta, o acupuntor, osteopata, podólogo, enfermeiro, naturopata, terapeuta ocupacional, etc… tem mais ou menos graus de autonomia para discordar do médico.<br />
Numa sociedade com bastante informação disponível e com meios de comunicação quase ilimitados (youtube, facebook, instagram, whatsaap, messenger, sites, foruns, emails, snapchat, etc…) como vamos diferenciar a informação verdadeira da falsa? A informação manipulada daquela que pretende ser objetiva? No meio de tantas pessoas cultas, cada uma com as suas particularidades e conjunto de crenças onde vamos definir a fronteira entre o verdadeiro e o falso? Onde está a fronteira entre a opinião de uma pessoa culta e humilde de um ressabiado egocêntrico? Numa sociedade com profissionais extremamente competentes e incompetentes e leigos com uma vasta cultura geral ou nenhuma quem define a autoridade?<br />
Que autoridade tem a Diana Barbosa para definir o que são “cuidados de saúde” ou “terapias de bem estar”? Que autoridade tem os naturopatas para fazer afirmações contra a vacinação? Que autoridade tem o David Marçal para falar dos problemas de investigação em terapias manuais? Que autoridade tem os homeopatas para defender irracionalidades como água com memória? Que autoridade tem o João Cerqueira para definir o que é ou não acupuntura verdadeira? Para definir que técnicas é que são ou não acupuntura? Que autoridade tenho eu para escrever este artigo? Ou para o Daniel Oliveira escrever sobre TNC, democracia e redes sociais?<br />
E que autoridade devemos nós seguir? Os médicos? E nos médicos devo seguir a autoridade que me fala em trabalho conjunto (Mário Cordeiro) ou em humilhar publicamente pessoas que recorrem ou fazem TNC (Vasco Barreto)? Devo seguir aquelas que dizem que a acupuntura é uma fraude (João Cerqueira) ou aqueles que dizem que está comprovada cientificamente (Tiago Pacheco) (10)?<br />
Devo seguir o cético Ernst Edzard que afirma que a acupuntura não é mais que um placebo ou a Joint Comission dos EUA que considera a acupuntura um tratamento de primeira linha? Devo seguir sites como Science Based Medicine que não aceita a acupuntura (11) ou seguir sites como o Harvard Health Publishing que defende a eficácia da acupuntura (12)?</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008000;"><strong>Uma boa parte da crise de autoridade vem da falta de humildade que temos ao deparar-nos com a quantidade de informação que nos é disponibilizada. Nesse sentido é uma crise existencial. Ultrapassá-la sozinhos ou em conjunto depende de cada um. Eu pessoalmente não tenho resposta para muitos dos problemas com que me deparo ao estudar este problema.</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008000;"><strong>Existe uma crise de autoridade. Está relacionado com ataques diretos à autoridade, à incapacidade de algumas pessoas com autoridade saberem comunicar essa autoridade e à facilidade com que nos impomos com autoridade. Também existe uma evolução na sociedade que nos faz questionar e definir quem é ou o que é a autoridade.</strong></span></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">Conclusão</span></h2>
<p style="text-align: right; padding-left: 40px;"><span style="color: #666699;">&#8220;Quando isso finalmente acontecer, integrando-se terapêuticas não científicas nas faculdades de medicina e nas ordens profissionais, a guerra pelo progresso, que se baseou na aceitação generalizada do pensamento científico, estará definitivamente perdida. E, com ela, a civilização que permitiu a construção de sociedades democráticas organizadas em torno da razão.&#8221;</span><br />
<span style="color: #666699;">Daniel Oliveira</span></p>
<p>Não Daniel Oliveira. As Terapêuticas Não <strong><em><span style="color: #666699;">Convencionais</span></em></strong> não vão acabar com a democracia. A homeopatia (a mais irracional de todas as TNC) foi inventada na Alemanha há 200 anos. Imensos médicos fazem homeopatia na Alemanha e na França é aceite por outros tantos médicos mas não é por isso que estes países são cientificamente atrasados ou sofreram retrocessos civilizacionais. A Coreia do Sul sempre aceitou formas de acupuntura e tratamentos tradicionais e tornou-se uma democracia vibrante. A acupuntura é extensamente usada no Japão democrático. E o que dizer da medicina Ayurvédica na Índia? Atrasou o processo democrático? Não há relato de nenhuma democracia que se tenha perdido porque adotou Terapêuticas Não <strong><span style="color: #666699;"><em>Convencionais</em></span></strong>.<br />
Podemos dizer que os ingleses gastaram dinheiro público desnecessariamente em tratamentos homeopáticos. Esse dinheiro poderia ter sido importante para salvar vidas e fazer algo realmente útil. Mas dificilmente isso provocou um retrocesso civilizacional.<br />
O que prejudica a democracia é a manipulação mal intencionada de argumentos. É a análise superficial que leva a categorizações simplistas e ao preconceito. É a falta de diálogo construtivo. É a falta de humildade e a cegueira ideológica que nos impede de procurar pontos comuns que possam servir de ponto de partida numa discussão civilizada.<br />
É a nossa capacidade de criar identidades comuns e dialogar construtivamente usando essas identidades que garante a sobrevivênia de uma democracia pluralista.<br />
Hoje todos nós olhamos para o mundo como se tivessemos uma bola de cristal que torna a nossa opinião superior a todos os outros. Talvez, na realidade, estejamos presos dentro da nossa bola de cristal incapazes de olhar o mundo.</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">Bibliografia</span></h2>
<p>(1) https://www.dn.pt/edicao-do-dia/06-abr-2019/interior/proximo-debate-televisivo-sera-que-e-o-sol-que-anda-a-volta-da-terra-10766058.html?fbclid=IwAR0GyamAE2JoCFirpkbfipzcY0Y26fvXy57sCmIoVDfFLu8RbGfRXjM-OTk<br />
(2) https://leitor.expresso.pt/diario/segunda-25/html/caderno1/opiniao/a-ciencia-que-seja-humilde-e-deixe-o-mercado-funcionar?fbclid=IwAR2piHE_sXOpU2uNTfeYQz8aWbkyfI_L4YgFRFqjeNGhTkUq5unkUiYzboY<br />
(3) https://www.publico.pt/2019/04/05/ciencia/opiniao/parar-charlatanice-sao-medicinas-alternativas-1868143?fbclid=IwAR0EYJpU_n2kRv3GovS_AQyMZVJmFE4DlleteZoN90GKc8ZYbbLrmw_U0xU<br />
(4) https://observador.pt/opiniao/homeopataratas/?fbclid=IwAR3kIX89Wq5oqxFyhWtbs_2w0lUJkF9cuxBEJ6ghaOyu_aX7MQTw7IyrnLA<br />
(5) http://cmdss2011.org/site/wp-content/uploads/2011/07/Declara%C3%A7%C3%A3o-Alma-Ata.pdf<br />
(6) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6137759/<br />
(7) https://www.bbc.com/news/technology-47279253<br />
(8) https://www.iosteopathy.org/wp-content/uploads/2018/09/Quality-in-Osteopathic-Practice-180910.pdf?fbclid=IwAR1wEBJZvom5ESn20UZWs5lNom9KHy6XTd85kgUzsI0DfDPlHPf269NI4bg<br />
(9) https://www.publico.pt/2013/05/02/sociedade/opiniao/medicinas-alternativas-ou-complementares-1593106<br />
(10) https://observador.pt/opiniao/o-debate-das-medicinas-alternativas/?fbclid=IwAR0x9xBHrXwgaGKUqZfnSzzP9ivBAkMriBJ9vXTGabKzJzpqV78sEghMzqw<br />
(11) https://sciencebasedmedicine.org/reference/acupuncture/<br />
(12) https://www.health.harvard.edu/alternative-and-complementary-medicine/acupuncture-for-pain-relief</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt/terapeutas-cientistas-democratas-e-inquisidores/">Terapeutas, cientistas, democratas e inquisidores</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt">Clinica de Acupuntura em Lisboa</a>.</p>
]]></content:encoded>
							<wfw:commentRss>https://clinicadeacupuntura.pt/terapeutas-cientistas-democratas-e-inquisidores/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
						<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">4049</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Dualidade de critérios: entre os medicamentos e a fitoterapia</title>
		<link>https://clinicadeacupuntura.pt/dualidade-de-criterios/</link>
				<comments>https://clinicadeacupuntura.pt/dualidade-de-criterios/#respond</comments>
				<pubDate>Sat, 27 Oct 2018 10:48:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Nuno Lemos]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Céticos]]></category>
		<category><![CDATA[fitoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[céticos]]></category>
		<category><![CDATA[estudos científicos]]></category>
		<category><![CDATA[medicina integrada]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://clinicadeacupuntura.pt/?p=4003</guid>
				<description><![CDATA[<p>Dualidade de critérios: entre os medicamentos e a fitoterapiaUma das críticas que se fazem ao uso de suplementos, em especial da farmacopeia tradicional, é que não se regem pelos mesmos cuidados científicos e mercantilistas dos medicamentos. Para um medicamento sair para o mercado é necessário passar uma bateria de estudos científicos caros e demorados e [...]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt/dualidade-de-criterios/">Dualidade de critérios: entre os medicamentos e a fitoterapia</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt">Clinica de Acupuntura em Lisboa</a>.</p>
]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-26 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-28 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h1 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Dualidade de critérios: entre os medicamentos e a fitoterapia</span></h1>
<p>Uma das críticas que se fazem ao uso de suplementos, em especial da farmacopeia tradicional, é que não se regem pelos mesmos cuidados científicos e mercantilistas dos medicamentos. Para um medicamento sair para o mercado é necessário passar uma bateria de estudos científicos caros e demorados e é obrigado a ser comercializado com uma bula que refere os efeitos secundários, cuidados a ter com a sua conservação ou modo de consumo, etc…<br />Por outro lado a fitoterapia tradicional pode ser vendida sem qualquer fiscalização de qualidade, sem os estudos complexos que se exigem aos medicamentos e com os slogans auto-alimentados que “é natural e não faz mal”.<br />Entre o químico cercado de efeitos secundários nefastos ou a planta “natural” (e inocente…) que só faz bem e não pode fazer mal a escolha não é difícil de fazer. Entre o conselho do médico corrompido pela ganância da indústria farmacêutica ou o terapeuta natural, perseguido pelo capitalismo doente da sociedade atual, e que só usa métodos naturais para nos ajudar a integrar o nosso bem estar na natureza circundante… a escolha pode não ser difícil de fazer!<br />Sejam justas ou injustas as imagens coletivas das profissões, as comparações entre terapêuticas ou as diferenças ideológico-filosóficas não resta a dúvida que se forma uma tapeçaria social complexa onde ciência, ideologia e política se misturam originando críticas e conflitos.<br />No final fica a dúvida: quem é bom e quem é mau? Quem é discriminado e quem discrimina? Quem é responsável e irresponsável? Serão os medicamentos o inimigo público vendido por muitos terapeutas ou a fitoterapia a inutilidade irresponsável propagada por muitos céticos? São todos os profissionais isentos, ou cada um utiliza a sua própria dualidade de critérios de forma a só mostrar uma face da moeda?</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #0000ff;">&#8230;Conversa com uma doente…</span></strong><br /><span style="color: #808000;"><strong>Doente: eu prefiro métodos naturais, não gosto de químicos</strong></span><br /><span style="color: #808000;"><strong>Eu: as plantas tem químicos… donde acha que vem muitos medicamentos?</strong></span><br /><span style="color: #808000;"><strong>Doente: pois… mas as plantas são naturais, não fazem mal</strong></span><br /><span style="color: #808000;"><strong>Eu: como é que acha que mataram o Sócrates?</strong></span><br /><strong><span style="color: #0000ff;">… os meus doentes sofrem&#8230;</span></strong></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Entre a certeza dos estudos e a fundamentação científica</span></h2>
<p>Uma crítica comum contra a fitoterapia é que é prescrita sem lhe ser exigido os mesmos cuidados que se exigem à medicação ocidental. Parte dessa crítica assenta na falta de estudos científicos que fundamentem o uso de fitoterapia no tratamento de muitos problemas.<br />Fica a questão: os fitoterápicos são prescritos sem qualquer fundamento científico?<br />A resposta é claramente não. Ao contrário do que se defende existem uma série de estudos a suportar a eficácia de muitos fitoterápicos. É do conhecimento geral que muitos medicamentos só foram feitos porque a fitoterapia mostrou propriedades terapêuticas.<br />E existe um conjunto de conhecimentos cada vez mais fundamentado para o uso da fitoterapia. A vários níveis!<br />Em primeiro lugar existe um conjunto de conhecimentos tradicionais relevantes acerca do uso de farmacologia tradicional. Não tendo um valor tão grande quanto estudos independentes, tem obviamente valor clínico e científico. Este conhecimento é usado como base de investigação para o desenvolvimento de novos medicamentos por exemplo.<br />Em segundo lugar existem todo um conjunto de estudos in vivo e in vitro que sustentam o conhecimento tradicional relativamente à eficácia de muitas plantas. Estudos in vitro tem demonstrado os mecanismos celulares através dos quais muitas plantas atuam e estes mecanismos enquadram-se nas suas ações clínicas. Estes estudos tem validado a vários níveis o conhecimento tradicional.<br />Em terceiro lugar existem estudos atuais recorrendo a algoritmos, Inteligência Artificial e redes neurais para análise de grandes dados que estão a avançar o conhecimento de etno-farmacologia como nunca tinha sido possível. Em 2 estudos recorreu-se a bioinformática para estudar a fórmula tradicional chinesa Si Wu Tang sendo possível observar as proteínas e genes em que a fórmula atua, comprovar que atuam de forma sinérgica possibilitando atuar em diferentes mecanismos associado a amenorreia e mostrando a relação com medicamentos ou drogas experimentais. Esta fórmula oferece uma abordagem clínica que os medicamentos ocidentais não conseguem oferecer.(1), (2).</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #3366ff;">Existem problemas com estudos e incertezas em relação à fitoterapia tradicional mas não existe falta de fundamentação científica para o seu uso. Quantos mais estudos se efetuam mais se fundamenta a certeza do seu uso clínico. </span></strong></p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #3366ff;">DUALIDADE DE CRITÉRIOS: QUANDO OS CRÍTICOS MUDAM DE PAPEL</span></h3>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_3 fusion-builder-column-29 fusion-one-third fusion-column-first 1_3"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:33.33%;width:calc(33.33% - ( ( 4% ) * 0.3333 ) );margin-right: 4%;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="border:2px solid #03a9f4;padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-column-content-centered"><div class="fusion-column-content"><div class="fusion-text"><h3 style="text-align: center;"><span style="color: #00ccff;">Quando se critica a fitoterapia&#8230;</span></h3>
</div><span style="border:1px solid #03a9f4;" class="fusion-imageframe imageframe-none imageframe-1 hover-type-none"><img src="https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/10/Captura-de-ecrã-2018-10-27-às-10.37.55.png?resize=425%2C85&#038;ssl=1" width="425" height="85" alt="dualidade de critérios fitoterapia" title="dualidade de critérios céticos fito 1" class="img-responsive wp-image-4004" srcset="https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/10/Captura-de-ecrã-2018-10-27-às-10.37.55.png?resize=200%2C40&amp;ssl=1 200w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/10/Captura-de-ecrã-2018-10-27-às-10.37.55.png?resize=400%2C80&amp;ssl=1 400w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/10/Captura-de-ecrã-2018-10-27-às-10.37.55.png?fit=425%2C85&amp;ssl=1 425w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 425px" data-recalc-dims="1" /></span><div class="fusion-text"><pre><em>Critica em discussão pública</em></pre>
</div></div></div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_2_3 fusion-builder-column-30 fusion-two-third fusion-column-last 2_3"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:66.66%;width:calc(66.66% - ( ( 4% ) * 0.6666 ) );'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="border:2px solid #ff9800;padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-column-content-centered"><div class="fusion-column-content"><div class="fusion-text"><h3 style="text-align: center;"><span style="color: #00ccff;">Quando se defende a prescrição off label&#8230;</span></h3>
</div><span style="border:1px solid #03a9f4;" class="fusion-imageframe imageframe-none imageframe-2 hover-type-none"><img src="https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/10/Captura-de-ecrã-2018-10-27-às-10.39.24.png?resize=1046%2C149&#038;ssl=1" width="1046" height="149" alt="dualidade de critérios off-label" title="dualidade de critérios off-label 1" class="img-responsive wp-image-4005" srcset="https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/10/Captura-de-ecrã-2018-10-27-às-10.39.24.png?resize=200%2C28&amp;ssl=1 200w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/10/Captura-de-ecrã-2018-10-27-às-10.39.24.png?resize=400%2C57&amp;ssl=1 400w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/10/Captura-de-ecrã-2018-10-27-às-10.39.24.png?resize=600%2C85&amp;ssl=1 600w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/10/Captura-de-ecrã-2018-10-27-às-10.39.24.png?resize=768%2C109&amp;ssl=1 768w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/10/Captura-de-ecrã-2018-10-27-às-10.39.24.png?resize=800%2C114&amp;ssl=1 800w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/10/Captura-de-ecrã-2018-10-27-às-10.39.24.png?resize=1024%2C146&amp;ssl=1 1024w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/10/Captura-de-ecrã-2018-10-27-às-10.39.24.png?fit=1046%2C149&amp;ssl=1 1046w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 1046px" data-recalc-dims="1" /></span><div class="fusion-text"><pre><em>Artigo publicado no Scimed. Pode encontrar-se a referência na bilbiografia.</em></pre>
</div></div></div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-31 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">São necessários estudos científicos: a prescrição off label</span></h2>
<p>Para muitos céticos, a prescrição de fitoterapia é errada porque não tem a aprovação dos estudos científicos. Os medicamentos ocidentais são prescritos só após aprovação científica. Mas depois a prescrição off label é considerada boa prática médica.(3)<br />
De acordo com um artigo sobre Ritalina em crianças (um dos autores é o médico João Júlio Cerqueira, conhecido crítico das TNC) 50% da prescrição em pediatria é off-label. Lendo as críticas dos céticos relativamente à insegurança dos métodos de produção de fitoterápicos e à falta de estudos científicos nunca se pensaria que poderiam defender a prescrição off label, especialmente quando falamos de medicamentos aos quais existem efeitos secundários comprovados muito mais severos que na fitoterapia. No entanto, tal como os autores do artigo escrevem:</p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="color: #ff0000;">&#8220;Se nos limitássemos a seguir o que está na bula do medicamento, as crianças seriam altamente prejudicadas&#8221;</span></p>
<p>Existem diferenças entre a fitoterapia e medicamentos. Os medicamentos são mais eficazes para situações muito agudas. A farmacopeia tradicional oferece uma abordagem mais diversificada (fundamentada na ação conjunta de vários princípios ativos) que a medicação ocidental não oferece. Os riscos de cada uma são diferentes: a fitoterapia tem mais a ver com a qualidade do produto e o medicamento tem mais a ver com os efeitos secundários; etc… Mas uma coisa é certa. Ao contrário do que se quer fazer crer nas críticas à fitoterapia, a prescrição não é nenhuma ciência exata e acabada.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #3366ff;">A falta de estudos clínicos em pediatria (porque várias razões) não é impeditivo de se usarem medicamentos mas já é impeditivo de se usar fitoterapia porque não tem estudos científicos. Os benefícios para as crianças é óbvio e defendido por céticos mas o benefício da fitoterapia (usada por 80% da população humana) já não. É necessário fazer prescrição off label porque os medicamentos podem tratar situações que de outro modo não se tratariam mas o mesmo racional já não se pode aplicar à fitoterapia. É esta dualidade de critérios que tira a validade às críticas de muitos céticos.</span></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">A necessidade de regularizar práticas</span></h2>
<p>Apesar de existirem claramente bons fundamentos científicos e clínicos para o uso da fitoterapia e, apesar da dualidade de critérios usados por muitos céticos, é certo que existe a necessidade de normalizar e regularizar a produção, transporte e venda de fitoterapia. Existem uma série de problemas associados com a prescrição de produtos das farmacopeias tradicionais: discrepância dos níveis de alimentação de populações alvo, acesso a bons cuidados de saúde, impacto ambiental, alteração do perfil bioquímico por práticas de cultivo intensivo, violação de direitos humanos, uso abusivo de espécies em vias de extinção, crueldade contra animais, etc… (4).<br />
Existem empresas que trabalham para garantir a melhor qualidade dos seus fitoterápicos (5) e os poderes legislativos começam a exigir maior regulamentação e controlo do que é vendido ao público.<br />
A fitoterapia deveria vir acompanhada de bula onde se explicaria a diferença para medicamentos convencionais, efeitos terapêuticos, efeitos secundários, importância de falar com o médico, riscos de interações farmacinéticas, etc… A Europa tem feito avanços em relação a uma melhor fiscalização e regulação destes suplementos, um trabalho que deveria ter continuação no futuro.</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Dualidade de critérios: aplicar a razão do outro</span></h2>
<p style="text-align: center;">Os 3 parágrafos que abordam a prescrição off label, no artigo sobre ritalina, podem ser usados, na perfeição para defender o uso de fitoterapia. Na realidade os argumentos a favor da prescrição off label são os mesmos usados contra os críticos da fitoterapia<br />
<em><span style="color: #0000ff;">1 &#8211; admite-se a falta de estudos por vários motivos (sendo a falta de interesse da indústria farmacêutica o mais mencionado);</span></em><br />
<em><span style="color: #0000ff;">2 &#8211; existe uma grande franja da população mundial que precisa de tratamentos para os quais há pouca investigação farmacológica, se nos limitássemos a seguir o que é aconselhado pelas bulas os doentes ficariam muito prejudicados,</span></em><br />
<em><span style="color: #0000ff;">3 &#8211; não significa que a prescrição de fitoterápicos seja má prática clínica &#8211; significa somente que temos de trabalhar com a informação disponível (prescrições tradicionais, estudos in vivo e in vitro, associação dos mecanismos neurofisiológicos com as indicações clinicas, estudos de redes neurais, análise imediata da resposta do apciente aos tratamentos, etc…)</span></em><br />
<em><span style="color: #0000ff;">4 &#8211; Não é má prática clinica, não é prescrição indevida, significa que não temos toda a informação disponível cabendo aos profissionais da área decidir se medicam.</span></em><br />
<em><span style="color: #0000ff;">5 &#8211; é esta a realidade da fitoterapia que os críticos não compreendem.</span></em></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Conclusão sobre dualidade de critérios</span></h2>
<p>Os medicamentos tem imensos efeitos secundários. Muitas vezes estamos a tratar um sintoma e a provocar outro que depois vai precisar de um medicamento diferente. Por vezes, são prescritos tantos medicamentos que fica difícil perceber possíveis interações farmacocinéticas ou compreender quais os sintomas do paciente que são característicos do quadro clínico ou que são simplesmente efeitos secundários. E muitas vezes são prescritos de forma descuidada ou quando não há provas de que possa ser eficaz (prescrição off label, medicamentos não comparticipados, etc…). <strong><span style="color: #3366ff;">Mas os medicamentos são essenciais e quaisquer perigos ou erros que existam eles são suplantados pelos claros benefícios clínicos. O exemplo da prescrição em pediatria prova isso mesmo.</span></strong><br />
Muitas fórmulas patenteadas de farmacopeias tradicionais tem menos efeitos secundários mas são menos aplicadas em situações de urgência. Muitos são afetados por técnicas de produção que destroem o seu potencial clínico ou sujeitam os doentes a outros perigos (contaminação com metais pesados, por exemplo). Focam-se na ação conjunta de vários princípios ativos o que os pode tornar menos eficazes em situações agudas mas mais eficazes em muitas outras situações (por exemplo tratar amenorreia com farmacopeia tradicional em vez de se prescrever unicamente a pilula). Muitas vezes são prescritos de forma descuidada e são publicitados como “milagrosos” sem na realidade serem assim tão eficazes. <strong><span style="color: #3366ff;">Mas a fitoterapia tem sido essencial para 80% da população mundial e quaisquer perigos que existam tem sido compensados pelos seus benefícios.</span></strong></p>
<p>Se em vez de olharmos para estas questões sobre uma perspetiva de classe profissional (<span style="color: #666699;">sou médico, prescrevo medicamentos e sou contra a fitoterapia</span> <em>vs</em> <span style="color: #993366;">sou fitoterapeuta, prescrevo fitoterapia e sou contra os medicamentos</span>) e olharmos sobre uma perspetiva clinica e bioquímica podemos observar que existem abordagens de integração com grande potencial.<br />
O potencial de ação em situações mais severas dos medicamentos (baseados num principio ativo) com a ação multifatorial da fitoterapia pode permitir obter melhores resultados clínicos com menos efeitos secundários.<br />
O acompanhamento médico com análises clínicas, o estudo dos dados clínicos combinados sobre a reação dos pacientes, o conhecimento de farmacopeia tradicional para prescrição, o estudo de potenciais interações farmacocinéticas e farmacodinâmicas, etc… seriam essenciais para este tipo de trabalho. Ou então podemos continuar a confundir ciência e medicina/terapia com interesses profissionais e egos!</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">BIBLIOGRAFIA</span></h2>
<p>(1) https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371%2Fjournal.pone.0072334&amp;fbclid=IwAR0rxC3w4sJKGjH-_v6hIbB7KjwggZb67v9JVvQG-vagNW85OxEpxkNKyMY<br />
(2) https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371%2Fjournal.pone.0018278&amp;fbclid=IwAR31xVR36UFOQzpISBhQF86hAvARdllSHjMx-6-9FiGnpVrsXR5Tb_OgUcg<br />
(3) https://www.scimed.pt/geral/vamos-falar-a-serio-de-ritalina-e-perturbacao-de-hiperatividade-e-defice-de-atencao/?fbclid=IwAR3LqBC6G5ET6N46K0B2g4UcWXHWTa586RBSi5mAcW47t64NulJtH9XaWNk<br />
(4) https://nunolemos.com.pt/farmacologia-tradicional/<br />
(5) https://nunolemos.com.pt/prescricao-fitoterapia/</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt/dualidade-de-criterios/">Dualidade de critérios: entre os medicamentos e a fitoterapia</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt">Clinica de Acupuntura em Lisboa</a>.</p>
]]></content:encoded>
							<wfw:commentRss>https://clinicadeacupuntura.pt/dualidade-de-criterios/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
						<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">4003</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Vera Novais: jornalismo por encomenda e sensacionalismo</title>
		<link>https://clinicadeacupuntura.pt/vera-novais-tnc-observador/</link>
				<comments>https://clinicadeacupuntura.pt/vera-novais-tnc-observador/#respond</comments>
				<pubDate>Thu, 23 Aug 2018 08:45:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Nuno Lemos]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[acupuntura]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação em saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina Chinesa]]></category>
		<category><![CDATA[osteopatia]]></category>
		<category><![CDATA[acupuntura clinica]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[céticos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://clinicadeacupuntura.pt/?p=3995</guid>
				<description><![CDATA[<p>Vera Novais: jornalismo por encomenda e sensacionalismo  "Do not demonize journalists: they have the same mega misconceptions as everyone else. Our press may be free, and professional, and thruth seeking, but independent is not the same as representative: even if every report is itself completely true, we can still get a misleading picture [...]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt/vera-novais-tnc-observador/">Vera Novais: jornalismo por encomenda e sensacionalismo</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt">Clinica de Acupuntura em Lisboa</a>.</p>
]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-27 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-32 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h1 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Vera Novais: jornalismo por encomenda e sensacionalismo</span></h1>
</div><div class="fusion-testimonials clean fusion-testimonials-1" data-random="0" data-speed="4000"><style type="text/css">#fusion-testimonials-1 a{border-color:#03a9f4;}#fusion-testimonials-1 a:hover, #fusion-testimonials-1 .activeSlide{background-color: #03a9f4;}.fusion-testimonials.clean.fusion-testimonials-1 .author:after{border-top-color:#ffffff !important;}</style><div class="reviews"><div class="review no-avatar"><blockquote style="background-color:#ffffff;"><q style="background-color:#ffffff;color:#03a9f4;" class="fusion-clearfix">
<div style="text-align: center;">&#8220;Do not demonize journalists: they have the same mega misconceptions as everyone else.</div>
<div style="text-align: center;">Our press may be free, and professional, and thruth seeking, but independent is not the same as representative: even if every report is itself completely true, we can still get a misleading picture through the sum of true stories reporters choose to tell. The media is not and cannot be neutral, and we shouldn´t expect it to be&#8221;</div>
</q></blockquote><div class="author" style="color:#03a9f4;"><span class="company-name"><strong>Factfulness, pág. 365</strong></span></div></div></div><div class="testimonial-pagination" id="fusion-testimonials-1"></div></div><div class="fusion-text"><p style="text-align: left;">Recentemente a Jornalista Vera Novais escreveu no Observador um artigo crítico sobre as TNC. Esse artigo focava-se em várias terapêuticas e as próximas linhas serão uma resposta a parte desse artigo. Digo parte porque me irei ocupar das 3 terapêuticas das quais sou mais próximo: a acupuntura, fitoterapia e osteopatia.<br />
Tenho formação em Medicina Chinesa e Osteopatia. Pratico acupuntura todos os dias e obviamente o meu artigo estará vocacionado para apresentar de forma enviesada a minha opinião. Ele pretende mostrar exemplos que a Vera Novais decidiu não contar e estudos que ela decidiu não apresentar. A lógica não será fugir aos exemplos que a autora apresentou mas sim contextualizá-los na realidade clínica que vivo todos os dias e nos estudos científicos existentes. O objetivo não será esconder os problemas que existem mas mostrar que também existem soluções e será mais útil puxar por essas soluções do que recriminar e discriminar injustamente um grupo de pessoas com categorizações demasiado simplistas. Pretendo mostrar que a área das TNC apresenta um complexo tecido social com um vasto conjunto de valores e crenças que não se reproduz no artigo da autora.<br />
O artigo vai estar recheado de referências a vários estudos científicos. Poderia ter colocado muitos mais mas creio serem suficientes para apresentar o meu ponto de vista. Na bibliografia podem consultar esses estudos científicos.</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Jornalismo por encomenda</span></h2>
<p style="text-align: left;">A Vera Novais resumiu o seu artigo com os típicos slogans de propaganda médica e daí eu achar que o seu artigo é jornalismo por encomenda. Ela escreveu</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;">&#8220;Ervas e homeopatia não curam o cancro. No mínimo, não fazem nada. No limite, agravam tanto o problema que o tornam impossível de resolver. Tudo o que mostra ser eficaz é integrado na medicina.” (1)</span></p>
<p style="text-align: left;">Juntar “ervas” que tem princípios ativos conhecidos e eficácia clínica comprovada (24) na mesma linha que homeopatia que não tem nada disto é simples desonestidade.<br />
Afirmar que no mínimo não fazem nada é ignorante pois está bem comprovada cientificamente a eficácia de muitas “ervas” (24) no tratamento de sintomas assim como muitos dos seus mecanismos celulares (26) (27). Uma delas, a artemisia é falada no artigo.<br />
Afirmar que no limite agravam o problema é uma afirmação altamente enviesada e dificilmente sustentada em factos científicos. É o velho mito social médico “não fazem nada… quanto muito agravam” (em oposição a “tratam tudo e não tem perigos”). Mitos e propaganda combate-se com estudos e não com mitos opostos. Dificilmente a homeopatia vai agravar o cancro (é água lembram-se?!) e as “ervas” precisam de cuidados extra mas também tem um potencial benéfico gigante. Neste momento existe muita investigação pré-clinica de ponta em fitoterápicos com propriedades radioprotetoras, radiorecuperadoras e radiosensibilizadoras (28) (29).<br />
A última afirmação é simplesmente sociológica e está dependente da forma como a autora vê o mundo. Mas isso depende de como a sociedade evolui e do que queremos. Na minha versão a acupuntura é para ser feita por acupuntores que não precisam ser médicos! A fitoterapia é para ser prescrita por fitoterapeutas que não precisam ser médicos. Na minha versão podemos ter uma série de profissionais de saúde com autonomia e bons níveis de formação científica sem serem médicos. E é para aí que a sociedade está a evoluir!</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Sensacionalismo</span></h2>
<p style="text-align: left;">O sensacionalismo vende mas também nos tira credibilidade. Títulos de artigos tem de ser explosivos para serem lidos, exemplos extremos usados para cativar o leitor às linhas seguintes. Infelizmente o jornalismo está abandonado a esta tirania do sensacionalismo. A autora preferiu escolher histórias extremas e títulos e subtítulos explosivos. Porque é isso que vende, é isso que dinamiza a caixa de diálogos do site do jornal, é isso que ajuda a viralizar o artigo nas redes sociais.<br />
Mas muitos outros títulos sertiam possíveis: “<span style="color: #ff00ff;">paciente recorre a acupuntor com dor no braço e é encaminhada para as urgência do hospital por suspeita de doença cardíaca</span>”; “<span style="color: #ff00ff;">acupuntor aconselha paciente a vacinar os filhos</span>”; “<span style="color: #ff00ff;">osteopata aconselha doente a ser acompanhada pelo seu médico de família</span>”; “<span style="color: #ff00ff;">paciente com disfunção erétil recorre a um acupuntor que o reencaminha para urologia</span>”, “<span style="color: #ff00ff;">paciente tem melanoma diagnosticado mais cedo por chamada de atenção de acupuntor</span>”, and so on… eu podia estar aqui a escrever slogans o dia todo. Mas estes slogans apesar de todos verdadeiros e retirados da minha prática clínica não vendem. Muitos colegas com quem trabalho poderiam fazer a mesma coisa. Mas os slogans também não iam vender.<br />
Ninguêm quer ouvir dizer que muitos osteopatas não usam técnicas manipulativas ou que a Osteopatia não se resume a técnicas manipulativas. O que queremos é ouvir dizer que um osteopata andou a partir ossos aos doentes. <strong>Não interessa se o acontecimento é raro, não interessa que não tenha sido feito por um osteopata formado em Oxford mas por um endireita da Cova da Moura. Interessa que venda artigos, que provoque cliques no site. Mas com o sensacionalismo vem a falta de autoridade, vem a descredibilização científica.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #ff6600;">Entre as perfurações cardíacas da acupuntura, as fraturas do osteopata, a toxicidade e as interações farmacocinéticas da fitoterapia fica difícil compreender como os doentes saem vivos do nosso consultório.</span></strong></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Desonestidade autoritária</span></h2>
<p style="text-align: left;">Em determinada parte do artigo depois de usar 2 exemplos extremos de má prática, a autora, recorre a um artigo mal feito mas sustentado na autoridade da instituição que o financiou (Universidade de Yale). Linhas à frente volta a falar do artigo fazendo um resumo do mesmo sem nunca ter encontrado os erros evidentes que o descredibilizam. A Vera Novais cometeu os mesmos erros que o Scimed ou o Jornalista Luis Ribeiro na revista Visão. Resumindo alguns pontos importantes(2), (3):<br />
1 &#8211; o estudo de Yale coloca 2 questões completamente diferentes sem usar as métricas corretas para os avaliar.<br />
2 &#8211; mistura todo o tipo de terapias e crenças (orações, acupuntura, probióticos) impossibilitando qualquer análise correta dos mesmos, conclusões objetivas ou transposição dos dados para a realidade nacional.<br />
3 &#8211; os dados foram mal trabalhados e obtidos através de enviesamentos. Basta pensar um pouco: a oração foi usada como terapia complementar. Num país em que mais de 50% das pessoas afirmam rezar todos os dias, um país rico com os níveis de religiosidade de um país pobre foi possível reunir uma amostra de mais de 1 milhão de pacientes com cancro em que menos de 0,01% recorriam a orações.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #ff6600;">Fico estupefacto ao ver críticos destas áreas ridicularizarem terapeutas TNC porque não sabem ler estudos ou interpretar dados e depois deixam passar erros de amador quando as conclusões do estudo lhes interessam.</span></strong></p>
<p style="text-align: left;">A Vera Novais pegou num artigo mal feito, compilou uma série de histórias negativas para justificar a conclusão do seu artigo. <span style="color: #3366ff;">Se pegarmos em casos extremos e isolados que surgem nos hospitais então vamos conseguir compilar um estudo onde as TNC são claramente perigosas. Mas será que estes dados se coadunam com a realidade clínica do dia a dia destes terapeutas? Com a segurança das suas terapêuticas?</span></p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Um estudo baseado em dados clínicos numa clinica de acupuntura</span></h3>
<p style="text-align: left;">Para mostrar a diferença entre aquilo que é a prática clinica e o que é apresentado nestes artigos decidi fazer um estudo com dados da minha clinica. O estudo é uma recolha, com as primeiras letras do alfabeto, de 237 pacientes (não há tempo nem dinheiro para estudos mais completos) que recorreram ao meu gabinete (e sim tem alguns enviesamentos e nenhum deles vai colocar em causa as conclusões em baixo).<br />
Destes 237 pacientes: 233 (98,3%) não apresentarm nenhum historial oncológico. Só 4 pacientes (1.69%) apresentaram um historial oncológico. Um destes pacientes (25%) foi à clinica para tratar um efeito secundário de lesão de um nervo decorrente de cirurgia (caso a autora decida escrever mais um artigo alarmante pode usar este dado isolado. E se usar a estatística isolada de 25% vai fazer sucesso). Em nenhum caso se colocou a hipótese do paciente não fazer quimio ou radioterapia (0% para quem não percebe nada de estatística).<br />
Destes 237 pacientes: 204 (86,1%) tinham sido acompanhados por um ou mais médicos antes de recorrerem ao nosso gabinete. Só 9 (3,79%) é que não tinham sido visto por médicos de certeza absoluta. 24 pacientes (10,1%) não tive certezas se tinham sido vistos por médicos ou não. Estes pacientes que não foram vistos por médicos tinham várias características: pacientes novos, queixas de curta duração com sintomas de intensidade média a leve, turistas ou portugueses de passagem que pretendem um alívio momentâneo até chegar a casa. Quase 50% dos casos referia-se a episódios esporádicos de stress ou ansiedade desencadeado por algum tipo de problema familiar ou profissional. <span style="color: #3366ff;">Qual a probabilidade de um paciente (turista ou não) novo com queixas leves por trauma ter na realidade um tumor incurável que só vai ser diagnosticado tarde demais porque fez 1 ou 2 sessões de acupuntura?</span></p>
<p style="text-align: left;">A Vera Novais pegou em histórias assustadoras para poder vender um artigo. Mas essas histórias estão completamente desfasadas daquilo que é a realidade clínica. Pacientes mais idosos, com doenças e sintomas crónicos já todos foram observados por médicos. Na maioria das vezes que existem atrasos no diagnóstico não tem a ver com a irresponsabilidade dos terapeutas mas sim com a desvalorização de queixas crónicas do paciente por parte do médico.</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-33 fusion-one-half fusion-column-first 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );margin-right: 4%;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p style="text-align: center;"><span style="color: #008000;">Estes problemas são outliers. Não estão sequer perto de média e não representam aquilo que é o trabalho diário de muitos terapeutas. São problemas marginais sem relevância estatística. Se este problema fosse mainstream seria mais visível mas mesmo nas queixas existentes na ACSS, de acordo com os dados do artigo, são quase nulas. Não pretendo desvalorizar o sofrimento humano representado nessas histórias. Mas as histórias não podem ser contadas descontextualizadas dos dados.</span></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-34 fusion-one-half fusion-column-last 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p style="text-align: center;"><span style="color: #339966;">Em 15 anos de prática clínica nunca (NUNCA) um paciente me perguntou se deveria fazer quimioterapia ou não. Em 15 anos de prática clinica nunca (NUNCA) consegui mudar as crenças dos meus pacientes que não estivessem ligadas a hábitos de vida (alimentação e exercício). Das poucos vezes que doentes queriam que eu tivesse as mesmas crenças que eles (astrologias, energias, etc…) preferiram mudar de terapeuta a tratar-se comigo, das poucas vezes que afirmaram não vacinar os filhos nenhum mudou de ideias quando aconselhei o contrário. Um terapeuta não muda o sistema de crenças do paciente sem mais nem menos.</span></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-35 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Injustiça social e falta de coerência</span></h2>
<p>A autora não só é injusta como apresenta uma falta de coerência grande no que concerne aos exemplos usados para atacar as TNC. Além de usar dados em que se contradiz (ervas não fazem nada mas afinal já fazem alguma coisa) usa exemplos sem nexo como foi o caso do Tallon ou da exposição radioativa.<br />
O uso do exemplo do Tallon foi infeliz porque o Tallon é médico e prescreve medicamentos. Se existiu algum problema tem a ver com má prática médica e nunca com estas áreas (o que é que a Ordem dos Médicos fez a este respeito?). Apesar de ler muitas críticas às práticas das TNC nunca leio relativamente às práticas da medicina ocidental, especialmente com a venda de tratamentos milagrosos para perda de peso. A Vera Novais decidiu ser diferentes e acabou a culpar a fitoterapia… e os curandeiros!<br />
O perigo do excesso de exposição radioativa dos pacientes que recorrem a quiropatas é outro exemplo. Isto é um problema real que afeta a quiropraxia nos EUA onde os terapeutas compram sistemas de radiografia e depois querem rentabilizá-las. Quantos terapeutas em Portugal é que tem sistemas de radiografia nos seus consultórios? O único problema em Portugal com excesso de radiação tem a ver com a prescrição que os médicos fazem de exames de imagiologia médica (Radiografias, cintigrafias, etc…) quando por vezes não são necessários. E mesmo isso está relativamente controlado.</p>
<p>Tentar vender a fitoterapia como perigo público nº1 sem nunca referir soluções que existem atualmente ou sem nunca apresentar o ponto de vista de muitos terapeutas que prescrevem a fitoterapia é outro erro e uma clamorosa injustiça social para o trabalho de muito terapeutas (24).<br />
Sim, existem perigos relativamente ao uso de fitoterápicos. Muitos fitoterápicos que são comprados na net não tem bons controlos de qualidade (20). Mas para isso prescreve-se fitoterápicos com selos de qualidade da CEE ou de empresas que sejam fiscalizadas pela FDA, exigem-se medidas públicas que favoreçam a segurança desses fitoterápicos, (21) etc…<br />
Sim existem perigos de interações farmacocinéticas e farmacodinâmicas com medicamentos. Mas para isso evitamos prescrever se o paciente estiver muito medicado ou começamos a prescrever doses pré-terapêuticas e aumentamos a dosagem analisando a ocorrência provável de efeitos secundários. Independentemente do número de medicamentos pode prescrever-se fitoterapia só na presença de alguns medicamentos e não de outros (23). Ou seja existem formas de controlar os aspectos mais perigosos da prescrição e que infelizmente a autora não se deu ao trabalho de investigar.<br />
Existem pacientes que escondem dos médicos que tomam fitoterapia. Por isso eu aconselho sempre os pacientes a dizerem aos médicos os tratamentos que fazem comigo. Mas isto não é um problema somente das TNC. Está relacionado com a dificuldade que os pacientes sentem em falar com o médico. É desonesto procurar um único bode expiatório.</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-36 fusion-one-half fusion-column-first 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );margin-right: 4%;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;">Para a Vera Novais um estudo que se foca em probióticos e orações e tem sérios enviesamentos na recolha de dados é suficiente para apresentar os terapeutas como perigos para a saúde pública. Casos extremos (outliers) que não correspondem à realidade são publicitados como se fossem problemas diários. Não há diferença entre um acupuntor com boas bases de neurociências e bastante treino técnico e estágios clínicos ou outra pessoa qualquer que decidiu começar a fazer acupuntura sem qualquer tipo de formação. Não existe diferença entre um osteopata formado em Oxford ou um endireita da santa terrinha. É tudo igual. São todos maus. São todos ignorantes. E são todos culpados.</span></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-37 fusion-one-half fusion-column-last 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-testimonials clean fusion-testimonials-2" data-random="0" data-speed="4000"><style type="text/css">#fusion-testimonials-2 a{border-color:#03a9f4;}#fusion-testimonials-2 a:hover, #fusion-testimonials-2 .activeSlide{background-color: #03a9f4;}.fusion-testimonials.clean.fusion-testimonials-2 .author:after{border-top-color:#ffffff !important;}</style><div class="reviews"><div class="review no-avatar"><blockquote style="background-color:#ffffff;"><q style="background-color:#ffffff;color:#03a9f4;" class="fusion-clearfix">
<p style="text-align: center;">The blame instinct makes us exaggerate the importance of individuals or of particular groups. This instinct to find a guilty party derails our ability to develop a true, fact-based understanding of the world…</p>
</q></blockquote><div class="author" style="color:#03a9f4;"><span class="company-name"><strong>Factfulness, pág. 357</strong></span></div></div></div><div class="testimonial-pagination" id="fusion-testimonials-2"></div></div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-38 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h3 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Altas taxas de natalidade</span></h3>
<p>O artigo da Vera Novais fez-me lembrar os comentários cataclismicos de pessoas que tem medo do crescimento populacional. Os pobres tem muitos filhos, se lhes enviamos dinheiro eles vão ter mais filhos e o planeta não sustenta tantas pessoas. Não podemos dar dinheiro. A solução é o oposto. Quando se garantir que os pobres podem criar a sua própria riqueza as taxas de natalidade vão começar a diminuir. As mulheres vão começar a fazer planeamento familiar e a pensar de acordo com os seus interesses de afirmação social, crescimentos profissional, etc… A melhor e única forma de garantir taxas de natalidade mais baixas é dar poder às mulheres tirando-as da pobreza. O problema não são os pobres, é a pobreza.<br />
O problema da formação dos terapeutas é semelhante. Existem problemas de formação nos terapeutas. A osteopatia é realmente mais segura quando feita por terapeutas com boa formação, muitos problemas relacionados com a prescrição de fitoterapia podem melhorar se existir mais comunicação entre profissionais de saúde e melhor formação dos terapeutas. E os estudos cientificos (18) mostram que os riscos inerentes à acupuntura são mínimos e diminuem com uma formação mais adequada.</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-39 fusion-one-half fusion-column-first 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );margin-right: 4%;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p style="text-align: center;"><span style="color: #00ccff;">O segredo para diminuir estes casos extremos é garantir mais formação, garantir cursos com bons curriculos científicos e técnicos. Mas o artigo da Vera não se esforçou minimamente para apresentar este ponto que seria cientificamente sustentável. Como bom jornalismo de encomenda tentou somente denegrir um grupo de pessoas.</span></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-40 fusion-one-half fusion-column-last 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p style="text-align: center;"><span style="color: #666699;">Imaginemos que num mundo alternativo o ensino da medicina é desregulado. Qualquer um pode começar a exercer medicina como bem entender, pode fazer os cursos mais ridículos e oferecer as panaceias que bem entende. E no meio disto existem médicos que estudaram vários anos e constantemente se dedicam ao aprimoramento da sua arte. O problema resolve-se denegrindo todos os profissionais ou garantindo que são obrigados a fazer uma formação condigna para serem médicos?</span></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-41 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Falta de objetividade: contextualizar histórias com dados concretos</span></h2>
<p>De acordo com o artigo do Observador existe uma meta-análise publicada pela Cochrane que afirma que a acupuntura não é eficaz. E o Bastonário da Ordem dos Médicos afirmou que nos últimos estudos, esta técnica, já não demonstrou a evidência anterior. Os últimos estudos?&#8230; porque a única meta-análise encontrada pela autora era de 2005 (4). O que dizem as meta-análises atuais sobre a eficácia da acupuntura?<br />
Nesta meta-análise de 2015 mostrou-se que a acupuntura combinada com medicação era muito mais eficaz no tratamento da depressão do que medicação isoladamente (5). Outra meta-análise de 2014 mostrou que a acupuntura no tratamento de osteoartrite estava associada a grande diminuição da intensidade de dor, melhorias na qualidade de vida e mobilidade (6). Noutra meta-análise de 2016 comprovou-se que a acupuntura era útil na controlo de dor pós-operatória (7), Ainda outra meta-análise de 2017 mostrou que os efeitos analgésicos da acupuntura se mantêm no longo prazo (9). Outra meta-análise de 2018 comprovou que a acupuntura tem efeitos de longo prazo relevantes no tratamento da dor crónica (10). Na enxaqueca, meta-análsies mais recentes são muito favoráveis à acupuntura (31).<br />
Uma meta-análise de 2017 mostrou que a acupuntura era útil no alívio de dor em pacientes oncológicos enquanto outra não encontrou benefícios (8) e outra meta-análise de 2016 mostrou que a acupuntura conseguiu diminuir a dor, cansaço e melhorar a qualidade de vida em pacientes oncológicos terminais (11) indicando que a acupuntura deveria ser usada como complemento aos tratamentos médicos convencionais.</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-42 fusion-one-half fusion-column-first 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );margin-right: 4%;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">Se a acupuntura consegue aliviar sintomas de pacientes oncológicos dando melhor qualidade de vida então deveria ser uma terapia a pensar até porque é extremamente segura e podendo em alguns casos diminuir a medicação pode diminuir-se a probabilidade de efeitos secundários graves ou interações farmacocinéticas. Outro grupo vulnerável aos efeitos secundários dos medicamentos são as grávidas. Muitas queixas apresentadas pelas grávidas como dor, insónia, ansiedade podem ser bem endereçadas pela acupuntura.</span></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-43 fusion-one-half fusion-column-last 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p style="text-align: center;"><span style="color: #3366ff;">Mesmo que não concordemos com todos os estudos. Qualquer análise minimamente cuidada das meta-análises existentes dificilmente iria tirar conclusões negativas relativamente à eficácia da acupuntura. Uma análise do apoio cada vez maior que a acupuntura recebe de várias organizações governamentais e não governamentais, médicas e não médicas e os estudos em que se sustentam dificilmente iria acabar com conclusões negativas para a acupuntura. (12) Infelizmente esta investigação não foi feita… em vez disso a autora preferiu fazer uma entrevista ao Bastonários da OM que é um leigo com claros interesses sectários e ideológicos.</span></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-44 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-testimonials classic fusion-testimonials-3" data-random="0" data-speed="4000"><style type="text/css">#fusion-testimonials-3 a{border-color:#03a9f4;}#fusion-testimonials-3 a:hover, #fusion-testimonials-3 .activeSlide{background-color: #03a9f4;}.fusion-testimonials.classic.fusion-testimonials-3 .author:after{border-top-color:#ffffff !important;}</style><div class="reviews"><div class="review no-avatar"><blockquote><q style="background-color:#ffffff;color:#03a9f4;" class="fusion-clearfix">
<p style="text-align: center;">Ultimately, it is not journalist´s role, and it is not the goal of activists or politicians, to present the world as it really is. They will always have to compete to engage our attention with exciting stories and dramatic narratives. They will always focus on the unusual rather than the common…</p>
</q></blockquote><div class="author" style="color:#03a9f4;"><span class="company-name"><strong>Factfulness, pág. 579</strong></span></div></div></div></div><div class="fusion-text"><p>A autora preferiu focar-se num único estudo de 2005 da Cochcrane. Esta instituição é conhecida por ter estudos de melhor qualidade que outras instituições. A Vera Novais esqueceu-se de referir que esta instituição já publicou inúmeras meta-análises sobre acupuntura.<br />
Em 2011, por exemplo, publicou uma meta-análsie de meta-análises com assinatura de um dos maiores céticos que existe (Edzard Ernst) onde se conclui que:</p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="color: #008000;">&#8220;All of these reviews were of high quality. Their results suggest that acupuncture is effective for some but not all types of pain.&#8221;(30)</span></p>
<p><strong>Não só existem estudos altamente favoráveis à acupuntura como existem meta-análises da Cochrane que são mais recentes e positivas. Podemos discutir acerca da qualidade de estudos e, sem dúvida que existem problemas, mas fica bem documentado que face à quantidade de estudos disponíveis ou a Vera Novais não se deu ao trabalho de fazer uma boa investigação para o artigo ou decidiu omitir propositadamente uma série de factos e estudos que colocariam em causa toda a linha editorial do seu artigo.</strong></p>
<p>Ao apresentar a acupuntura, Vera Novais focou-se numa série de efeitos secundários associados a esta terapia. <strong>Hemorragias, convulsões, perfuração cardíaca, pneumotorax, transmissão de doenças infecciosas</strong>… e tudo a negrito… Com tantos estudos científicos sobre os perigos da acupuntura a autora preferiu não usar nenhum. Existem perigos associados à acupuntura mas são extremamente raros e na maioria das vezes não são perigosos. A melhor forma de os diminuir é melhorar a qualidade técnica do ensino dos acupuntores e não denegri-los publicamente. (16), (19) Em vez disso a Vera Novais refugiou-se na única histórica negativa que encontrou. O que dizem os estudos cientificos sobre a segurança da acupuntura?</p>
<p>O NIHCS afirmou que “uma das vantagens da acupuntura é que a incidência de efeitos adversos é substancialmente mais baixa que muitas drogas e outros procedimentos aceites para as mesmas condições”(13) Um estudo de 2017 sobre a segurança da acupuntura em pacientes a tomar anti-coagulantes conclui-o que é segura e a % de incidências muito baixa. (14) Outro estudo de 2014 conclui-o a mesma coisa (15). Um estudo de 2001 com mais de 30000 consultas não encontrou um único efeitos secundário grave (17) Outro estudo do mesmo ano conclui-o que a acupuntura era segura quando feita por profissionais com boas formações técnicas e científicas (18).</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #3366ff;">A autora apresentou um caso de lesão do nervo periférico. Num estudo com mais de 220 mil pacientes só foi relatado um caso desses (que durou alguns meses) o que o torna um evento extremamente raro (0,00045%). No estudo de caso que fiz com dados da minha clinica em 237 pacientes surgiu um caso desses… provocado por um médico acupuntor que depois reencaminhou o paciente para mim para tratamento. Ao longo de 15 anos lembro-me de 2 ou 3 pacientes que referiram sintomas de irritação do nervo que foram tratados rápida e eficazmente. Porque o que a Vera Novais não escreveu é que estes sintomas são facilmente percebidos e tratados na sua maioria das vezes. São eventos extremamente raros. Vendem jornais, ganham likes no facebook mas não correspondem à realidade clinica do dia a dia.</span></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">RISCOS DAS TNC</span></h2>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Atraso no diagnóstico</span></h3>
<p>Como vimos no estudo de caso com dados da minha prática clínica a vasta maioria dos pacientes que recorrem a este tipo de serviços já está bem diagnosticada. A pequena % de pacientes que não tinham diagnóstico médico prévio são novos e tem queixas de curta duração com sintomas leves a moderados ou então são pacientes que estão de passagem e precisam de um “remendo” rápido até chegarem a casa. Pacientes com sintomas muito intensos e agudos vão para as urgências (como será óbvio para qualquer pessoa!) e pacientes com sintomas crónicos já foram vistos por médicos. Ou seja a probabilidade de se atrasar um diagnóstico que seja salvador de vidas é incrivelmente baixo. <strong>Não pretendo desvalorizar o sofrimento humano associado a estes riscos mas é nosso dever informar corretamente os leitores acerca do real potencial perigo destas situações.</strong></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-45 fusion-one-half fusion-column-first 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );margin-right: 4%;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #ff6600;">O artigo da Vera Novais é baseado em testemunhos escolhidos a dedo para poder sustentar as suas crenças e não um artigo sério e objetivo sobre os reais perigos das TNC.</span></strong></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-46 fusion-one-half fusion-column-last 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">Os pacientes típicos da acupuntura tem características facilmente reconhecíveis: queixas crónicas limitativas, já tem diagnóstico feito, idade mais avançada, maioritariamente queixas álgicas, sem sucesso na medicina convencional. A clara maioria dos pacientes recorre aos nossos serviços porque os tratamentos convencionais não funcionaram. A probabilidade de não terem diagnóstico feito é muito pequena.</span></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-47 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h3 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Rejeição dos tratamentos para a doença</span></h3>
<p>Este risco é sustentado no artigo da Universidade de Yale que já comentámos. As conclusões são abusivas e não podem ser generalizadas para a nossa realidade nacional, a recolha de dados condicionada por enviesamentos que tornam as conclusões inválidas, e em nenhum momento existe nenhuma comprovação de fenómeno de causalidade a indicar que são os terapeutas TNC a convencer os pacientes a não fazerem tratamentos convencionais. Mais uma vez a questão importante é :”<span style="color: #3366ff;"><strong>São os terapeutas que convencem os pacientes a não fazer tratamentos convencionais ou os pacientes já tem um sistema de crenças montado que define a sua escolha?</strong></span>” Se calhar a diferença entre os Sr. José e o Sr. João com que a Vera começou o artigo é que um acreditava no médico e outro acreditava em bruxas!<br />
Se calhar devemos tentar focar-nos na causa dessas crenças e não só em arranjar um bode expiatório. Pode dar mais consolo mas dificilmente vai resolver o problema.</p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Morte</span></h3>
<p>Existem casos de morte relatados devido a complicações da fitoterapia, acupuntura ou osteopatia. Mas são extremamente raros e, estão algumas vezes mais dependentes do paciente que do próprio terapeuta. Muitos problemas com fitoterapia advêm de hábitos pessoais com tomas excessivas de determinado suplemento (o chá verde em fisioculturistas por exemplo). Outras vezes o terapeuta tem claramente culpa.<br />
Estes eventos, além de extremamente raros, podem tornar-se ainda mais raros melhorando a formação técnica e científica destes profissionais. Por exemplo a regulamentação em Portugal veio exigir uma série de ações em termos de segurança que vai diminuir a probabilidade já baixa de infeções. Existem gamas de fitoterapia com selo de qualidade da CEE. Cada vez mais profissionais estão consciencializados sobre a existência de interações farmacocinéticas. O número de osteopatas que usam técnicas manipulativas é cada vez menor e existe um cuidado especial no ensino destas técnicas em segurança e dos riscos das mesmas.</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Conclusão</span></h2>
<p>Existem perigos associados a estas práticas e devem ser endereçados (22). Os doentes e os diferentes profissionais de saúde devem estar conscientes da presença destes riscos e manter uma comunicação aberta de forma a conseguir prevenir e detetar rapidamente estes riscos. Mas estes riscos são mínimos. <strong>Tem certamente um sofrimento humano grande associado mas quando contextualizados são fenómenos raros</strong>. <span style="color: #0000ff;">A Vera Novais escolheu a dedo casos isolados sobre os riscos destas práticas e prescindiu de estudos científicos que contextualizariam esses casos. Com isso deu uma imagem negativa e irreal dos verdadeiros perigos associados a estas técnicas. Quando conveniente fez um cherry picking de estudos e esqueceu todo um vasto conjunto de estudos que seriam facilmente encontrados com um mínimo de investigação. Estudos esses que obrigariam a uma revisão do artigo e das conclusões do mesmo.</span></p>
<p>Existem terapeutas que são contra as vacinas e contra a quimioterapia. E alguns podem aconselhar os pacientes a não fazer esses tratamentos. Já tive discussões com acupuntores australianos que admitiam aconselhar os seus pacientes a não vacinarem os filhos. Mas a maioria dos pacientes que aceita isso não é porque o terapeuta lhe fez a cabeça mas sim porque já tem um conjunto de crenças que o leva a escolher esse tipo de terapeutas.<br />
Ao mesmo tempo que existem terapeutas contra essas práticas muitos outros são a favor dos tratamentos convencionais. Existe um número elevado de profissionais de saúde (médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, técnicos, podologistas, etc…) que estudam acupuntura, osteopatia e fitoterapia. E não são contra os tratamentos convencionais. Os farmacêuticos e alguns médicos tem amplos conhecimentos de fitoterapia. Uma grande percentagem de fisioterapeutas também são osteopatas. <span style="color: #0000ff;">Existe uma tapeçaria social de crenças e valores no seio das TNC que é sobresimplificada no artigo da Vera Novais e que não faz justiça social a muitos terapeutas, que não valoriza os seus valores humanos e profissionais, que desprespeita o seu estudo e conhecimento científico. Essas pessoas também merecem ver o seu trabalho projetado e não merecem estar a ser catalogadas de forma tirânica e simplista a um conjunto de práticas com as quais não se identificam.</span></p>
</div><div class="fusion-testimonials classic fusion-testimonials-4" data-random="0" data-speed="4000"><style type="text/css">#fusion-testimonials-4 a{border-color:#03a9f4;}#fusion-testimonials-4 a:hover, #fusion-testimonials-4 .activeSlide{background-color: #03a9f4;}.fusion-testimonials.classic.fusion-testimonials-4 .author:after{border-top-color:#ffffff !important;}</style><div class="reviews"><div class="review no-avatar"><blockquote><q style="background-color:#ffffff;color:#03a9f4;" class="fusion-clearfix">
<p style="text-align: center;">The necessary instinct to generalize… can also distort our worldview. It can make us mistakenly group together things, or people, or countries that are actually very different</p>
</q></blockquote><div class="author" style="color:#03a9f4;"><span class="company-name"><strong>Factfulness, pág. 253</strong></span></div></div></div></div><div class="fusion-text"><h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">BIBLIOGRAFIA</span></h2>
<p>(1) https://observador.pt/especiais/ervas-agulhas-e-comprimidos-de-acucar-quando-as-alternativas-lhe-arranjam-um-problema-maior/<br />
(2) https://clinicadeacupuntura.pt/luis-ribeiro-analfabetismo-superficialidade-jornalistica/<br />
(3) https://acupunturaemlisboa.pt/pulga-do-scimed/<br />
(4) https://www.cochrane.org/CD001351/BACK_acupuncture-and-dry-needling-for-low-back-pain<br />
(5) https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S016503271500052X<br />
(6) https://bmccomplementalternmed.biomedcentral.com/articles/10.1186/1472-6882-14-312<br />
(7) http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0150367<br />
(8) https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/ecc.12457<br />
(9) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5393924/<br />
(10) https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1526590017307800<br />
(11) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4782866/<br />
(12) https://clinicadeacupuntura.pt/acupuntura-e-placebo-fraude/<br />
(13) JINDAL, Vanita. et all. Safety and Efficacy of Acupuncture in Children A review of the Evidence. J pediatri hamtol oncol. 2008. 30(6): 431-442.<br />
(14) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4315381/<br />
(15) https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1876382014000626<br />
(16) https://www.nature.com/articles/s41598-017-03272-0<br />
(17) https://www.bmj.com/content/323/7311/486.short<br />
(18) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1121068/<br />
(19) https://www.bmj.com/content/314/7091/1362.full<br />
(20) http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-879X2000000200004&amp;script=sci_arttext<br />
(21) https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0045653503004715<br />
(22) https://nunolemos.com.pt/falhas-das-tnc/<br />
(23) https://nunolemos.com.pt/prescrever-fitoterapia-num-paciente-medicado/<br />
(24) https://nunolemos.com.pt/prescricao-fitoterapia/<br />
(25) https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fphar.2013.00177/full<br />
(26) http://www.jcimjournal.com/articles/publishArticles/pdf/S2095-4964(15)60171-6.pdf<br />
(27) http://journals.plos.org/plosntds/article?id=10.1371/journal.pntd.0002674<br />
(28) http://www.cancerjournal.net/article.asp?issn=0973-1482;year=2010;volume=6;issue=3;spage=255;epage=262;aulast=Baliga<br />
(29) https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/ptr.1605<br />
(30) https://link.springer.com/article/10.1007/s11655-011-0665-7<br />
(31) http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1516-31802015000600540&amp;script=sci_arttext</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt/vera-novais-tnc-observador/">Vera Novais: jornalismo por encomenda e sensacionalismo</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt">Clinica de Acupuntura em Lisboa</a>.</p>
]]></content:encoded>
							<wfw:commentRss>https://clinicadeacupuntura.pt/vera-novais-tnc-observador/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
						<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">3995</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Luis Ribeiro: entre o analfabetismo crítico e a superficialidade jornalística</title>
		<link>https://clinicadeacupuntura.pt/luis-ribeiro-analfabetismo-superficialidade-jornalistica/</link>
				<comments>https://clinicadeacupuntura.pt/luis-ribeiro-analfabetismo-superficialidade-jornalistica/#respond</comments>
				<pubDate>Tue, 24 Jul 2018 13:04:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Nuno Lemos]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação em saúde]]></category>
		<category><![CDATA[estudos científicos]]></category>
		<category><![CDATA[medicina integrada]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://clinicadeacupuntura.pt/?p=3977</guid>
				<description><![CDATA[<p>Luis Ribeiro: entre o analfabetismo crítico e a superficialidade jornalística Recentemente o jornalista Luis Ribeiro, publicou na revista Visão, um artigo crítico sobre as terapêuticas Não Convencionais, fundamentado num estudo científico recente onde se conclui que pacientes de foro oncológico que recorrem a "terapias complementares" tem duas vezes mais probabilidade de morrer. O aumento [...]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt/luis-ribeiro-analfabetismo-superficialidade-jornalistica/">Luis Ribeiro: entre o analfabetismo crítico e a superficialidade jornalística</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt">Clinica de Acupuntura em Lisboa</a>.</p>
]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-28 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:40px;padding-bottom:0px;padding-left:40px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-48 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:0px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h1 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Luis Ribeiro: entre o analfabetismo crítico e a superficialidade jornalística</span></h1>
<p>Recentemente o jornalista Luis Ribeiro, publicou na revista Visão, um artigo crítico sobre as terapêuticas Não Convencionais, fundamentado num estudo científico recente onde se conclui que pacientes de foro oncológico que recorrem a &#8220;terapias complementares&#8221; tem duas vezes mais probabilidade de morrer.<br />
O aumento de probabilidade de morrer não se deve às técnicas dessas terapias mas ao facto de existirem pacientes que recusam os tratamentos médicos convencionais como quimioterapia, radioterapia, terapia hormonal e cirurgia. O estudo cientifico também mostrava que os pacientes que faziam os tratamentos convencionais e os tratamentos “alternativos” não tinham aumento de esperança média de vida.<br />
<span style="color: #ff0000;">O autor conclui que os &#8220;tratamentos alternativos” parecem ser seguros mas são inúteis e podem levar os doentes a fazerem escolhas erradas relativamente aos cuidados de saúde convencionais. Escolhas essas que são mortais.</span><br />
Ao ler o artigo o sentimento final que fica é: “se tiver cancro vou fugir destes inúteis alternativos”.<br />
Este artigo é a resposta de um dos muitos inúteis alternativos que já atenderam pacientes oncológicos no seu gabinete.</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">O estudo de Yale</span></h2>
<p>O objetivo do estudo consiste em estudar a relação entre o uso de terapias complementares e a adesão a tratamentos oncológicos e sobrevivência comparando com grupos que não usam medicinas complementares. Apresenta alguns problemas:</p>
<p><span style="color: #00ff00;">1</span> &#8211; A questão inicial do estudo acaba por ser mal intencionada porque se divide em 2 partes completamente distintas: uma claramente sociológica, que não desenvolve, acerca das preferências terapêuticas de pacientes que recorrem a “tipos” de terapias e outra clinica acerca do valor destas terapias na sobrevida do paciente. Esta última é completamente inútil pois é dificil analisar o que quer que seja com a misturada de terapias “alternativas” mencionadas e foca-se unicamente num ponto: o aumento de tempo de vida. Muitas terapias são úteis para pacientes oncológicos não porque aumentam o tempo de vida mas porque melhoram a qualidade de vida. Algo admitido no estudo relativamente à acupuntura mas convenientemente omitido pelo jornalista! Ou seja qualquer resultado que seja relativamente a esta última questão é completamente inútil e sem qualquer valor.</p>
<p><span style="color: #00ff00;">2</span> &#8211; O estudo usa uma definição de terapias complementares e medicinas alternativas que é altamente questionável. De acordo com os autores, terapias alternativas são métodos não provados e usados em substituição dos tratamentos convencionais e as terapias complementares que são tratamentos não comprovados cientificamente mas usados em conjunto com tratamentos convencionais. O que faz com que a diferença entre “alternativo” ou “complementar” seja a aceitação do paciente em fazer tratamentos convencionais e não a técnica terapêutica em si.<br />
A própria definição de medicina complementar é dúbia. Os autores definem como “Other-Unproven: Cancer treatments administered by nonmedical personnel”. E se for feita por “medical personnel”? A acupuntura contemporânea só é válida se feita por um médico? Os autores do estudo usam uma definição de tratamentos que é sectária e não baseada em estudos científicos ou na técnica em si. A homeopatia deixa de ser terapia complementars e feita por um médico? Assim sendo e, nunca feita esta divisão, como podemos levar a sério as questões levantadas no estudo?</p>
<p><span style="color: #00ff00;">3</span> &#8211; referem que as terapias alternativas/complementares não tem sustentação científica mas a seguir usam uma misturada de terapias, algumas com evidências científicas e outras sem. Uma vez que não definem o que se quer tratar com estas terapias fica difícil também definir o que é “alternativo” ou não. Exemplo: a acupuntura para queda de cabelo por quimioterapia seria um tratamento “alternativo/complementar” mas para vómitos pós-quimioterapia já não seria.</p>
<p><span style="color: #00ff00;">4</span> &#8211; Não só o estudo não usa uma definição do que deve ser complementar ou alternativo como mistura todo o tipo de terapias não convencionais, profissões de saúde idóneas, crenças religiosas, etc… Dentre as várias terapias complementares/alternativas (depende do paciente) encontra-se: acupuntura, homeopatia, osteopatia, orações, yoga, exercícios de respiração, vitaminas, probióticos, medicina chinesa, medicina ayurvédica, dietas, técnicas de relaxamento, qi gong, etc… dificilmente vamos conseguir conjugar a osteopatia e o que os osteopatas pensam com o que pensam grupos de oração! Para os autores do estudo, e para o jornalista Luis Ribeiro, a acupuntura contemporânea e as curas milagrosas dos Maná são a mesma coisa; nâo há diferenças entre técnicas de mobilidade articular ou abençoar alguêm com água sagrada do rio Jordão; o estudo não diferencia o trabalho de profissões de saúde cientificamente e socialmente reconhecidas como a nutrição e dietética do marketing de alguns produtos naturais e “milagrosos”! Sim, os probióticos e as vitaminas foram classificados como “terapias complementares/alternativas”. Sim o jornalista Luis Ribeiro parece concordar.</p>
<p><span style="color: #00ff00;">5</span> &#8211; Sociologicamente os dados adquiridos foram interessantes. Os autores conseguiram captar bem o tipo de pessoas que recorrem mais a terapias complementares: estratos socio-económicos mais altos, pacientes do sexo feminino, mais novos, maiores níveis de educação escolar. Mas nunca souberam discutir ou aprofundar (claramente por falta de dados) as razões sociológicas ou o efeito de causalidade existente.<br />
Um enviesamento que pode ser importante no estudo está relacionado com a subvalorização de pacientes que recorreram a terapias “alternativas/complementares” devido à relutância em comunicar que fazem estes tratamentos. O mais provável é que os pacientes mais seguros das suas escolhas e com tendências culturais anti-científicas mais fortes sintam mais confiança em recusar tratamentos médicos e assumir e procurar publicamente o uso doutro tipo de terapias.<br />
Também existe maior probabilidade dos médicos relatarem casos de uso destas terapias quando os doentes recusam tratamento do que quando não recusam o que pode enviesar os resultados.<br />
Estes 2 pontos são importantes para compreender um enviesamento de dados que pode ser importante. Os autores do estudo indicam que a acupuntura tem sido usada para melhorar a qualidade de vida dos pacientes com patologia oncológica e que se estima que entre 48% a 88% dos pacientes com cancro recorram a terapias “complementares/alternativas”. No entanto, numa amostra superior a 1 milhão de doentes encontraram menos de 300 que admitiram recorrer a terapias complementares. E desta amostra, 0,01% da amostra total (ligeiramente inferior a 48% ou 88%), que provavelmente representam os pacientes com as ideias anti-científicas mais radicais assume-se uma representatividade global de não sei quantas terapias e crenças religiosas!</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-29 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(233,30,99,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;margin-bottom: 20px;margin-top: 20px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-49 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="background-color:#03a9f4;padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h3 style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">Muitos pacientes costumam associar tratamentos convencionais e não convencionais. Alguns não gostam de informar os seus médicos por medo de críticas ou julgamentos por parte do médico. Muitos sentem-se aliviados quando o médico apoia ou aconselha acupuntura ou osteopatia. Mas ao longo de 15 anos de prática clinica só uma muito pequena minoria recusava tratar-se com médicos. E mesmo essa minoria ia ao médico quando precisava mesmo! Provavelmente fariam 0,01% dos pacientes.</span></h3>
</div><div class="fusion-sep-clear"></div><div class="fusion-separator fusion-full-width-sep sep-none" style="margin-left: auto;margin-right: auto;margin-top:10px;margin-bottom:10px;"></div><div class="fusion-text"><h3 style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">O comportamento que se observa em 0,01% de uma amostra superior a 1 milhão corresponde ao comportamento da maioria dos pacientes que recorrem à acupuntura ou osteopatia? O estudo não responde a esta questão. Fazer inferência em relação a isto depende essencialmente da crença e preconceitos de quem comenta.</span></h3>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-30 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:40px;padding-bottom:0px;padding-left:40px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-50 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p><a href="https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/07/1200px-The_fin_de_siècle_newspaper_proprietor_cropped.jpg?ssl=1"><img class="aligncenter size-full wp-image-3988" src="https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/07/1200px-The_fin_de_siècle_newspaper_proprietor_cropped.jpg?resize=1200%2C666&#038;ssl=1" alt="luis ribeiro visão medicina complementar" width="1200" height="666" srcset="https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/07/1200px-The_fin_de_siècle_newspaper_proprietor_cropped.jpg?resize=200%2C111&amp;ssl=1 200w, https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/07/1200px-The_fin_de_siècle_newspaper_proprietor_cropped.jpg?resize=400%2C222&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/07/1200px-The_fin_de_siècle_newspaper_proprietor_cropped.jpg?resize=600%2C333&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/07/1200px-The_fin_de_siècle_newspaper_proprietor_cropped.jpg?resize=768%2C426&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/07/1200px-The_fin_de_siècle_newspaper_proprietor_cropped.jpg?resize=800%2C444&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/07/1200px-The_fin_de_siècle_newspaper_proprietor_cropped.jpg?resize=1024%2C568&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/07/1200px-The_fin_de_siècle_newspaper_proprietor_cropped.jpg?fit=1200%2C666&amp;ssl=1 1200w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" data-recalc-dims="1" /></a></p>
<p>By Frederick Burr Opper &#8211; <a class="external free" href="https://www.loc.gov/resource/ppmsca.29087/" rel="nofollow">https://www.loc.gov/resource/ppmsca.29087/</a>, Public Domain, <a href="https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=57725977">Link</a></p>
</div><div class="fusion-text"><h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">O artigo de Luis Ribeiro publicado na Visão</span></h2>
<h3><span style="color: #00ff00;">Sociologia meu caro Luis Ribeiro, sociologia</span></h3>
<p>O artigo do jornalista Luis Ribeiro começa com a frase:<br />
<span style="color: #ff0000;">&#8220;quem se submete a tratamentos alternativos tende a recusar radioterapia e quimioterapia&#8221;</span><br />
Fica muito diferente escrever “<span style="color: #0000ff;">pacientes que recusam tratamentos médicos convencionais tendem a preferir outras abordagens clinicas</span>” ou “<span style="color: #0000ff;">amostra sobre crenças médicas dos pacientes com amostra representativa tão baixa que não dá para concluir nada</span>” and so on&#8230;<br />
O problema está na validade clinica das terapias “alternativas/complementares&#8221;, em terapeutas específicos (que partilhem ou não um conjunto de valores pró ou anti-ciência) ou nas crenças/valores pessoais do paciente? <span style="color: #0000ff;">É um problema que surge da clara incompetência e iliteracia científica dos terapeutas alternativos (acupuntores, osteopatas, xamans, dietistas, médicos acupuntores, fisioterapeutas, pastores da IURD, etc… é claramente uma classe muito diversificada) ou é um problema sociológico mais complexo que depende muito das crenças dos pacientes e na relação que algumas franjas da nossa sociedade desenvolvem com crenças anti-cientificas? Com as ideias sobre ciência, papel social dos médicos, indústria farmacêutica, etc&#8230;?</span><br />
Estamos a falar de um processo socio-histórico complexo com clara associações com as lutas vitalistas e mecanicistas do século XVII, e com as lutas de valorização intelectual entre correntes humanistas e artísticas vs científicas. Uma luta que volta e meia tem os seus holofotes mais acesos como aconteceu com a publicação de Imposturas Intelectuais, com as recentes críticas do The New Yorker aos livros de Steven Pinker, ou num contexto mais nacional, nas criticas de António Manuel Batista a Boaventura Sousa de Santos ou nas trocas de opinião entre pós-modernistas e céticos portugueses acerca das terapêuticas Não Convencionais… o mecaniscismo orgânico contra o vitalismo “energético”, a objetividade científica contra o relativismo cultural.<br />
<strong><span style="color: #0000ff;">Sem dúvida que muitas terapias se englobam nestas lutas mas perde-se sempre razão ao usar classificações ditatoriais e simplistas. Os osteopatas tem boa formação científica, a homeopatia não tem qualquer fundamento científico, dentro da acupuntura existe uma série de correntes desde as mais esotéricas às mais científicas, os probióticos continuam a não ser uma terapia alternativa, etc…</span></strong><br />
E o valor clinico de uma terapia não está dependente da profissão de quem a pratica. A homeopatia tem o mesmo valor seja prescrita por médicos ou não médicos. Diferenciar o valor de uma terapêutica pela profissão de saúde é luta de classes sociais e não uma análise objetiva e científica como se pretende.</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-31 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(233,30,99,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;margin-bottom: 20px;margin-top: 20px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-51 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="background-color:#f46600;padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h3 style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;">Tive poucos pacientes que me disseram não vacinarem os seus filhos. A todos eu recomendei que o fizessem. Não fez diferença. Alguns pacientes preferem mudar de terapeuta e encontrar alguêm que partilhe das suas crenças anti-vacinação e outros calam-se. Mas não me lembro de um paciente que me viesse dizer que deciciu vacinar os filhos por causa de mim. Os pacientes já vem com os seus valores e crenças.</span><br />
<span style="color: #ffffff;">Já tive um paciente que preferiu não tratar-se comigo porque eu não acredito na astrologia. Alguns pacientes só aceitam ser tratados por terapeutas que partilhem os mesmos conjuntos de crenças.</span></h3>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-32 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:40px;padding-bottom:0px;padding-left:40px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-52 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Trilogia vulgar: reducionismo conveniente, falta de honestidade intelectual e afirmações infundadas</span></h2>
<p>O jornalista Luis Ribeiro apresenta 2 terapêuticas Não Convencionais: a homeopatia e a acupuntura (apesar do estudo ser uma miscelânia incompreensível de terapias e crenças). O estratagema típico dos críticos. <strong><span style="color: #3366ff;">Critica-se a falta de bases científicas da homeopatia e depois deixa-se que o público assuma a generalização para todas as TNC e reduz-se a acupuntura a teoria de meridianos ou pontos de acupuntura. Este tipo de reducionismo conveniente é vantajoso porque o autor não tem de apresentar uma definição de acupuntura e muito menos justificá-la em termos técnicos. Também não tem de lidar com as diferenças existentes entre as várias TNC. Como tal, qualquer disparate é suficiente</span></strong>.<br />
Assume-se que a fantasia científica homeopática é generalizada o que não é verdade, reduz-se a acupuntura a meridianos ou energias quando existem formas de pensar a acupuntura que nunca usaram, e não usam, meridianos e quando se confunde técnica com crenças de subgrupos de acupuntores, etc…</p>
<p>Depois disto parte-se para a critica que estes tratamentos são inúteis. No artigo da Visão está escrito: &#8220;&#8221;<span style="color: #ff0000;">Ou seja, tecnicamente, os métodos alternativos são inócuos, desde que os pacientes sigam à risca as indicações dos médicos encartados. Mas, dado que não fazem aumentar a taxa de sobrevivência, são também inúteis.</span>””<br />
No estudo em que se baseia este artigo está escrito:<br />
“<span style="color: #3366ff;">Past research has shown that CM therapies such as massage, acupuncture, yoga, and meditation can improve quality of life.</span>”<br />
Perceberam a manipulação? Para o jornalista o facto da acupuntura não aumentar o tempo de vida de um paciente oncológico indica que é um tratamento inútil. Mas esquece-se de referir que muitos tratamentos não são para aumentar o tempo de vida mas sim a qualidade de vida. A acupuntura, por exemplo, tem demonstrado ser útil no alívio de vómitos pós-quimioterapia.</p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">Para o jornalista Luis Ribeiro medicamentos anti-eméticos são inúteis porque não aumentam o tempo de vida do paciente oncológico. E o que dizer de muitos tratamentos convencionais ou acompanhamento psicológico para doentes terminais?</span></h3>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Luis Ribeiro: entre o analfabetismo crítico e a superficialidade jornalística</span></h2>
<p>Luis Ribeiro troca uma análise objetiva, que se pretende no jornalismo, por um título fantástico para ser lido (é o sensacionalismo a disfarçar a falta de conteúdo), faz análises superficiais, tendenciosas e afirmações que são infundadas mas convenientes com as suas crenças. Se o objetivo era divulgar o estudo cientifico, falhou completamente na análise social e crítica científica subjacente ao mesmo, falhou na diferenciação entre terapias complementares ou crenças religiosas, reduziu a acupuntura à teoria dos meridianos mostrando a mesma superficialidade crítica e ignorância técnica de muitos céticos da moda, não soube adaptar o estudo ao contexto nacional, demonstrou falta de honestidade intelectual ao usar exemplos óbvios como a inutilidade da homeopatia e permitir uma generalização injusta (a ignorância científica da homeopatia dificilmente se espelha na biomecânica osteopática) e fez afirmações infundadas desfasadas do próprio objetivo do estudo cientifico.<br />
<strong><span style="color: #3366ff;">Entre muitos artigos cientificos, Luis Ribeiro, escolheu aquele cujas conclusões mais lhe agradavam. Um artigo para o qual é fácil escrever uma resenha superficial e com o qual o jornalista se sentia à vontade para fazer afirmações infundadas acerca de técncias terapêuticas das quais não é fâ.</span></strong><br />
<strong><span style="color: #3366ff;">Apresentou um ponto de vista simplista, sobre uma área complexa, uma análise superficial para problemas mais profundos e acabou com um artigo claramente negativo que induz os leitores em erro!</span></strong><br />
<strong><span style="color: #3366ff;">isto é jornalismo made in Visão!</span></strong></p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">BIBLIOGRAFIA</span></h3>
<p>https://jamanetwork.com/journals/jamaoncology/fullarticle/2687972<br />
http://visao.sapo.pt/visaosaude/2018-07-20-Doentes-com-cancro-que-usam&#8211;tambem&#8211;terapias-alternativas-tem-duas-vezes-mais-probabilidade-de-morrer</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt/luis-ribeiro-analfabetismo-superficialidade-jornalistica/">Luis Ribeiro: entre o analfabetismo crítico e a superficialidade jornalística</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt">Clinica de Acupuntura em Lisboa</a>.</p>
]]></content:encoded>
							<wfw:commentRss>https://clinicadeacupuntura.pt/luis-ribeiro-analfabetismo-superficialidade-jornalistica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
						<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">3977</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Integrar e complementar: experiência de um acupuntor osteopata</title>
		<link>https://clinicadeacupuntura.pt/integrar-e-complementar/</link>
				<comments>https://clinicadeacupuntura.pt/integrar-e-complementar/#respond</comments>
				<pubDate>Mon, 18 Jun 2018 11:14:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Nuno Lemos]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[acupuntura]]></category>
		<category><![CDATA[osteopatia]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Manual e Reabilitação]]></category>
		<category><![CDATA[acupuntura clinica]]></category>
		<category><![CDATA[acupuntura elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[medicina integrada]]></category>
		<category><![CDATA[osteopatia no desporto]]></category>
		<category><![CDATA[reabilitação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://clinicadeacupuntura.pt/?p=3971</guid>
				<description><![CDATA[<p>Integrar e complementar: experiência de um acupuntor osteopata Ao longo destes últimos anos tenho ganho uma experiência interessante com a osteopatia e acima de tudo com a integração da osteopatia com acupuntura. Fui racionalizando a forma como combino as diferentes técnicas e terapias e quando dei por mim estava a catalogar esta experiência em duas [...]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt/integrar-e-complementar/">Integrar e complementar: experiência de um acupuntor osteopata</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt">Clinica de Acupuntura em Lisboa</a>.</p>
]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Integrar e complementar: experiência de um acupuntor osteopata</span></h1>
<p>Ao longo destes últimos anos tenho ganho uma experiência interessante com a osteopatia e acima de tudo com a integração da osteopatia com acupuntura. Fui racionalizando a forma como combino as diferentes técnicas e terapias e quando dei por mim estava a catalogar esta experiência em duas classificações: integrar e complementar.<br />
Com estas 2 formas de catalogar a minha parca experiência consigo ter uma noção do grande potencial clínico que a combinação destas terapias oferece. Este meu artigo resume-se a reabilitação de marquesa e, como tal, não vou abordar a questão do exercício físico. Apesar da extrema importância da abordagens dos fisiologistas de exercício, e de usar muitos exercícios nos meus algoritmos clínicos não vou abordar essa componente do tratamento.</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Complementar: entre a mobilidade articular e a acupuntura elétrica</span></h2>
<p>Considero uma abordagem complementar aquela que usa técnicas com tecidos-alvo diferentes mas o mesmo objetivo clínico. Por exemplo, numa lombalgia provocada por bloqueio do ilíaco esquerdo. Tanto na observação como na aplicação de técnicas harmónicas iniciais nota-se a existência de contratura nos eretores lombares esquerdos.<br />
Neste caso é possível complementar 2 técnicas distintas: técnicas de mobilidade articular para normalizar o funcionamento da articulação e eliminar as descompensações visíveis nos testes clínicos (osteopatia) e posteriormente aplicar acupuntura elétrica, com estímulos específicos para promover relaxamento muscular dos eretores lombares esquerdos.</p>
<p><a href="https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2015/06/agulhaslombar1.jpg?ssl=1"><img class="aligncenter size-full wp-image-3810" src="https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2015/06/agulhaslombar1.jpg?resize=900%2C475&#038;ssl=1" alt="3 pilares da acupuntura" width="900" height="475" srcset="https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2015/06/agulhaslombar1.jpg?resize=200%2C106&amp;ssl=1 200w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2015/06/agulhaslombar1.jpg?resize=300%2C158&amp;ssl=1 300w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2015/06/agulhaslombar1.jpg?resize=400%2C211&amp;ssl=1 400w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2015/06/agulhaslombar1.jpg?resize=600%2C317&amp;ssl=1 600w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2015/06/agulhaslombar1.jpg?resize=768%2C405&amp;ssl=1 768w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2015/06/agulhaslombar1.jpg?resize=800%2C422&amp;ssl=1 800w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2015/06/agulhaslombar1.jpg?fit=900%2C475&amp;ssl=1 900w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" data-recalc-dims="1" /></a></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Integrar: entre a neuromodelação periférica e as neurodinâmicas</span></h2>
<p>Integração de tratamentos leva em linha de conta técnicas que partilham o mesmo tecido-alvo e objetivo clínico. O Exemplo imediato seria a integração de técnicas de neuromodelação periférica com neurodinâmicas. Ciática, túnel cárpico, nevralgia do trigémio, enxaquecas, cefaleia são algumas das patologias que beneficiam imenso com este tipo de integração de técnicas.<br />
Neuromodelação periférica parte do estímulo invasivo do nervo ou de interfaces anatómicas muito especificas que podem comprimir esses nervo. Vai permitir a descenssibilização do nervo e a eliminação de várias alterações que podem afetar a sua mobilidade. Pode ser feito com ou sem estímulo elétrico. Por outro lado as neurodinâmicas trabalham as propriedades de deslizamento e viscoelastecidade do nervo sem estímulos invasivos garantindo uma abordagem menos centrada numa parte especifica do nervo mas mais na sua globalidade.</p>
<p>Outro exemplo de integração de técnicas osteopáticas e invasivas seria o uso combinado de acupuntura elétrica para relaxamento muscular e técnicas músculo-energéticas. O tecido-alvo seria sempre o mesmo (muscular) assim como o objetivo clínico. Este tipo de técnicas integradas funciona muito bem em determinados tipos de ciatalgia, cervicalgia, cefaleia de tensão, lesões do ombro, dor de costas.</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2013/12/páginaterapeutasostesteopatia.jpg?ssl=1"><img class="aligncenter size-full wp-image-3703" src="https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2013/12/páginaterapeutasostesteopatia.jpg?resize=1200%2C518&#038;ssl=1" alt="" width="1200" height="518" srcset="https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2013/12/páginaterapeutasostesteopatia.jpg?resize=200%2C86&amp;ssl=1 200w, https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2013/12/páginaterapeutasostesteopatia.jpg?resize=300%2C130&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2013/12/páginaterapeutasostesteopatia.jpg?resize=400%2C173&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2013/12/páginaterapeutasostesteopatia.jpg?resize=600%2C259&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2013/12/páginaterapeutasostesteopatia.jpg?resize=768%2C332&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2013/12/páginaterapeutasostesteopatia.jpg?resize=800%2C345&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2013/12/páginaterapeutasostesteopatia.jpg?resize=1024%2C442&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2013/12/páginaterapeutasostesteopatia.jpg?fit=1200%2C518&amp;ssl=1 1200w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" data-recalc-dims="1" /></a></p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Integrar e complementar: Caso Clínico</span></h3>
<p>Na maioria das vezes existe a necessidade de se combinar técnicas tanto numa lógica de integração como complementaridade. Uma queixa clínica muito comum em que isto acontece é a lombalgia com irradiação pelo ciático. É comum a associação de encurtamento muscular dos eretores, inflamação da sacro-ilíaca e dor irradiada pelo nervo ciático.<br />
Técnicas osteopáticas como mobilidade articular, miotensivas, músculo-energéticas, harmónicas e neurodinâmicas são muito eficazes no alívio das queixas. Por outro lado a acupuntura elétrica pode ser feita para descenssibilizar o nervo, relaxar o músculo ou promover efeitos anti-inflamatórios e analgésicos a nível da sacro-ilíaca.</p>
<p><a href="https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2015/11/ciático.jpg?ssl=1"><img class="aligncenter size-full wp-image-3748" src="https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2015/11/ciático.jpg?resize=900%2C444&#038;ssl=1" alt="Tratar dor na coxa em paciente oncológico" width="900" height="444" srcset="https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2015/11/ciático.jpg?resize=200%2C99&amp;ssl=1 200w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2015/11/ciático.jpg?resize=300%2C148&amp;ssl=1 300w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2015/11/ciático.jpg?resize=400%2C197&amp;ssl=1 400w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2015/11/ciático.jpg?resize=600%2C296&amp;ssl=1 600w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2015/11/ciático.jpg?resize=768%2C379&amp;ssl=1 768w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2015/11/ciático.jpg?resize=800%2C395&amp;ssl=1 800w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2015/11/ciático.jpg?fit=900%2C444&amp;ssl=1 900w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" data-recalc-dims="1" /></a></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Conclusão sobre integrar e complementar abordagens da acupuntura e osteopatia</span></h2>
<p>Os algoritmos clínicos que cada profissional usa estão dependentes do seu conhecimento, experiência, facilidade de aplicação de técnicas ou resposta do paciente face às mesmas. Eu quase não uso técnicas de impulso mas muitos colegas osteopatas fazem disso o pão nosso de cada dia. Alguns osteopatas usam acupuntura só para pontos gatilho, outros usam abordagens invasivas mais complexas e muitos nem usam acupuntura. Alguns acupuntores usam técnicas de manipulação e outros usam só algumas técnicas de massagem.<br />
A forma como combinamos as técnicas é, sem dúvida, crucial para um sucesso clínico imediato e duradouro.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt/integrar-e-complementar/">Integrar e complementar: experiência de um acupuntor osteopata</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt">Clinica de Acupuntura em Lisboa</a>.</p>
]]></content:encoded>
							<wfw:commentRss>https://clinicadeacupuntura.pt/integrar-e-complementar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
						<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">3971</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Futuro da farmacoterapia</title>
		<link>https://clinicadeacupuntura.pt/futuro-da-farmacoterapia/</link>
				<comments>https://clinicadeacupuntura.pt/futuro-da-farmacoterapia/#respond</comments>
				<pubDate>Mon, 21 May 2018 12:29:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Nuno Lemos]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina Chinesa]]></category>
		<category><![CDATA[medicina integrada]]></category>
		<category><![CDATA[vida saudável]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://clinicadeacupuntura.pt/?p=3934</guid>
				<description><![CDATA[<p>Futuro da farmacoterapia A farmacoterapia baseia-se no uso de determinados princípios ativos para tratar doenças ou aliviar sintomas. A forma mais básica de farmacoterapia será a alimentação. Uma forma um pouco mais desenvolvida está relacionada com o uso de plantas medicinais e alterações alimentares de acordo com esses sintomas. Sabe-se hoje que os chimpanzés alteram [...]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt/futuro-da-farmacoterapia/">Futuro da farmacoterapia</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt">Clinica de Acupuntura em Lisboa</a>.</p>
]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Futuro da farmacoterapia</span></h1>
<div>A farmacoterapia baseia-se no uso de determinados princípios ativos para tratar doenças ou aliviar sintomas. A forma mais básica de farmacoterapia será a alimentação. Uma forma um pouco mais desenvolvida está relacionada com o uso de plantas medicinais e alterações alimentares de acordo com esses sintomas.</div>
<div>Sabe-se hoje que os chimpanzés alteram a sua alimentação e procuram o uso de plantas medicinais de acordo com alguns sintomas presentes. (1) Notou-se que na presença de vermes intestinais os chimpanzés aumentavam o consumo de folhas especificas. (2) Estudos posteriores mostraram que 3 espécies dessas folhas possuem efeitos medicinais relevantes (3).</div>
<div>Tal como outros primatas, o ser humano também começou a observar a relação entre o consumo de determinados alimentos e o alívio de alguns sintomas. Por vezes nos humanos e outras vezes nos animais.</div>
<div>Uma planta tradicional chinesa usada para tratar disfunção erétil é chamada “erva de bode excitado”. Foi descoberta porque os pastores notaram que os bodes ficavam sexualmente mais ativos em algumas pastagens (9).</div>
<div>Mas ao contrário dos outros primatas o ser humano foi o único macaco superior a desenvolver culturas complexas, escrita e revoluções científicas.</div>
<div>A cultura permitiu definir moldes filosóficos para explicar as funções das plantas medicinais, a passagem oral de conhecimentos e, mais tarde a escrita, permitiram catalogar vastas quantidades de informação que são impensáveis para qualquer chimpanzé do Uganda.</div>
<div></div>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">A Tecnologia na base das divisões sócio-históricas</span></h2>
<div></div>
<div>A revolução científica e tecnológica permitiu-nos estudar algumas plantas medicinais e compreender quais os princípios ativos responsáveis pelos seus efeitos clínicos. Os avanços tecnológicos permitram trocar a raiz do salgueiro pela aspirina.</div>
<div>O sucesso dos medicamentos iniciais (a aspirina ainda hoje é usada) fez com que se desenvolvesse toda uma indústria farmacêutica e fez com que a classe de saúde dominante se focasse principalmente nesses medicamentos. O medicamento era o futuro. As plantas medicinais eram história, o reflexo de uma cultura cientificamente atrasada.</div>
<div>No entanto, a partir dos anos 90 o desenvolvimento de novas técnicas laboratoriais, estudo de mecanismos celulares e vias de sinalização celular fez com que houvesse um ressurgimento do interesse na investigação científica das farmacopeias tradicionais.</div>
<div>Uma série de fatores técnicos (excesso de efeitos secundários, cultura médica muito propensa a prescrever medicamentos e muito dependente dos mesmos), fatores históricos (escandalos associados a efeitos dos medicamentos), culturais (iliteracia científica, maior informação, suspeita relativamente às farmacêuticas), ideológicos (desejo de aproximação da natureza, uso de novas modalidades terapêuticas), e inovação (desenvolvimento científico, novas técnicas laboratoriais, novas modalidades terapêuticas) fez com que as farmacopeias tradicionais começassem a ganhar mais respeito e se tornassem novamente uma ferramenta clinica desejada pelos doentes e explorada pelos investigadores.</div>
<div></div>
<div>No início do século XXI a nossa sociedade está na beira de sofrer grandes evoluções cientificas e tecnológicas face a inovações que tem vindo a surgir e que irão alterar o nosso mundo radicalmente nos próximos 50 anos. Robots inteligentes, carros que se conduzem sozinhos e imortalidade já não são apenas ideias de ficção científica. São dados adquiridos e que estão somente dependentes de tempo para se tornarem vulgares.</div>
<div>Surgem então algumas questões: qual o impacto que estas inovações terão nas farmacopeias tradicionais? Vamos continuar a usar medicamentos? A farmacoterapia está acabada ou tem algum futuro mesmo que marginal?</div>
<div>Eu acho que a farmacoterapia vai revolucionar-se nos próximos anos. Nas próximas linhas preocupo-me em explicar como algumas inovações científicas importantes poderão mudar radicalmente a forma como vamos encarar os medicamentos e os fitoterápicos.</div>
<div></div>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Tecnologias que vão definir o futuro da farmacoterapia</span></h2>
<div></div>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">Inteligência Artificial e bioinformática</span></h3>
<div><a href="https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/artificial-2970158_1280.jpg?ssl=1"><img class="aligncenter size-full wp-image-4016" src="https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/artificial-2970158_1280.jpg?resize=1280%2C603&#038;ssl=1" alt="futuro da farmacoterapia IA" width="1280" height="603" srcset="https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/artificial-2970158_1280.jpg?resize=200%2C94&amp;ssl=1 200w, https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/artificial-2970158_1280.jpg?resize=400%2C188&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/artificial-2970158_1280.jpg?resize=600%2C283&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/artificial-2970158_1280.jpg?resize=768%2C362&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/artificial-2970158_1280.jpg?resize=800%2C377&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/artificial-2970158_1280.jpg?resize=1024%2C482&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/artificial-2970158_1280.jpg?resize=1200%2C565&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/artificial-2970158_1280.jpg?fit=1280%2C603&amp;ssl=1 1280w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" data-recalc-dims="1" /></a></div>
<div></div>
<div>Atualmente todos falam em Inteligência Artificial (IA). Na maioria das vezes as previsões são terríveis. Os computadores vão conquistar-nos e destruir-nos. Ninguêm pensa que computadores mais inteligentes nos vão facilitar a vida e ajudar a ficar mais inteligentes. Até agora é o que tem feito.</div>
<div>O uso de IA e bioinformática permite-nos compilar e estudar grandes dados permitindo compreender padrões que antes passavam despercebidos. A bioinformática tem sido usada no estudo dos fitoquímicos e nos seus mecanismos fisiológicos.</div>
<div>É possível compreender como funcionam as combinações dos diferentes fitoquímicos numa fórmula tradicional,(5) perceber quais são os mais importantes e aqueles que não servem para nada e pensar em novas combinações que antes eram impossíveis fazer (6).</div>
<div>A bioinformática está a ser usada para estudar possíveis chaves bioquímicas que explicam a diferenciação de drogas nas farmacopeias tradicionais (4) e que poderão ajudar a perceber melhor fenómenos fisiopatológicos especificos assim como criar novos bioterapêuticos.</div>
<div></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;">A IA e bioinformática não vão permitir apenar monitorizar a nossa saúde e avisar-nos de quando surge um problema. Essas tecnologias vão ser aplicadas a escalas sociais permitindo a maior experiência de engenharia social já vista. Isto irá ter repercussões gigantes na forma como lidamos com a nossa saúde. Comportamentos nocivos serão penalizados ao mesmo tempo que comportamentos corretos receberão recompensas. A utopia da prevenção (evitar comportamentos de risco, promover comportamentos corretos, otimizar níveis de saúde, alertar para situações de risco de forma imediata e propor soluções) está ao virar da esquina.</span></div>
<div></div>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">Edição genética</span></h3>
<div><a href="https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/dna-149160_1280.png?ssl=1"><img class="aligncenter size-full wp-image-4019" src="https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/dna-149160_1280.png?resize=1280%2C640&#038;ssl=1" alt="futuro da farmacoterapia edição genética" width="1280" height="640" srcset="https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/dna-149160_1280.png?resize=200%2C100&amp;ssl=1 200w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/dna-149160_1280.png?resize=400%2C200&amp;ssl=1 400w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/dna-149160_1280.png?resize=600%2C300&amp;ssl=1 600w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/dna-149160_1280.png?resize=768%2C384&amp;ssl=1 768w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/dna-149160_1280.png?resize=800%2C400&amp;ssl=1 800w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/dna-149160_1280.png?resize=1024%2C512&amp;ssl=1 1024w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/dna-149160_1280.png?resize=1200%2C600&amp;ssl=1 1200w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/dna-149160_1280.png?fit=1280%2C640&amp;ssl=1 1280w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" data-recalc-dims="1" /></a></div>
<div>Primeiro apareceu a terapia genética. Depois surgiu a edição genética. Uma forma avançada de poder inserir, apagar, modificar ou substituir partes do DNA no genoma humano.  Para isso usam um tipo de “tesouras moleculares” que tem vindo a desenvolver-se rapidamente. Primeiro surgiram as nucleases, depois as ZFN, depois a TALEN e depois a CRISPR que se tornou a mais conhecida. (8) E enquanto a CRISPR revoluciona o mercado surgem notícias de um novo modelo, MAJESTIC, que permite fazer alterações a milhões de células ao mesmo tempo. (7)</div>
<div>O objetivo das empresas de edição genética passa por curar doenças raras para as quais não existe nenhuma solução válida. No entanto é uma questão de tempo até se começarem a usar para tudo e mais alguma coisa, especialmente para otimização de parâmetros essenciais (inteligência, saúde, força, etc…) e prolongamento do tempo de vida.</div>
<div>Vamos poder alterar facilmente o perfil genético de muitas espécies aumentando o seu potencial nutritivo: plantas mais ricas em determinados fitoquímicos, tipos de arroz com menos indíces glicémicos, etc…</div>
<div></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;">No futuro, ao mesmo tempo que editamos os genes de muitos alimentos para diminuir os indíces glicémicos dos mesmos também editamos os genes do ser humano para se tornar menos suscetível a doenças como diabetes.</span></div>
<div></div>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">Engenharia enzimática</span></h3>
<div></div>
<div>Modelação de proteínas e enzimas de forma a tornarem-se mais baratos e biologicamente mais eficazes. Novas pataformas tecnológicas conseguem produzir enzimas de alta performance que podem criar grandes impactos na produção de novos medicamentos (diminuindo custos), criação de bioterapêuticos mais eficazes ou alimentos com maior qualidade.</div>
<div>A Codexis é uma empresa recente que faz exatamente isso tudo (10). De acordo com esta empresa a eficiência e especificidade de enzimas otimizadas permitem diminuir custos de produção alimentar e reduzir o impacto ambiental da produção alimentar de larga escala.</div>
<div>Esta tecnologia não só vai melhorar a qualidade dos alimentos que comemos, diminuir o custo de produção de medicamentos, ajudar a preservar o ambiente mas também vai melhorar a qualidade de suplementos e ajudar na criação de melhores fórmulas combinando a engenharia enzimática na otimização de determinados princípios ativos com bioinformática e IA.</div>
<div></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;">As fórmulas do futuro vão ser feitas a partir de combinações de princípios ativos específicos manipulados para se combinarem melhor e obterem melhores resultados clínicos.</span></div>
<div></div>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">Tecnologia de cultivo avançada</span></h3>
<div></div>
<div>Quem tem instagram devia seguir algumas contas como futurism, futurismenergy e grupos parecidos. Nestes grupos podemos ver imensas inovações que estão a ser feitas todos os dias e que muitos pensam tratar-se de ficção científica.</div>
<div>Robots para melhorar a eficácia de cultivo em hortas caseiras, controlando com exatidão o tempo de regas, estudando o solo e a própria evolução da planta a ser cultivada. Pequenas estufas caseiras onde sistemas de Inteligência Artificial controlam o tempo e a intensidade de luz a que a planta é sujeita, assim como sistema de rega, etc… conseguindo diminuir as variáveis que podem prejudicar o crescimento de uma planta de cultivo.</div>
<div></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;">No futuro vai ser possível associar sistemas de IA com sistemas de cultivo avançadas para cultivar alimentos que foram sujeitos a edição genética para serem mais nutritivos por exemplo.</span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;">É possível comprar sementes de plantas geneticamente modificadas, cultivá-las em casa de forma rápida e barata e consumi-las de forma a satisfazer necessidades especificas do corpo. Se tiver uma casa com um bom jardim vai poder usar robots que garantem as melhores condições de cultivo possíveis.</span></div>
<div></div>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">Nanotecnologia para todos</span></h3>
<div></div>
<div>A curcumina está na berra. Qualquer suplemento para o desporto usa curcumina. Está mal das articulações? A curcumina pode ajudar. Na realidade a curcumina tem uma biodisponibilidade terrível. Por isso a maior parte é expelida do corpo antes de ser aproveitada. Na maioria dos casos o pouco que chega às articulações provavelmente não consegue produzir alterações que justifiquem o seu uso.</div>
<div>Como a sua biodisponibilidade é muito fraca a maioria das suas ações podem observar-se mais a nível intestinal. A curcumina foi descoberta porque povos que comem caril frequentemente tem taxas de cancro do intestino mais baixas e não porque tem articulações mais saudáveis.</div>
<div>No entanto, usando sistemas de nanotransporte é possível melhorar muito a biodisponibilidade da curcumina. O que vale para a curcumina vale para qualquer fitoquímico. Ou conjunto de fitoquímicos.</div>
<div>Os sistemas de nanotransporte são caros e estão em fases iniciais de desenvolvimento (11). Mas com o desenvolvimento tecnológico estes sistemas de nanotransporte vão ficar cada vez mais baratos sendo possíveis usá-los em larga escala a preços acessíveis.</div>
<div>Outros estudos estão a desenvolver nanopartículas que vão circular no sangue a absorver toxinas. Esta ação pode ajudar a diminuir os efeitos de algumas toxinas presentes nos fitoterápicos ou criar ações sinérgicas com os mesmos.</div>
<div></div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;">No futuro alguns fitoquímicos serão provenientes de plantas geneticamente modificadas, outros serão produzidos em laboratório, purificados e otimizados para melhorar a sua biodisponibilidade e eficácia clínica. Vão usar sistemas de nanotransporte garantindo uma biodisponibilidade ainda maior. As nanopartículas vão permitir que a curcumina possa realmente ser válida na prevenção de sintomas articulares. </span></div>
<div></div>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Prevenção daqui a uns aninhos…</span></h2>
<div><a href="https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/medical-681120_1280.jpg?ssl=1"><img class="aligncenter size-full wp-image-4020" src="https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/medical-681120_1280.jpg?resize=1280%2C853&#038;ssl=1" alt="futuro da farmacoterapia medicamento" width="1280" height="853" srcset="https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/medical-681120_1280.jpg?resize=200%2C133&amp;ssl=1 200w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/medical-681120_1280.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/medical-681120_1280.jpg?resize=600%2C400&amp;ssl=1 600w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/medical-681120_1280.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/medical-681120_1280.jpg?resize=800%2C533&amp;ssl=1 800w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/medical-681120_1280.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/medical-681120_1280.jpg?resize=1200%2C800&amp;ssl=1 1200w, https://i1.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/medical-681120_1280.jpg?fit=1280%2C853&amp;ssl=1 1280w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" data-recalc-dims="1" /></a></div>
<div>O seu médico de família vai ser substituído por uma pulseira siliconada (ou uma qualquer espécie de segunda pele parcial &#8211; alguns sistemas vão analisar a sua saúde à distância) (15). Esta segunda pele (e não só) vai ser um dos instrumentos usados para fazer análises imediatas do seu perfil genético e bioquímico que indica necessidades nutricionais, avaliação de stress ou surgimento de mutações celulares com potencial cancerígeno, entre outros.</div>
<div>Esses dados vão ser enviados para sistemas de cloud computing onde algoritmos de IA e técnicas de bioinformática (12) vão analisar e definir quais as carências que aquela pessoa tem e de acordo com isso definir alimentos e “fitomedicamentos” ou “bioterapêuticos”, alterações de estilos de vida ou tratamentos de edição genética que permitirão otimizar o estado de saúde.</div>
<div>De acordo com essas alterações você consegue encomendar na net as refeições personalizadas ao seu gosto e necessidade que serão entregues no local onde se encontra usando drones. O pagamento vai ser feito usando criptmoedas através de sistema quânticos de blockchain (13), (14).</div>
<div>No seu bairo usa um jardim comunitário isolado (uma espécie de estufa comunitária) onde todos podem cultivar alimentos de acordo com certas especificações. Não precisa de estar sempre presente uma vez que existem uma série de pequenos robots familiares que fazem o trabalho principal.</div>
<div>Em casa o seu sistema de IA vai definir-lhe um ambiente especifico que ajude a fazer hipnose, técnicas de relaxamento ou dormir de acordo com o cansaço e stresse que os dados biométricos apresentam.</div>
<div></div>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Otimização de saúde daqui a uns aninhos&#8230;</span></h2>
<div></div>
<div>A farmacoterapia vai conhecer novos desenvolvimentos em que se vai juntar o que se separou. Os princípios por trás dos medicamentos e da fitoterapia vão associar-se.</div>
<div>Deseja-se efeitos rápidos como os obtidos pelos medicamentos, mas sem os efeitos secundários, pretende-se usar a combinação de princípios ativos da fitoterapia mas sem a incerteza acerca da qualidade e eficácia dos mesmos (muito dependentes do local de cultivo, garantia de veracidade e qualidade da composição das fórmulas, melhor biodisponibilidade, etc…).</div>
<div>Os estudos futuros vão permitir construir fórmulas baseadas na combinação de princípios ativos que até aqui não foi possível fazer. Isto vai diminuir os efeitos secundários da medicação ao mesmo tempo que permite abordagens clínicas que englobem um maior número de vias de tratamento (atuando em diferentes grupos de genes, vias de sinalização celular, etc…).</div>
<div>Vamos olhar para o tratamento pela complexidade do funcionamento celular e de interações bioquímicas usando os princípios das formulações tradicionais, ao mesmo tempo que se consegue obter os resultados mais rápidos e seguros.</div>
<div>Os medicamentos do futuro serão feitos de acordo com os princípios de combinação de plantas das farmacopeias tradicionais. Engenharia enzimática, edição genética e sistemas de nanotransporte vão permitir que os suplementos aumentem a sua eficácia clínica ao mesmo tempo que se abandonam os medicamentos mais tradicionais baseados num único princípio ativo.</div>
<div></div>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Conclusão sobre o futuro da farmacoterapia</span></h2>
<div></div>
<div>O tempo dos medicamentos como os conhecemos está acabado. A farmacoterapia tradicional também. No futuro da farmacoterapia vai ser difícil fazer a distinção entre a noção de medicamento e fitoterápico atual. Chamemos-lhe “fitomedicamento” ou “bioterapêutico”.</div>
<div>Vão ser produzidos em laboratório como acontece com os medicamentos atuais. Mas terão uma composição pensada em múltiplos níveis de ação como acontece com a farmacologia tradicional. Não serão baseados numa única molécula mas num conjunto de princípios ativos e vão conseguir conjugar o efeito imediato mais forte dos medicamentos com menos efeitos secundários como acontece com a farmacologia.</div>
<div>Vão ser menos pensados em termos de sintomas definidos por um paradigma de saúde (classificação de doenças) e mais pensados em termos de equilíbrio e homeostasia bioquímica atuando em vários níveis da comunicação celular. A lógica será a otimização de saúde e não a prevenção da doença. Vão atuar a um nível em que existe ligeira probabilidade da doença aparecer e nunca para tentar aliviar os sintomas da doença. Vamos ser cada vez mais saudáveis.</div>
<div></div>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Bibliografia</span></h3>
<div></div>
<div>(1) <a href="https://publishing.cdlib.org/ucpressebooks/view?docId=ft1j49n6b2&amp;chunk.id=d0e617&amp;toc.depth=1&amp;toc.id=d0e532&amp;brand=ucpress">https://publishing.cdlib.org/ucpressebooks/view?docId=ft1j49n6b2&amp;chunk.id=d0e617&amp;toc.depth=1&amp;toc.id=d0e532&amp;brand=ucpress</a></div>
<div>(2) <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/ajp.1350370404">https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/ajp.1350370404</a></div>
<div>(3) <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/ajp.20206">https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/ajp.20206</a></div>
<div>(4) <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00296-010-1546-7">https://link.springer.com/article/10.1007/s00296-010-1546-7</a></div>
<div>(5) <a href="http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0072334">http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0072334</a></div>
<div>(6) <a href="http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0018278">http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0018278</a></div>
<div>(7) <a href="https://scopeblog.stanford.edu/2018/05/08/new-magestic-gene-editing-technology-makes-changes-to-millions-of-cells-at-once/">https://scopeblog.stanford.edu/2018/05/08/new-magestic-gene-editing-technology-makes-changes-to-millions-of-cells-at-once/</a></div>
<div>(8) <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Genome_editing">https://en.wikipedia.org/wiki/Genome_editing</a></div>
<div>(9) <a href="https://www.webmd.com/vitamins/ai/ingredientmono-699/horny-goat-weed">https://www.webmd.com/vitamins/ai/ingredientmono-699/horny-goat-weed</a></div>
<div>(10) <a href="https://www.codexis.com/">https://www.codexis.com/</a></div>
<div>(11) <a href="http://www.understandingnano.com/medicine.html">http://www.understandingnano.com/medicine.html</a></div>
<div>(12) <a href="http://www.businessinsider.com/digital-health-briefing-apple-stanford-medicine-launch-afib-study-mdlive-introduces-a-healthcare-chatbot-app-provider-launches-medical-blockchain-platform-2017-12">http://www.businessinsider.com/digital-health-briefing-apple-stanford-medicine-launch-afib-study-mdlive-introduces-a-healthcare-chatbot-app-provider-launches-medical-blockchain-platform-2017-12</a></div>
<div>(13) <a href="https://www.technologyreview.com/s/611022/if-quantum-computers-threaten-blockchains-quantum-blockchains-could-be-the-defense/">https://www.technologyreview.com/s/611022/if-quantum-computers-threaten-blockchains-quantum-blockchains-could-be-the-defense/</a></div>
<div>(14) <a href="https://www.sciencealert.com/quantum-blockchain-proposal-protecting-digital-ledger-across-time">https://www.sciencealert.com/quantum-blockchain-proposal-protecting-digital-ledger-across-time</a></div>
<div>(15) <a href="https://www.digitaltrends.com/cool-tech/laser-monitor-wellbeing/">https://www.digitaltrends.com/cool-tech/laser-monitor-wellbeing/</a></div>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt/futuro-da-farmacoterapia/">Futuro da farmacoterapia</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt">Clinica de Acupuntura em Lisboa</a>.</p>
]]></content:encoded>
							<wfw:commentRss>https://clinicadeacupuntura.pt/futuro-da-farmacoterapia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
						<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">3934</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Cura do cancro e conspirações: uma análise multidisciplinar</title>
		<link>https://clinicadeacupuntura.pt/cura-do-cancro-conspiracoes/</link>
				<comments>https://clinicadeacupuntura.pt/cura-do-cancro-conspiracoes/#respond</comments>
				<pubDate>Thu, 22 Mar 2018 14:25:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Nuno Lemos]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cancro]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Teorias da conspiração]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://clinicadeacupuntura.pt/?p=3938</guid>
				<description><![CDATA[<p>Cura do cancro e conspirações: uma análise multidisciplinar Uma ideia muito divulgada nas redes sociais é que a Indústria Farmacêutica (IF) descobriu a cura do cancro e decidiu esconde-la porque nos quer manter doentes e ganhar dinheiro com essa doença. A IF é uma personificação do demónio, vive só para o lucro e não [...]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt/cura-do-cancro-conspiracoes/">Cura do cancro e conspirações: uma análise multidisciplinar</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt">Clinica de Acupuntura em Lisboa</a>.</p>
]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-33 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling fusion-equal-height-columns"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-53 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h1 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Cura do cancro e conspirações: uma análise multidisciplinar</span></h1>
<p style="text-align: center;">Uma ideia muito divulgada nas redes sociais é que a Indústria Farmacêutica (IF) descobriu a cura do cancro e decidiu esconde-la porque nos quer manter doentes e ganhar dinheiro com essa doença.<br />
A IF é uma personificação do demónio, vive só para o lucro e não ganha dinheiro caso as pessoas sejam saudáveis. Portanto quer-nos doentes.<br />
Este último ponto justifica o primeiro. Como a IF só ganha dinheiro se as pessoas estiverem doentes escondem curas milagrosas que são muito baratas.<br />
Será a IF um demónio capitalista dos tempos modernos? Terão as teorias da conspiração alguma razão de ser? E provas a sustentá-las?<br />
Nas próximas linhas vamos abordar a IF e a cura do cancro usando história, ciência, lógica, bolsa e matemática. No final podemos ficar com uma visão muito diferente da ideia deste artigo, ou podemos ficar exatamente na mesma.</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Entre notícias a sério e teorias da conspiração</span></h2>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-34 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_2_3 fusion-builder-column-54 fusion-two-third fusion-column-first 2_3"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:66.66%;width:calc(66.66% - ( ( 4% ) * 0.6666 ) );margin-right: 4%;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p style="text-align: center;">Hoje sabe-se tudo. Desde documentos secretos do vaticano, documentos secretos dos EUA, às redes de lavagem de dinheiro das famílias reais e ricos de todo o mundo. Papeis do Panamá, Snowden, Jornalistas internacionais com escândalos de futebol, etc… Nada escapa ao escrutínio público. Assuntos que antes eram tabu como o abuso sexual de crianças por padres, hoje são falados abertamente.<br />
A IF não é excepção: manipulação de estudos científicos (3) (5), inflacionamento de preços (4) (6), violação de direitos humanos (1) (2), corrupção (7), etc&#8230;<br />
No entanto nunca foi libertado um único documento a falar de uma cura milagrosa do cancro que tenha sido sonegada pela indústria farmacêutica. Quando se googla este assunto ou se encontram sites de teorias da conspiração ou céticos a criticar estes mitos (8), (9).</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_3 fusion-builder-column-55 fusion-one-third fusion-column-last 1_3"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:33.33%;width:calc(33.33% - ( ( 4% ) * 0.3333 ) );'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #ff0000;">Neste primeiro ponto parece que a cura do cancro não é mais do que um mito sem qualquer sustentação séria.</span></strong></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-35 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-56 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Simplificando demais</span></h2>
<p style="text-align: center;">A simplificação é o maior erro da teoria da conspiração. Existem 2 simplificações que denunciam a teoria de conspiração, neste caso.</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-36 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-57 fusion-one-half fusion-column-first 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );margin-right: 4%;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">Falamos do cancro como se fosse uma única doença. Entender o que é o cancro implica saber que não existe uma cura do cancro. O cancro representa uma série de problemas diferentes que se devem compreender a níveis genéticos, vias de sinalização celular, etc… o que significa que são precisas várias curas e não uma única cura.</span></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-58 fusion-one-half fusion-column-last 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Falamos da Indústria Farmacêutica como se fosse uma única entidade. Mas na realidade falamos de múltiplas empresas gigantes com interesses conflituosos umas entre as outras.</span><br />
<span style="color: #800000;">As empresas farmacêuticas não trabalham para o sucesso da concorrência.</span><br />
<span style="color: #800000;">Falar desta indútria como se fosse uma única entidade não leva em linha de conta a competitividade extrema a que se entregam as diferentes companhias que formam esta indústria. As Start Ups que são cada vez mais só vem adicionar mais interesses.</span></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-37 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-59 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #ff0000;">Nunca vai existir uma cura para o cancro porque o cancro não é uma doença. A IF é composta por muitas empresas com interesses conflituosos. Seria difícil a concorrência proibir uma empresa de lucrar com um tratamento rentável.</span></strong></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Empresas farmacêuticas trabalham para os acionistas</span></h2>
<p style="text-align: center;">As empresas farmacêuticas querem fazer dinheiro. Trabalham para os seus accionistas. E obviamente que só fazem dinheiro se venderem medicamentos. Exemplos de preços hiperinflacionados abundam pela história e atualidade da IF. (4) (5) (6) Desde genéricos a tratamentos para a Hepatite C (18).</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-38 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-60 fusion-one-half fusion-column-first 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );margin-right: 4%;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h3 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Crise de opióides nos EUA</span> (11)</h3>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">Tanto a indústria como a classe médica sabiam perfeitamente o que iria acontecer.</span><br />
<span style="color: #0000ff;">Mas se a sociedade permite vender diretamente ao público, se os médicos prescrevem mais, (10) (12) não vai ser a empresa que vende que decide parar de vender. Toda a concorrência está a vender. Se eles não fizerem dinheiro é a concorrência que faz.</span></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-61 fusion-one-half fusion-column-last 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h3 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Tudo por amor</span></h3>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;">Recentemente a Eli Lilly viu um blockbuster seu perder patente. A Eli Lilly é a empresa responsável pela comercialização do Cialis. O grande concorrente do Viagra.</span><br />
<span style="color: #0000ff;">Com o fim da patente, toda a concorrência pegou nessa molécula e começou a fazer os seus comprimidos de Cialis. Os comprimidos de cialis passaram de 80€ para 20€. 4 vezes menos. E mesmo assim o lucro é gigante.</span></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-39 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_1 fusion-builder-column-62 fusion-one-full fusion-column-first fusion-column-last 1_1"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #ff0000;">É para isto que a indústria farmacêutica existe: produzir blockcusters e ganhar muito dinheiro com eles. O que ganha uma empresa com uma droga blockbuster que não é comercializada? Uma cura milagrosa seria preçada com preços milagrosos… para a companhia.</span></strong></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Galinhas de ovos de ouro e o dilema do prisioneiro</span></h2>
<p style="text-align: center;">Ao contrário do que as pessoas possam pensar já houve empresas que lançaram no mercado drogas revolucionárias. A Gilead foi um desses exemplos. Curou a Hepatite C e depois meteu-se em problemas porque deixou de ter rentabilidade. (13) O número de pessoas que ela tratou ultrapassou o número de novos casos que surgiram. Hoje as ações da Gilead valem quase menos 50% do que valiam há 3 anos.</p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-40 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-63 fusion-one-half fusion-column-first 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );margin-right: 4%;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p style="text-align: center;"><span style="color: #3366ff;">Para a empresa podemos perguntar: seria preferível não vender e ficar sem o lucro daquele medicamento? Ou seria preferível vender e tentar lucrar o mais possível? <strong><span style="color: #008000;">A Gilead não sabe o que vai acontecer no futuro. Mas sabe que se vender uma cura no presente vai fazer imenso dinheiro que pode vir a precisar no futuro.</span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #3366ff;">Quando uma empresa farmacêutica tem um avanço científico sobre a concorrência a primeira coisa que tenta faze-lo é materializá-lo financeiramente. É preferível estar à frente do mercado durante 3 anos do que estar sempre atrás.</span></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-64 fusion-one-half fusion-column-last 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><div id="attachment_3939" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-3939" class="wp-image-3939 size-full" src="https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/Captura-de-ecrã-2018-05-22-às-12.50.56.png?resize=400%2C233&#038;ssl=1" alt="cura do cancro conspiração" width="400" height="233" srcset="https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/Captura-de-ecrã-2018-05-22-às-12.50.56.png?resize=200%2C117&amp;ssl=1 200w, https://i0.wp.com/clinicadeacupuntura.pt/wp-content/uploads/2018/05/Captura-de-ecrã-2018-05-22-às-12.50.56.png?fit=400%2C233&amp;ssl=1 400w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" data-recalc-dims="1" /><p id="caption-attachment-3939" class="wp-caption-text">fonte google finance</p></div>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-41 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_3 fusion-builder-column-65 fusion-one-third fusion-column-first 1_3"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:33.33%;width:calc(33.33% - ( ( 4% ) * 0.3333 ) );margin-right: 4%;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #ff0000;">O dilema do prisioneiro, um problema da teoria dos jogos, indica que um jogador que aumentar a sua vantagem sem lhe importar o resultado dos outros. Isto explica porque a Gilead lançou para o mercado uma cura da Hepatite C e porque está toda a gente a lutar pelas patentes de CRISPR. E é também por causa disto que nenhuma empresa farmacêutica esconde uma cura milagrosa.</span></strong></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_2_3 fusion-builder-column-66 fusion-two-third fusion-column-last 2_3"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:66.66%;width:calc(66.66% - ( ( 4% ) * 0.6666 ) );'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p style="text-align: center;"><span style="color: #666699;">Recentemente este problema também foi levantado para as novas abordagens de edição genética (14). Estas terapias representam uma transição entre tratamentos para problemas crónicos e curas imediatas para doenças. No longo prazo pode não ser um modelo de negócio sustentável.</span><br />
<span style="color: #666699;">Independentemente de ser um modelo de negócio sustentável no longo prazo uma coisa é certa: falamos de um negócio de biliões. Uma tecnologia que vai revolucionar a medicina nos próximos anos. É a cura milagrosa que todos falam.</span><br />
<span style="color: #666699;">E a indústria quer tudo menos esconde-la. As lutas sobre patentes (16), as compras de start ups por parte de grandes companhias, o investimento de fundos milionários em start ups (15), etc&#8230;</span></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div><div class="fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-42 nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling"  style='background-color: rgba(255,255,255,0);background-position: center center;background-repeat: no-repeat;padding-top:0px;padding-right:30px;padding-bottom:0px;padding-left:30px;border-top-width:0px;border-bottom-width:0px;border-color:#eae9e9;border-top-style:solid;border-bottom-style:solid;'><div class="fusion-builder-row fusion-row "><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-67 fusion-one-half fusion-column-first 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );margin-right: 4%;'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><h2 style="text-align: center;"><span style="color: #00ff00;">Conclusão sobre conspirações na cura do cancro</span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #993366;">As empresas que compôem a IF não são nenhumas santas. Empresas mais antigas com produtos lançados no mercado cometem crimes para conseguir vender mais e não perdem sono por causa da miséria que provocam.</span><br />
<span style="color: #993366;">O comportamento dessas empresas é facilmente compreendido pelo dilema do prisioneiro. Desde a crise de opióides nos EUA, codeína na Nigéria, guerras pelas patentes de CRISPR, etc…</span><br />
<span style="color: #993366;">Estas empresas existem para fazer dinheiro. Nunca mostraram problemas em inflaccionar preços. Elas podem definir preços milionários para curas milagrosas.</span><br />
<span style="color: #993366;">Numa perspetiva matemática, económica e de investimento na bolsa não tem lógica assumir que estas empresas não venderiam curas milagrosas. Como é que um CEO explicaria que teve acesso a uma cura milagrosa que poderia render biliões à empresa e que não usou porque quer ver as pessoas doentes?</span><br />
<span style="color: #993366;">Historicamente estas empresas lançaram curas milagrosas e estão a faze-lo atualmente. A Gilead tratou a Hepatite C e agora pretende lançar drogas inovadoras contra o HIV (19).</span><br />
<span style="color: #993366;">Do ponto de vista científico também não tem lógica. O cancro não é uma doença. Nunca vai existir uma cura para o cancro. As diferentes abordagens das muitas start ups e as limitações dessas abordagens só mostra a complexidade biológica que o cancro representa.</span></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div><div  class="fusion-layout-column fusion_builder_column fusion_builder_column_1_2 fusion-builder-column-68 fusion-one-half fusion-column-last 1_2"  style='margin-top:0px;margin-bottom:20px;width:50%;width:calc(50% - ( ( 4% ) * 0.5 ) );'>
					<div class="fusion-column-wrapper" style="padding: 0px 0px 0px 0px;background-position:left top;background-repeat:no-repeat;-webkit-background-size:cover;-moz-background-size:cover;-o-background-size:cover;background-size:cover;"   data-bg-url="">
						<div class="fusion-text"><p>(1) <a href="https://www.cristianismeijusticia.net/sites/default/files/pdf/en124.pdf">https://www.cristianismeijusticia.net/sites/default/files/pdf/en124.pdf</a><br />
(2) <a href="https://www.theguardian.com/commentisfree/2013/feb/22/hiv-aids-deaths-pharmaceutical-industry">https://www.theguardian.com/commentisfree/2013/feb/22/hiv-aids-deaths-pharmaceutical-industry</a><br />
(3) <a href="https://www.theguardian.com/books/2012/oct/17/bad-pharma-ben-goldacre-review">https://www.theguardian.com/books/2012/oct/17/bad-pharma-ben-goldacre-review</a><br />
(4) <a href="http://time.com/4475970/stop-immoral-drug-prices/">http://time.com/4475970/stop-immoral-drug-prices/</a><br />
(5) <a href="https://www.forbes.com/sites/matthewherper/2017/02/10/a-6000-price-hike-should-give-drug-companies-a-disgusting-sense-of-deja-vu/#36fa5f4171f5">https://www.forbes.com/sites/matthewherper/2017/02/10/a-6000-price-hike-should-give-drug-companies-a-disgusting-sense-of-deja-vu/#36fa5f4171f5</a><br />
(6) <a href="https://www.nytimes.com/2018/01/18/health/drug-prices-hospitals.html">https://www.nytimes.com/2018/01/18/health/drug-prices-hospitals.html</a><br />
(7) <a href="https://www.washingtonpost.com/news/worldviews/wp/2018/05/04/nigeria-bans-cough-syrup-to-stop-an-addiction-epidemic-but-something-worse-could-take-its-place/?noredirect=on&amp;utm_term=.9fac5c909ea6">https://www.washingtonpost.com/news/worldviews/wp/2018/05/04/nigeria-bans-cough-syrup-to-stop-an-addiction-epidemic-but-something-worse-could-take-its-place/?noredirect=on&amp;utm_term=.9fac5c909ea6</a><br />
(8) <a href="https://www.goodnewsnetwork.org/examining-the-myth-that-big-pharma-doesnt-want-to-cure-cancer/">https://www.goodnewsnetwork.org/examining-the-myth-that-big-pharma-doesnt-want-to-cure-cancer/</a><br />
(9) <a href="https://www.skepticalraptor.com/skepticalraptorblog.php/secret-cancer-cure-big-pharma-hiding/">https://www.skepticalraptor.com/skepticalraptorblog.php/secret-cancer-cure-big-pharma-hiding/</a><br />
(10) <a href="https://www.drugabuse.gov/drugs-abuse/opioids/opioid-overdose-crisis">https://www.drugabuse.gov/drugs-abuse/opioids/opioid-overdose-crisis</a><br />
(11) <a href="http://time.com/james-nachtwey-opioid-addiction-america/">http://time.com/james-nachtwey-opioid-addiction-america/</a><br />
(12) <a href="https://www.theguardian.com/us-news/2017/oct/25/americas-opioid-crisis-how-prescription-drugs-sparked-a-national-trauma">https://www.theguardian.com/us-news/2017/oct/25/americas-opioid-crisis-how-prescription-drugs-sparked-a-national-trauma</a><br />
(13) <a href="https://www.marketwatch.com/story/gilead-cured-hepatitis-c-thats-become-its-biggest-problem-2017-02-08">https://www.marketwatch.com/story/gilead-cured-hepatitis-c-thats-become-its-biggest-problem-2017-02-08</a><br />
(14) <a href="https://www.cnbc.com/2018/04/11/goldman-asks-is-curing-patients-a-sustainable-business-model.html">https://www.cnbc.com/2018/04/11/goldman-asks-is-curing-patients-a-sustainable-business-model.html</a><br />
(15) <a href="https://www.forbes.com/sites/matthewherper/2015/08/10/bill-gates-and-13-other-investors-pour-120-million-into-revolutionary-gene-editing-startup/#6cc322106369">https://www.forbes.com/sites/matthewherper/2015/08/10/bill-gates-and-13-other-investors-pour-120-million-into-revolutionary-gene-editing-startup/#6cc322106369</a><br />
(16) <a href="https://www.nature.com/news/bitter-crispr-patent-war-intensifies-1.22892">https://www.nature.com/news/bitter-crispr-patent-war-intensifies-1.22892</a><br />
(17) <a href="https://www.cnbc.com/2017/08/31/investors-are-betting-on-a-cancer-cure-with-these-stocks.html">https://www.cnbc.com/2017/08/31/investors-are-betting-on-a-cancer-cure-with-these-stocks.html</a><br />
(18) <a href="https://www.theguardian.com/science/2018/apr/12/non-profits-300-hepatitis-c-cure-as-effective-as-84000-alternative">https://www.theguardian.com/science/2018/apr/12/non-profits-300-hepatitis-c-cure-as-effective-as-84000-alternative</a><br />
(19) <a href="https://seekingalpha.com/article/4155468-gilead-sciences-stellar-hiv-data-bring-new-life-company">https://seekingalpha.com/article/4155468-gilead-sciences-stellar-hiv-data-bring-new-life-company</a></p>
</div><div class="fusion-clearfix"></div>

					</div>
				</div></div></div></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt/cura-do-cancro-conspiracoes/">Cura do cancro e conspirações: uma análise multidisciplinar</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="https://clinicadeacupuntura.pt">Clinica de Acupuntura em Lisboa</a>.</p>
]]></content:encoded>
							<wfw:commentRss>https://clinicadeacupuntura.pt/cura-do-cancro-conspiracoes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
						<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">3938</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
